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O que é AIDS e HIV, história, como se pega, tratamento e cura

A AIDS - Síndrome de Imunodeficiência Adquirida - é uma doença grave causada pelo vírus HIV que, até o momento, não tem cura e nem vacina disponível. Esta doença quando não tratada pode levar ao óbito, pois a presença do vírus HIV enfraquece o sistema de defesa do organismo, deixando a pessoa mais susceptível a outras infecções por vírus, fungos ou bactérias que normalmente são combatidas pelo sistema imune saudável.

Ao ser contaminado com o vírus HIV - Vírus da Imunodeficiência Humana - a pessoa passa a ser chamada de HIV positivo ou soropositivo e pode contaminar outras através do contato com seu sangue ou fluidos corporais, ainda que não apresente nenhum sintoma específico.

É comum que o vírus se replique lentamente dentro do organismo, afetando as células de defesa chamadas CD4, assim, depois de cerca de 8 à 10 anos da contaminação, muitas células de defesa já foram afetadas e os primeiros sintomas de fragilidade desse sistema de defesa começam a aparecer. 

O que é AIDS e HIV, história, como se pega, tratamento e cura

História da origem da AIDS

Acredita-se que a AIDS surgiu no Congo em 1920 mas ela se tornou conhecida em 1981 nos Estados Unidos, quando começaram a surgir as primeiras pessoas afetadas, que apresentavam sarcoma de Kaposi, um tipo raro de câncer caracterizado pelo acometimento dos vasos sanguíneos e linfáticos e, consequentemente, do sistema imune. Apesar de ainda não existir um medicamento que possa curar a AIDS ou eliminar o vírus HIV, com o avanço da medicina a pessoa pode viver muitos anos, desde que tenha todos os cuidados necessários.

A história resumida da AIDS é a seguinte:

  • 1920: O vírus HIV encontrava-se no Congo, provavelmente em primatas, porque estes normalmente possuem vírus da mesma família do HIV. Chimpanzés africanos possuem vírus 98% semelhante ao HIV que se manifesta em humanos, e por isso acredita-se que eles tenham um antecedente comum. 
  • 1981: Primeiros casos de pessoas com grave comprometimento do sistema imune, que morreram com doenças pouco comuns. Todos eram americanos homossexuais e apresentaram Sarcoma de Kaposi, um tipo de câncer que ficou conhecido como câncer gay.
  • 1983: Cientistas franceses conseguiram identificar o vírus da AIDS, o HIV - 1, no sangue e nas secreções corporais, como leite materno, secreções vaginais e sêmen, por onde a doença é transmitida.
  • 1986: Foi identificado um outro vírus do HIV, que foi chamado de HIV - 2 e também foi criado o primeiro medicamento contra AIDS, a Zidovudina (AZT), um antirretroviral que apesar de não eliminar o vírus HIV, ajudava a impedir que o vírus se multiplicasse dentro do corpo. Nesse mesmo ano surgiram os primeiros casos na Europa. 
  • 1996: Foi criado o 1º coquetel de medicamentos, composto por 3 remédios que ajudam a combater a replicação do vírus, aumentando o tempo de vida dos soropositivos. Nesse mesmo ano surgiram casos na África, Índia e China. 
  • 2006: Foi descoberto que a circuncisão, que é corte do prepúcio que recobre a cabeça do pênis, diminui em 50% as chances dos homens serem contaminados com HIV. 
  • 2010: Foi descoberto que um gel vaginal contendo medicamentos antirretrovirais, quando usado corretamente por mulheres, diminui em 50% as chances das mulheres serem contaminadas com HIV.
  • 2011: Foi descoberto que se as pessoas soropositivas fizessem o tratamento logo depois de serem contaminadas, a chance de contaminar seu parceiros sexuais era muito menor.
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Diferença entre AIDS e HIV 

AIDS é o nome da doença e HIV é o nome do vírus que causa a doença, logo não é exatamente o mesmo. Além disso, ter o vírus HIV não é o mesmo que manifestar a doença e seus sintomas. Ou seja, a pessoa pode ser portadora do vírus HIV, mas ser saudável, enquanto que a pessoa com AIDS possui o sistema imune mais debilitado e apresenta vários sintomas da doença devido à grande taxa de multiplicação e ataque das células do sistema imune.

