Os vírus são pequenos agentes infecciosos classificados como parasitas intracelulares obrigatórios, isso porque para que causem doença precisam estar dentro da célula. As doenças causadas por vírus são popularmente conhecidas como viroses e podem atingir pessoas de todas as idades.

Os vírus estão amplamente distribuídos no ambiente, além de também fazerem parte do microbioma do corpo, assim podem ser transmitidos por meio da inalação de partículas que ficam suspensas no ar quando uma pessoa infectada tosse, espirra ou fala, por meio do consumo de água ou alimentos contaminados, por meio do contato com superfícies infectadas por vírus ou compartilhamento de objetos, por meio de relação sexual desprotegida ou através da picada de mosquitos, por exemplo.

É importante que a doença causada por vírus seja identificada corretamente, pois assim é possível que o médico indique o tratamento mais adequado, que pode envolver medidas de suporte, como repouso, ingestão de líquidos e alimentação leve, ou uso de medicamentos antivirais em forma de comprimido ou pomada, por exemplo.

Algumas das principais doenças causadas por vírus são:

1. COVID-19

A COVID-19 é uma doença infecciosa causada pelo vírus SARS-CoV-2, que pode ser transmitido de pessoa para pessoa por meio da inalação de gotículas de secreções respiratórias que podem ficar suspensas no ar quando a pessoa contaminada por esse vírus tosse ou espirra.

Uma vez que a COVID-19 é uma doença altamente infecciosa e que pode levar à óbito, principalmente em pessoas mais velhas e com sistema imunológico mais comprometido e quando as medidas de suporte não são iniciadas rapidamente, é importante que sejam adotadas medidas que ajudem a prevenir a infecção e o desenvolvimento de formas graves da doença, como uso de máscara, distanciamento social, uso de álcool-gel, higienização frequente das mãos e vacinas. Saiba como prevenir a infecção pelo SARS-CoV-2.

Principais sintomas: os sintomas iniciais da COVID-19 são semelhantes ao de uma gripe, em que a pessoa pode apresentar espirro, coriza, tosse, febre mal estar geral, diarreia e dor de cabeça. Nos casos mais graves, é possível também haver dificuldade para respirar, dor no peito e confusão mental. Faça o nosso teste online de sintomas para saber o risco de estar com COVID-19.

Como é feito o tratamento: o tratamento para COVID-19 deve ser feito de acordo com os sintomas apresentados pela pessoa, sendo indicado que, independentemente da intensidade dos sintomas, a pessoa permaneça em isolamento. Nos casos mais leves, é apenas indicado que a pessoa fique em repouso e tenha uma alimentação leve e de fácil digestão, além de ser indicado que consuma bastante líquido.

Nos casos mais graves, é importante que a pessoa seja levada ao hospital para que sejam feitos exames que identifiquem a oxigenação e o grau de comprometimento dos pulmões, podendo ser indicada a realização de oxigenoterapia e uso de medicamentos específicos.

Como prevenir: para prevenir a infecção pelo SARS-CoV-2, é importante fazer uso de máscaras, higienizar e desinfetar as mãos regularmente, evitar permanecer muito tempo em locais fechados e ter contato com pessoas confirmadas ou com suspeita de COVID-19. Além disso, é importante também tomar a vacina contra a COVID-19, pois além de proteger contra casos graves da doença, pode diminuir a taxa de transmissão da doença.

2. Gripe

A gripe é a virose mais comum, sendo principalmente causada pelo vírus Influenza. A gripe é mais comum de acontecer durante o inverno, isso porque durante esse período é comum que as pessoas permaneçam mais tempo em um ambiente fechado, com pouca circulação de ar e com grande quantidade de pessoas, de forma que há maior risco de transmissão de doenças respiratórias, incluindo a gripe.

Principais sintomas: os sintomas mais frequentes de gripe são febre, calafrios, coriza, espirros, dor de garganta, dor muscular, cansaço excessivo e perda de apetite. Os sintomas costumam aparecer de forma repentina e podem durar até 7 dias. Veja como saber se é gripe.

Como é feito o tratamento: o tratamento para a gripe tem como objetivo promover o alívio dos sintomas, sendo normalmente indicado que a pessoa permaneça em repouso, beba bastante água e tenha uma alimentação leve, além de também poder ser indicado pelo médico o uso de medicamentos anti-inflamatórios ou analgésicos.

