Ative as notificações para não perder as publicações de saúde e bem estar mais interessantes.
O que você precisa saber?

Como identificar e tratar a mononucleose

A mononucleose infecciosa, também conhecida como doença do beijo, é uma doença causada pelo vírus Epstein-Barr, transmitido através da saliva, que provoca sintomas como febre alta, dor e inflamação da garganta, placas esbranquiçadas na garganta e ínguas no pescoço.

Este vírus pode provocar infecção em qualquer idade, mas é mais comum causar sintomas apenas em adolescentes e adultos, sendo que as crianças normalmente não apresentam sintomas e, por isso, não precisam de tratamento.

Embora a mononucleose não tenha um tratamento específico, tem cura e desaparece após 1 ou 2 semanas. O único tratamento recomendado inclui repouso, ingestão de líquidos e uso de remédios para aliviar os sintomas.

Placas esbranquiçadas na gargantaPlacas esbranquiçadas na garganta

Principais sintomas

Os sintomas mais comuns da mononucleose incluem:

  • Febre acima de 38ºC;
  • Mal-estar geral e cansaço;
  • Dor de cabeça;
  • Dor de garganta;
  • Ínguas no pescoço;
  • Pálpebras inchadas;
  • Placas esbranquiçadas na boca e garganta;
  • Dor abdominal.

Estes sintomas podem ser facilmente confundidos com uma gripe ou resfriado, dessa forma, se durarem por mais de 2 semanas é aconselhado consultar um clínico geral.

Exames para identificar a mononucleose

Em alguns casos, a mononucleose pode ser diagnosticada pelo médico apenas através da observação dos sintomas e duração dos mesmos. Porém, também podem ser usados alguns exames para confirmar, como:

1. Linfócitos anormais no hemograma

A infecção por mononucleose obriga o corpo a produzir células brancas maiores que o normal, sendo conhecidas como linfócitos anormais, para eliminar o vírus do organismo. Assim, embora este teste não consiga confirmar o tipo de infecção, quando associado aos sintomas apoia a possibilidade de ser mononucleose.

2. Exame para anti-corpos específicos

Este exame permite identificar anticorpos específicos, no sangue, para o vírus que causa a mononucleose. Por isso, quando estes anticorpos existem e estão em altas quantidades é sinal de que se está infectado. Porém, os níveis deste tipo de anticorpos podem demorar até 14 dias para aumentar o suficiente, podendo ser necessário voltar a repetir o teste mais tarde.

Como se pega mononucleose

A transmissão da mononucleose acontece através do contato com a saliva de uma pessoa infectada e, por isso, a forma mais comum é através do beijo. No entanto, também é possível pegar mononucleose através da tosse e dos espirros.

Além disso, a partilha de copos ou talheres com uma pessoa infectada também pode levar ao surgimento da doença.

Como é feito o tratamento

Não existe um tratamento específico para a mononucleose, uma vez que o corpo é capaz de eliminar o vírus. No entanto, é recomendado ficar de repouso e ingerir muitos líquidos, como água, chás ou sucos naturais para acelerar o processo de recuperação e evitar o surgimento de complicações, como inflamação do fígado ou aumento do baço.

Além disso, o clínico geral pode ainda indicar o uso de alguns remédios analgésicos, como:

  • Analgésicos e antipiréticos, como o Paracetamol ou Dipirona: diminuem a febre, as dores de cabeça e o cansaço;
  • Anti-inflamatórios, como Ibuprofeno ou Diclofenaco: aliviam a dor de garaganta e reduzem as ínguas, por exemplo.

No caso de surgirem outras infecções, como amigdalite, por exemplo, o médico pode ainda indicar o uso de antibióticos, como a Amoxicilina ou Penicilina. No entanto, os antibióticos não devem ser utilizados nos outros casos pois podem provocar uma alergia na pele.

Saiba mais sobre o tratamento da mononucleose.

Possíveis complicações

As complicações da mononucleose são mais comuns em pessoas que não fazem o tratamento adequado ou que apresentam um sistema imune enfraquecido, permitindo que o vírus se desenvolva mais.

Estas complicações normalmente incluem o aumento do baço e inflamação do fígado. Nestes casos, é comum o surgimento de dores intensas na barriga e inchaço do abdômen e é recomendado consultar um clínico geral para iniciar o tratamento adequado.

Além disso, podem ainda surgir complicações mais raras como anemia, inflamação do coração ou infecções no sistema nervoso central, como meningite, por exemplo.

Mais sobre este assunto:


Carregando
...