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Tudo o que precisa saber sobre a vacina do HPV

A vacina contra o HPV, ou papiloma vírus humano, é dada em forma de injeção e tem como função prevenir doenças causadas por este vírus, como lesões pré-cancerosas, câncer do colo do útero, vulva e vagina, ânus e verrugas genitais. Esta vacina pode ser tomada no posto de saúde e clínicas particulares, mas também é oferecida pelo SUS nos postos de saúde e em campanhas de vacinação nas escolas.

A vacina oferecida pelo SUS é a quadrivalente, que protege contra os 4 tipos de vírus HPV mais comuns no Brasil. Após a toma da vacina o corpo produz os anticorpos necessários para combater o vírus e assim, caso a pessoa seja infectada, ela não desenvolve a doença, ficando protegida.

Apesar de ainda não estar disponível para ser aplicada, a Anvisa já aprovou uma nova vacina contra o HPV, que protege contra 9 tipos de vírus.

Tudo o que precisa saber sobre a vacina do HPV

Quem deve tomar

A vacina contra o HPV pode ser tomada das seguintes formas:

1. Pelo SUS

A vacina está disponível gratuitamente nos postos de saúde, em 2 a 3 doses, para:

  • Meninos e meninas dos 9 aos 14 anos;
  • Homens e mulheres de 9 a 26 anos vivendo com HIV ou AIDS, pacientes que receberam transplante de órgãos, de medula óssea e pessoas em tratamento contra o câncer.

A vacina pode ser tomada, também, por meninos e meninas que já não são virgens, mas a sua eficácia pode estar diminuída, pois já podem ter estado em contato com o vírus.

2. No particular

A vacina também pode ser tomada por pessoas com idades superiores, entretanto, são apenas disponibilizadas em clínicas de vacinação particulares. Ela está indicada para:

  • Meninas e mulheres entre 9 e 45 anos de idade, se for a vacina quadrivalente, ou qualquer idade acima dos 9 anos, se for a vacina bivalente (Cervarix);
  • Meninos e homens entre 9 e 26 anos de idade, com a vacina quadrivalente (Gardasil);
  • Meninos e meninas entre 9 e os 26 anos de idade, com a vacina nonavalente (Gardasil 9).

A vacina pode ser tomada mesmo por pessoas que fazem tratamento ou já tiveram infecção pelo HPV, pois ela pode proteger contra outros tipos de vírus HPV, e prevenir a formação de novas verrugas genitais e risco de câncer. 

Preço da vacina contra o HPV

O preço da vacina bivalente contra o HPV é de, aproximadamente, R$ 200 por dose e o da tetravalente é de, aproximadamente, R$ 300 por dose, quando tomadas no particular. A vacina que protege contra os 9 tipos de HPV ainda não tem preço.

Tipos de vacinas e doses

Existem 2 vacinas diferentes contra o HPV: a vacina quadrivalente e a vacina bivalente.

Vacina quadrivalente

  • Indicada para mulheres entre os 9 e 45 anos, e homens entre os 9 e os 26 anos de idade;
  • Protege contra os vírus 6, 11, 16 e 18;
  • Protege contra as verrugas genitais, o câncer do colo do útero na mulher e o câncer do pênis ou do ânus no caso do homem;
  • Fabricada pelo laboratório Merck Sharp & Dhome, sendo chamada comercialmente de Gardasil;
  • É a vacina oferecida pelo SUS para meninos e meninas entre os 9 e os 14 anos.
  • Doses: São feitas 3 doses, no esquema 0-2-6 meses, sendo que a segunda dose é feita após 2 meses e a terceira dose é feita após 6 meses da primeira dose. Em crianças, o efeito de proteção já pode ser obtido com apenas 2 doses, por isso algumas campanhas de vacinação podem disponibilizar apenas 2 doses.

Veja a bula desta vacina clicando em: Gardasil

Vacina bivalente

  • Indicada a partir dos 9 anos e sem limite de idade;
  • Protege apenas contra os vírus 16 e 18, que são os maiores causadores do câncer do colo do útero;
  • Protege contra o câncer do colo do útero, mas não contra as verrugas genitais;
  • Fabricada pelo laboratório GSK, sendo comercialmente vendida como Cervarix;
  • Doses: Quando tomada até aos 14 anos são feitas 2 doses da vacina, com intervalo de 6 meses entre si. Para pessoas acima dos 15 anos, são feitas 3 doses, no esquema 0-1-6 meses.

Confira mais sobre esta vacina na bula: Cervarix.