Como prevenir: em caso de gripe, é importante evitar permanecer em ambientes fechados e com pouca circulação de ar por muito tempo, além de também ser recomendado evitar o contato com pessoas que estejam com gripe. Além disso, é importante adotar medidas que ajudem a aumentar a imunidade, como aumentar o consumo de alimentos ricos em vitamina C e praticar atividade física regularmente, por exemplo.

Outra forma de prevenir a gripe é por meio da vacinação, que é indicada principalmente para crianças, idosos e profissionais de saúde. Veja mais detalhes sobre a vacina da gripe.

3. AIDS

A AIDS, também conhecida como Síndrome da Imunodeficiência Humana Adquirida, é uma infecção sexualmente transmissível causado pelo vírus HIV que pode ser transmitido de uma pessoa para outra por meio da relação sexual desprotegida.

É possível que a pessoa seja portadora do vírus do HIV e não desenvolva a doença, no entanto, em alguns casos, o vírus consegue se multiplicar no corpo, interferindo diretamente no funcionamento do sistema imunológico, favorecendo o desenvolvimento da AIDS e de complicações graves associadas à doença. Conheça mais sobre a AIDS e o HIV.

Principais sintomas: os sintomas de AIDS podem demorar até 10 anos após a infecção pelo vírus HIV para surgirem, podendo haver febre persistente, dor nos músculos e nas articulações, aparecimento de manchas e bolinhas vermelhas na pele, rápida perda de peso, infecção que não melhora, mesmo coma realização de tratamento adequado.

Como é feito o tratamento: o tratamento para AIDS é feito com um coquetel de medicamentos que tem como objetivo diminuir a taxa de replicação viral e melhorar o funcionamento do sistema imune, devendo ser usado de acordo com a orientação do médico.

Como prevenir: a prevenção da AIDS é feita por meio da utilização da camisinha em todas as relações sexuais, além de ser indicado evitar o compartilhamento de seringas e agulhas e o contato direto com sangue e secreções de outras pessoas, sendo recomendado o uso de luvas nessas situações. 

Caso exista suspeita de exposição ao vírus HIV é indicado que seja iniciada a Profilaxia Pós-Exposição, que tem como objetivo prevenir a multiplicação viral e o desenvolvimento de doença. Veja o que fazer em caso de suspeita de HIV.

4. Paralisia infantil

A paralisia infantil, também conhecida por poliomielite, é uma doença causada pelo poliovírus. Esse vírus está naturalmente presente no intestino e, por isso, a transmissão pode acontecer por meio do contato com objetos, fezes, alimentos ou água contaminados ou por meio do contato com secreções de uma pessoa infectada.

No entanto, o contato com o vírus não necessariamente leva ao desenvolvimento da doença, principalmente em pessoas com o sistema imune intacto e/ ou que foram vacinadas contra essa doença, cuja primeira dose é indicada aos 2 meses de idade.

Principais sintomas: os sintomas iniciais da poliomielite são semelhante aos da gripe, em que a pessoa pode sentir dor de cabeça, febre e cansaço excessivo, desaparecendo após 5 dias. No entanto, em alguns casos, principalmente nos casos em que a pessoa possui o sistema imune mais enfraquecido, o vírus pode permanecer no organismo e levar ao aparecimento de sintomas mais graves como paralisia de uma ou das duas pernas, atrofia muscular, dificuldade para falar e/ ou engolir e espasmos musculares, por exemplo.

Como é feito o tratamento: não existe tratamento específico para a paralisia infantil, no entanto é normalmente indicada a realização de fisioterapia para estimular e favorecer o desenvolvimento dos músculos atrofiados, além de melhorar a postura.

Como prevenir: a prevenção da poliomielite é feita através da vacinação, que é recomendada a partir dos 2 meses de idade, sendo feita em 3 doses e 2 doses de reforço.  Veja mais sobre a vacina da poliomielite.

5. Dengue, zika e chikungunya

Dengue, zika e chikungunya são doenças causadas pelo mesmo vetor, o mosquito Aedes aegypti, no entanto são causados por vírus diferentes e que podem levar ao desenvolvimento de diferentes sintomas.