Existem 2 principais tipos do vírus HIV: HIV 1 e HIV 2. No entanto, estes vírus se replicaram de formas diferentes ao longo do tempo, e por isso ainda foram classificados como sendo: 

  • HIV 1: A, B, C, D, E, F, G, H, I e O
  • HIV 2: A, B, C, D, e E 

Quando a pessoa descobre que ela foi contaminada com o vírus HIV, o médico precisa saber qual o tipo de vírus ela possui, porque existem diferentes esquemas terapêuticos para cada grupo. Enquanto o grupo HIV 1 A responde melhor a uma dose de medicação, o grupo HIV 2 E, responde melhor a outro tipo de dose. Assim, o médico solicita outros exames mais específicos para saber o tipo de vírus e sua carga viral, isso porque o tratamento do HIV é muito individualizado e a dose dos remédios não é exatamente igual para todos os soropositivos. 

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Como se pega HIV 

O vírus HIV encontra-se no sangue e nos fluidos corporais, como leite materno, secreções vaginais e sêmen, por exemplo. Assim, a pessoa pode ser contaminada com o vírus HIV quando entra em contato direto com essas secreções, o que pode acontecer das seguintes formas:

  • Durante a amamentação, por isso mulheres HIV + não podem amamentar e seus filhos devem nascer de cesariana programada para que não sejam contaminados;
  • Durante a gravidez, quando a mulher não sabe que tem o vírus, porque os medicamentos antirretrovirais na gravidez e durante o parto diminuem muito as chances do bebê ser contaminado; 
  • Sexo sem camisinha com pessoa HIV +, seja vaginal, oral ou anal;
  • Partilha de seringas para uso de drogas injetáveis;
  • Contato direto com sangue da pessoa HIV +, em acidente de trânsito, cortes ou outros acidentes com objetos perfurantes como facas, seringas, tesoura ou bisturi, por exemplo.

Receber uma transfusão sanguínea era uma das formas de ser contaminado, mas nos últimos anos todos os sangues dos doadores de sangue são testados para HIV 1 e HIV 2, e caso seja verificada a presença do vírus contaminados são descartados e a pessoa afetada recebe o tratamento adequado. Assim, todo sangue doado é seguro e livre de HIV, não sendo mais uma fonte de contaminação. 

Os fatores que aumentam o risco de transmissão são carga viral alta, AIDS propriamente dita, sexo anal receptivo, sexo durante a menstruação, sexo com pessoas com cancro mole, sífilis e herpes genital.

É importante destacar que o vírus não é transmitido por abraços, beijos ou toque em pessoas soropositivas, por exemplo. Dessa forma, é importante dar apoio à pessoa portadora do vírus HIV, bem como não evitar o contato.

Sintomas de HIV 

Logo ao ser contaminado com o vírus HIV o corpo pode reagir, manifestando sintomas como:

  • Cansaço, febre baixa, irritação na garganta,
  • Dor de cabeça, suor noturno, diarreia,
  • Candidíase oral, dor nos músculos e articulações, sensibilidade à luz, 
  • Enjôo, vômito, perda de peso, pequenas feridas dentro da boca.

Estes sintomas duram no máximo 14 dias, e podem ser facilmente confundido com uma simples gripe. Como estes sintomas não chamam atenção e parecem corriqueiros é normal a pessoa só descobrir que tem o vírus meses ou anos depois da contaminação ao realizar um exame de sangue específico para HIV 1 e HIV 2. Mas mesmo se realizar os exames para HIV nessa fase, o resultado será negativo devido à janela imunológica do vírus. Saiba qual é a janela imunológica do HIV. 

Normalmente estes sintomas não duram mais de 1 semana e depois desaparecem completamente. O vírus passa a se replicar dentro do corpo humano de forma silenciosa, durante 8 à 10 anos, sem gerar nenhum sintoma, sendo esta fase denominada assintomática.

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Sintomas da AIDS

Os primeiros sintomas próprios de AIDS surgem quando o sistema de defesa do corpo encontra-se muito comprometido, o que favorece o surgimento de doenças. Nessa fase, surgem sintomas como: 

  • Enjôo;
  • Vômito;
  • Diarreia;
  • Suor noturno;
  • Fadiga; 
  • Sinusite;
  • Candidíase oral e vaginal;
  • Inchaço dos gânglios linfáticos;
  • Emagrecimento evidente e sem causa aparente.

Os sintomas de AIDS são bem evidentes e o sistema imune é cada vez mais comprometido, o que favorece a ocorrência de doenças oportunistas, como toxoplasmose, sarcoma de Kaposi, hepatite, herpes e candidíase, por exemplo. Veja como reconhecer os sintomas da AIDS.