Vacina nonavalente

  • Pode ser administrada em meninos e meninas com idade entre os 9 e 26 anos;
  • Protege contra 9 subtipos do vírus do HPV: 6, 11, 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58;
  • Protege contra o câncer do colo do útero, vagina, vulva e ânus, assim como contra verrugas provocadas pelo HPV;
  • É fabricada pelos laboratórios Merck Sharp & Dhome, com o nome comercial de Gardasil 9;
  • Doses: se a primeira vacinação for feita até aos 14 anos, devem ser administradas 2 doses, sendo a segunda feita entre 5 a 13 meses após a primeira. Se a vacinação for depois dos 15 anos, deve-se seguir o esquema de 3 doses (0-2-6 meses), onde a segunda dose é feita após 2 meses e a terceira dose é feita após 6 meses da primeira.
Tudo o que precisa saber sobre a vacina do HPV

Quem não pode tomar

A vacina do HPV não deve ser administrada em caso de:

  • Gravidez, mas a vacina pode ser tomada logo após o nascimento do bebê, sob orientação do obstetra;
  • Quando se tem algum tipo de alergia aos componentes da vacina;
  • Em caso de febre ou doença aguda;
  • Em caso de redução do número de plaquetas e problemas de coagulação sanguínea.

A vacinação pode ajudar a prevenir a infeção pelo HPV e o câncer de colo do útero, mas não é indicada para tratar a doença. Por isso, também é importante usar o preservativo em todos os contatos íntimos e, além disso, a mulher deve consultar o ginecologista pelo menos 1 vez por ano e realizar exames ginecológicos como o Papanicolau.

Campanha de vacinação nas escolas

A vacina contra o HPV faz parte do calendário de vacinação, sendo gratuita no SUS para meninas e meninos entre os 9 e os 14 anos de idade. Em 2016 o SUS passou a vacinar também os meninos de 9 a 14 anos, pois inicialmente, era disponível apenas para aqueles com 12 a 13 anos de idade.

Os meninos e as meninas nesta faixa etária devem tomar 2 doses da vacina, sendo que a 1ª dose está disponível em escolas públicas e privadas ou em postos de saúde da rede pública. A 2ª dose deve ser tomada em uma unidade de saúde 6 meses após a primeira ou numa segunda temporada de vacinação promovida pelo SUS.

Efeitos colaterais da vacina

A vacina contra o HPV pode ter como efeitos colaterais dor, vermelhidão ou inchaço no local da picada, que podem ser diminuídos com a colocação de uma pedrinha de gelo, protegido com um pano, no local. Além disso, a vacina contra o HPV pode provocar dor de cabeça, tonturas, náuseas, vômitos e febre superior a 38ºC, que pode ser controlada com um antitérmico como o Paracetamol, por exemplo. Caso o indivíduo desconfie da origem da febre, deve entrar em contato com o médico.

Algumas meninas relataram alteração da sensibilidade das pernas e dificuldade para caminhar, entretanto, os estudos não confirmam que esta reação seja provocada pela vacina sendo mais provável que se trate de reações emocionais, ansiedade ou superlotação, por exemplo, como uso da vacina. Não foram confirmados por estudos científicos outras alterações relacionados a esta vacina.

Tudo o que precisa saber sobre a vacina do HPV

Por que é preferível vacinar meninos e meninas até os 15 anos?

Os artigos científicos apontam que a vacina contra HPV é mais eficaz quando aplicada em quem ainda não iniciou a vida sexual, e por isso o SUS só aplica a vacina para crianças e adolescentes entre 9 e 14 anos, no entanto todos podem tomar a vacina em clínicas particulares.

É necessário fazer exames antes de tomar a vacina?

Não é preciso realizar nenhum exame para verificar se há infecção pelo vírus HPV antes de tomar a vacina, mas é importante saber que a vacina não tem a mesma eficácia em pessoas que já tiveram contato íntimo.

Quem toma a vacina não precisa usar camisinha?

Mesmo quem tomou as duas doses da vacina deve usar sempre a camisinha em todo contato íntimo porque esta vacina não protege de outras doenças sexualmente transmissíveis, como a AIDS ou a sífilis, por exemplo.

A vacina contra o HPV é segura?

Esta vacina é segura e tem poucos efeitos colaterais porque ela já foi administrada a muitas pessoas, de diversos países e ainda não existem estudos científicos que comprovem efeitos secundários graves relacionados ao seu uso.

No entanto, há casos relatados de pessoas que podem ficar nervosas e ansiosas durante a vacinação, podendo desmaiar, mas este fato não está diretamente relacionado à vacina aplicada, mas sim ao sistema emocional da pessoa.

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