Principais sintomas: os sintomas de dengue, zika e chikungunya podem ser semelhantes. Nos casos de dengue, os sintomas podem durar entre 2 a 7 dias e pode haver febre, dor no corpo, dor de cabeça, manchas vermelhas na pele e coceira leve. Por outro lado, no caso de zika, além dos sintomas de dengue, é também verificado vermelhidão nos olhos e dor em volta dos olhos, além de que a dor na articulação é mais intensa.

Já no caso de chikungunya, os sintomas mais mais prolongados, podendo durar 15 dias, podendo haver, além dos sintomas de dengue e zika, mal estar geral, perda do apetite e, em alguns casos, alterações neurológicas. Veja como diferenciar dengue, zika e chikungunya.

Como é feito o tratamento: o tratamento para dengue, zika e chikungunya deve ser recomendado pelo médico e normalmente tem como objetivo aliviar os sintomas da doença, podendo ser indicado o uso de alguns medicamentos. Além disso, é recomendado que a pessoa permaneça em repouso, beba bastante líquidos e tenha uma alimentação leve.

Como prevenir: a prevenção da dengue, zika e da chikungunya envolve medidas que ajudam a controlar o desenvolvimento do mosquito Aedes aegypti, o que envolve eliminar os focos de água parada, aplicar larvicida nos locais em que há maior probabilidade de haver mosquitos e água parada e usar repelente. Confira outras dicas de como prevenir dengue, zika e chikungunya.

6. Hepatite

A hepatite é uma doença causada pelo vírus da hepatite caracterizada pela inflamação do fígado. Há diversos tipos de hepatite que variam de acordo com o agente responsável e modo de transmissão, em alguns casos. Os principais tipos de hepatite são A, B e C.

Principais sintomas: os sintomas de hepatite podem surgir poucos dias após o contato com o vírus, podendo haver dor de cabeça, sensação de mal estar geral, inchaço abdominal, náuseas, vômito, cor amarelada na pele e nos olhos, fezes claras e urina escura. É importante salientar que o início dos sintomas, duração e intensidade podem variar de acordo com o vírus responsável pela inflamação do fígado. Conheça mais sobre a hepatite.

Como é feito o tratamento: o tratamento para hepatite deve ser orientado pelo infectologista ou hepatologista de acordo com os sinais e sintomas apresentados pela pessoa e com o vírus. É normalmente indicado que a pessoa permaneça em repouso e tenha uma alimentação leve, podendo ser indicado em alguns casos o uso de remédios, como interferon, lamivudina e adefovir, por exemplo. Confira os detalhes do tratamento para cada tipo de hepatite.

Como prevenir: a forma de prevenção da hepatite pode variar de acordo com o vírus relacionado e forma de transmissão. De forma geral, é indicado utilizar camisinha em todas as relações sexuais, evitar o compartilhamento de seringas e agulhas, evitar compartilhar objetos de uso pessoal, como alicates, por exemplo, lavar bem as mãos e higienizar bem os alimentos antes de consumi-los.

7. Herpes

O herpes é uma doença causada pelo vírus Herpes simplex, que, dependendo da via de transmissão, pode levar ao aparecimento de sintomas na boca, olho ou região genital, sendo nesse último caso classificada como infecção sexualmente transmissível.

Principais sintomas: o principal sintoma de herpes é o aparecimento de bolhas ou feridas com borda avermelhada que aparece na região genital ou nos lábios, por exemplo. No caso da herpes ocular, os sintomas podem ser semelhantes aos de uma conjuntivite, podendo haver maior sensibilidade à luz, vermelhidão e irritação no olho, bolhas ou feridas próximas ao olho e visão embaçada, por exemplo. Veja os sintomas de herpes labial, genital e ocular.

Como é feito o tratamento: o tratamento para herpes deve ser orientado pelo médico, podendo ser indicado o uso de pomadas ou comprimidos antivirais, como o aciclovir e o valaciclovir, com o objetivo de diminuir a taxa de replicação viral e aliviar e prevenir o aparecimento dos sintomas.

Como prevenir: para prevenir a infecção pelo vírus da herpes, é importante evitar ter relações sexuais sem camisinha, evitar compartilhar objetos de uso pessoal e de objetos que possam ter estado em contato com feridas do herpes.