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Como saber se tenho HIV ou AIDS 

A única forma de confirmar que a pessoa está infectada com o vírus HIV, e que pode desenvolver a AIDS, é fazendo um exame de sangue específico chamado anti-HIV 1 e anti-HIV 2. Esse exame de sangue está disponível em todas as clínicas, hospitais e laboratórios, e podem ser realizados gratuitamente pelo SUS, nos centros de testagem espalhados pelo país. 

Esse exame deve ser realizado por todas as mulheres que desejam engravidar, faz parte do pré-natal de todas as gestantes acompanhadas no SUS ou em clínicas particulares, e todo sangue doado é testado. No entanto, qualquer pessoa pode realizar o teste da AIDS, se achar que pode ter tido contato com vírus porque usou drogas injetáveis ou teve relações sexuais sem camisinha, por exemplo. 

O melhor momento para fazer o teste do HIV é entre 40 e 60 dias após o comportamento de risco, isto é, depois do momento em que a pessoa acha que pode ter sido contaminada, isso porque caso o teste seja feito antes desses 40 dias, seu resultado pode ser falso negativo. Entenda o resultado do teste de HIV.

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Tratamento do HIV e da AIDS 

O tratamento da AIDS é feito com a Terapia Antirretroviral que consiste no uso de um coquetel de medicamentos indicados pelo médico e que devem ser tomados todos os dias e que tem como objetivo fortalecer o sistema imunológico e evitar a replicação do vírus. Todo o tratamento da AIDS é fornecido gratuitamente pelo SUS, embora também possa ser feito no sistema particular.

O tratamento deve ser feito por toda vida e requer exames periódicos, como hemograma completo, avaliação do fígado e rins, testes para sífilis, hepatite B e C, toxoplasmose, citomegalovírus, raio-x de tórax, PPD anualmente, papanicolau, perfil imunológico e carga viral. 

Os remédios indicados contra o vírus HIV são de 2 tipos: 

  • Inibidores da transcriptase reversa: Zidovudina, Didanosina, Zalcitabina, Lamivudina, Estavudina, Abacavir, Nevirapina, Delavirdina, Efavirenz, Adefovir dipivoxil;
  • Inibidores da protease: Indinavir, Ritonavir, Saquinavir, Nelfinavir, Amprenavir. 

Estes remédios são usados de forma combinada, com doses variadas, que podem ser modificadas pelo médico sempre que achar necessário, dependendo da necessidade que a pessoa apresenta. Doses mais altas são indicadas quando a pessoa apresenta AIDS, e doses mais baixas podem ser recomendadas para pessoas com HIV + na forma latente, e não apresenta sintomas e nenhuma doença associada. Saiba mais detalhes do Tratamento da AIDS

Porque o HIV e a AIDS não tem cura 

O vírus HIV replica-se de formas diferentes e por isso os medicamentos que parecem conseguir travar a sua replicação rapidamente deixam de ter efeito, porque o vírus se adapta dentro do próprio corpo, podendo ser replicar de outra forma.

Cientistas de todo mundo trabalham em seus laboratórios em busca de uma receita que possa ser capaz de eliminar os vírus existem e impedirem a sua replicação dentro do corpo. Houve apenas 1 caso de cura da AIDS mas com tantas particularidades que seria impossível replicar o mesmo tratamento para todas as pessoas afetadas.

Fabricar uma vacina contra HIV também pode ser uma solução, no entanto, sua fórmula ainda não foi encontrada. Entenda porque ainda não há vacina contra o vírus HIV.

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Como se prevenir o vírus HIV e a AIDS 

Para não ser contaminado com o vírus HIV, e consequentemente não desenvolver AIDS, é recomendado:

  • Usar camisinha masculina ou feminina em todo contato sexual, seja durante as carícias ou penetração vaginal, anal ou oral. O uso correto da camisinha reduz o risco de ser contaminado em mais de 95%;
  • Não partilhar seringas usadas;
  • Evitar o contato com sangue ou secreções de um indivíduo, que pode estar contaminado;
  • Identificar e tratar qualquer doença sexualmente transmissível porque elas aumentam o risco de contaminação com o vírus HIV.

Pacientes HIV+ também devem ter estes cuidados para evitar serem novamente contaminados com outro tipo do vírus HIV, porque existem diversos subtipos de vírus, que podem dificultar o controle da carga viral.

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