8. HPV

O HPV é uma infecção sexualmente transmissível causada pelo HPV, também conhecido como Papilomavírus humano, que pode ser transmitido por meio da relação sexual desprotegida. É importante que a infecção pelo HPV seja identificada ainda nos estágios iniciais, pois assim é possível iniciar o tratamento com o objetivo de diminuir o risco de desenvolvimento de câncer de colo de útero, no caso das mulheres.

Principais sintomas: o principal sintoma de infecção pelo HPV é o aparecimento de verrugas na região genital, que podem surgir na vulva e nos pequenos e grandes lábios, no caso das mulheres, e no corpo do pênis, saco escrotal e ânus, no caso dos homens. Além disso, em alguns casos pode ser observada vermelhidão local, coceira e ardor na região genital.

Como é feito o tratamento: o tratamento tem como objetivo prevenir e tratar os sintomas de HPV e diminuir a chance de transmissão, podendo ser indicado pelo médico o uso de remédios em forma de pomada ou a realização de procedimentos para a remoção das verrugas, como crioterapia, tratamento a laser ou cirurgia. Entenda como é feito o tratamento para HPV.

Como prevenir: a prevenção do HPV é feita por meio da vacinação, que é dada em 2 a 3 doses, sendo recomendada a partir dos 9 anos e está disponível no SUS. Saiba mais sobre a vacina para HPV.

9. Febre amarela

A febre amarela é uma doença causada pelo vírus do gênero Flavivirus, que pode ser transmitido para as pessoas por meio da picada do mosquito Haemagogus sabethes ou Aedes aegypti infectado.

Principais sintomas: os sintomas da febre amarela podem surgir até 6 dias depois da picada do mosquito infectado, podendo haver dor de cabeça forte, febre, calafrios, maior sensibilidade à luz, dor muscular e aumento dos batimentos cardíacos. Além disso, em alguns casos, é possível que haja o desenvolvimento de formas mais graves da doença, em que pode haver pele e olhos amarelados, vômito com sangue e dor abdominal intensa, por exemplo.

Como é feito o tratamento: o tratamento para febre amarela deve ser orientado pelo infectologista, que normalmente indica o repouso, ingestão de bastante líquidos durante o dia e alimentação leve. Além disso, podem ser indicados medicamentos que ajudem a aliviar os sintomas, uma vez que não existe medicamento para combater o vírus da febre amarela. Veja os detalhes do tratamento para febre amarela.

Como prevenir: para prevenir a febre amarela, é recomendado passar repelente nos braços e pernas, principalmente, colocar mosquiteiros e telas nas janelas e portas de casa e usar roupas compridas à noite e durante os períodos de surto da doença.

10. Catapora

A catapora, também chamada de varicela, é uma doença infecciosa causada pelo vírus varicela-zóster, que é altamente contagiosa. Essa doença é mais comum de acontecer em crianças que não tomaram a vacina ou não completaram o esquema vacinal.

Principais sintomas: o sintomas mais característico da catapora é o aparecimento de bolinhas vermelhas por todo o corpo, que podem conter líquido e que coçam bastante. Além disso, pode haver febre, cansaço, mal estar geral e falta de apetite.

Como é feito o tratamento: o tratamento para catapora tem como objetivo aliviar os sintomas, sendo recomendado que o contato com outras pessoas seja evitado, pois o líquido presente nas bolhas é altamente contagioso. Além disso, pode ser indicado pelo médico o uso de medicamentos antialérgicos para aliviar a coceira. Saiba como é feito o tratamento para catapora.

Como prevenir: a principal forma de prevenção da catapora é através da vacinação, cuja primeira dose é indicada aos 12 meses e a segunda aos 15 meses. É também importante evitar o contato próximo com pessoas com catapora, manter as mãos sempre limpas, evitar permanecer muito tempo em ambientes fechados e não tocar as feridas da catapora.

11. Caxumba

A caxumba, também conhecida como parotidite infecciosa ou, popularmente, papeira, é uma doença infecciosa causada pelo vírus da família Paramyxoviridae, que pode ser transmitido por meio da inalação de gotículas que ficam suspensas no ar quando a pessoa infectada tosse ou fala, por exemplo.

Ao infectar a pessoa, esse vírus instala-se nas glândulas salivares, levando ao aparecimento dos sintomas. Apesar de ser mais frequente nas crianças, a caxumba pode também acontecer nos adultos, principalmente naqueles que não foram vacinados.

Principais sintomas: o principal sintoma da caxumba é o inchaço no rosto, que normalmente acontece entre o queixo e a orelha, já que é nessa região que está localizada a glândula parótida. Além disso, pode haver dor de cabeça, perda do apetite e dor ao engolir ou abrir a boca, por exemplo. Conheça outros sintomas de caxumba.

Como é feito o tratamento: o tratamento para caxumba é feito com o objetivo de promover o alívio dos sintomas, podendo ser recomendado pelo médico o uso de analgésicos e anti-inflamatórios, que ajudam principalmente a diminuir o inchaço no rosto, além de repouso e alimentação mais mole e pastosa.

Como prevenir: para prevenir a caxumba é importante que seja tomada a vacina, que é indicada em duas doses, sendo a primeira recomendada aos 12 meses de vida. Além disso, é importante também desinfetar objetos que tenham entrado em contato com secreções respiratórias, além de evitar o contato com a pessoa infectada.

12. Ebola

O ebola é uma doença grave e altamente contagiosa, de forma que a transmissão do vírus pode acontecer por meio do contato com fezes, secreções, urina, fezes ou vômito de pessoas contaminadas, assim como através do contato com objetos e/ ou superfícies infectadas.

Principais sintomas: os sintomas de ebola costumam surgir até 21 dias após o contato com o vírus e inicialmente são semelhantes aos de uma gripe, como febre, enjoo, dor de garganta, cansaço excessivo e dor de cabeça. No entanto, à medida que o vírus multiplica-se e a doença evolui, é possível existirem sintomas indicativos de gravidade, como vômito e diarreia com sangue, manchas ou bolhas de sangue na pele e sangramentos pelo nariz, ouvido, boca ou região íntima, por exemplo. Veja mais sobre os sintomas de Ebola.

Como é feito o tratamento: não existe tratamento específico para o ebola, sendo indicado que a pessoa fique em isolamento para evitar a transmissão do vírus e faça uso de medicamentos que possam ajudar a aliviar os sintomas. Além disso, é importante manter um bom nível de hidratação e ter a pressão arterial e os níveis de oxigênio devidamente monitorados.

Como prevenir: a principal forma de prevenir o ebola, é evitando áreas de surto, lavando as mãos com água e sabão regularmente e evitando o contato com pessoas que estão com ebola. Além disso, é indicado que seja evitado o contato com fluidos corporais de pessoas infectadas, assim como objetos que possam ter entrado em contato com essas pessoas.

13. Raiva humana

A raiva humana é uma doença infecciosa causada por um vírus do gênero Lyssavirus, que atinge o sistema nervoso central e leva ao aparecimento dos sintomas da doença. Esse vírus pode ser transmitido para as pessoas por meio do contato com a saliva ou membrana os olhos, boca ou nariz de uma animal infectado, sendo mais comum de acontecer através de uma mordida. Conheça mais sobre a raiva humana.

Principais sintomas: os sintomas de raiva humana podem demorar até 45 dias após a mordida do animal infectado para aparecerem, sendo comum haver mal estar geral, fraqueza, dor de cabeça e febre baixa, por exemplo. À medida que a doença vai se desenvolvendo, podem ser notados sintomas mais específicos como confusão mental, agitação, alucinações e insônia, por exemplo.

Como é feito o tratamento: na confirmação da raiva humana, é necessário que a pessoa fique no hospital para que seja monitorada regulamente e seja feito o tratamento adequado para prevenir complicações.

Como prevenir: a prevenção da raiva humana é feita a partir da vacinação dos animais contra a raiva, pois assim é possível evitar a multiplicação do vírus nos animais e transmissão. Além disso, no caso de mordida, é recomendado que a pessoa tome a vacina antirrábica para evitar o desenvolvimento da doença. Veja quando tomar a vacina antirrábica.

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Atualizado e revisto clinicamente por Marcela Lemos - Biomédica, em maio de 2022.

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Revisão clínica:
Marcela Lemos
Biomédica
Mestre em Microbiologia Aplicada, com habilitação em Análises Clínicas e formada pela UFPE em 2017 com registro profissional no CRBM/ PE 08598.