Caxumba: sintomas, transmissão e tratamento

A caxumba é uma doença infecciosa causada pelo vírus da família Paramyxoviridae, que pode ser transmitido de pessoa para pessoa por via aérea e que se instala nas glândulas salivares, causando inchaço e dor no rosto. Embora esta doença seja mais frequente nas crianças e adolescentes, também pode surgir em adultos, mesmo que já tenham sido vacinados contra a caxumba.

Os sintomas iniciais de caxumba, também conhecida por papeira ou parotidite infecciosa, podem demorar entre 14 a 25 dias para surgir e o sinal mais comum é o inchaço entre a orelha e o queixo devido à inflamação das glândulas parótidas, que são glândulas produtoras de saliva, quando são afetadas pelo vírus.

O diagnóstico da caxumba deve ser feito pelo pediatra ou pelo clínico geral com base nos sintomas apresentados e resultado de exames laboratoriais, e o tratamento é feito com o objetivo de aliviar os sintomas. 

Caxumba: sintomas, transmissão e tratamento

Sintomas de caxumba

Os sintomas de caxumba podem demorar entre 14 e 25 dias após o contato do vírus para surgirem, sendo os principais:

  • Inchaço no rosto, entre a orelha e o queixo;
  • Dor na cabeça e no rosto;
  • Sensação de boca seca;
  • Dor ao engolir;
  • Dor ao abrir a boca;
  • Perda de apetite;
  • Febre.

O inchaço da caxumba possui consistência gelatinosa ao ser palpada e atinge seu ponto máximo entre o 3º e 7º dia, diminuindo gradualmente depois deste período. Além disso, em alguns homens também podem surgir sintomas de dor, desconforto, inchaço e sensação de calor nos testículos, o que pode ser um indício de que a doença desceu para os testículos e está provocando uma inflamação.

Teste de sintomas

Se acha que pode estar com caxumba, assinale os seus sintomas:

  1. 1. Dor constante de cabeça e no rosto
  2. 2. Perda de apetite
  3. 3. Sensação de boca seca
  4. 4. Inchaço do rosto entre a orelha e o queixo
  5. 5. Dor ao engolir ou abrir a boca
  6. 6. Febre acima de 38º C
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Como acontece a transmissão

A pessoa contaminada já pode transmitir o vírus para outras pessoas através das gotículas de saliva ao falar, tossir ou espirrar, cerca de 5 dias antes dos sintomas começarem a se manifestar.

O período de maior risco de transmissão da caxumba é de 2 dias antes e 2 dias depois do surgimento dos sintomas, mas pequenas partículas do vírus já foram encontradas em amostras de saliva 9 dias depois do início dos sintomas e por isso, por questões de segurança, a pessoa só é considerada não transmissível 9 dias depois do início dos sintomas.

A caxumba na gravidez é grave, pois pode levar a um aborto espontâneo. Por isso, é importante que as gestantes estejam com a vacina em dia e evitem o contato com possíveis objetos e pessoas que possam ter o vírus.

Pessoas vacinadas também podem ser contaminadas?

Pessoas que já tiveram caxumba alguma vez na vida geralmente ficam imunes contra a doença e, por isso, não correm risco de voltar a ser infectadas. No entanto, esse efeito não acontece com a vacina utilizada contra caxumba que faz parte do calendário básico de vacinação infantil, pois apenas confere uma proteção de 96%, o que não garante proteção em todos os casos.

Além disso, o efeito da vacina dura cerca de 20 anos, o que pode levar ao surgimento da doença em adultos que estejam em contato direto com crianças infectadas após esse período.

Como é feito o tratamento

O tratamento da caxumba é feito de forma a aliviar os sintomas da doença e, por isso, pode incluir o uso de analgésicos, como o Paracetamol, para reduzir o desconforto. Além disso, repouso, ingestão de água e alimentação pastosa também são importantes para melhorar os sintomas até que o organismo seja capaz de eliminar o vírus da caxumba. Veja mais detalhes do tratamento para caxumba.

Como evitar a doença

A principal forma de evitar a caxumba é a partir da vacinação, cuja primeira dose é indicada aos 12 meses de vida e a segunda dose entre os 15 e 24 meses. A vacina para caxumba é a tríplice-viral, que confere proteção contra caxumba, sarampo e rubéola. Veja mais sobre a vacina contra a caxumba.

Também é importante desinfectar objetos contaminados com secreções da garganta, boca e nariz, além de evitar o contato com outras pessoas caso esteja infectado.

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Bibliografia

  • COSTA, Gabriela A. et al. Caxumba: atualização. Rev Med Minas Gerais. Vol 27. 3 ed; 40-43, 2017
  • FIOCRUZ. Caxumba: sintomas, transmissão e prevenção. Disponível em: <https://www.bio.fiocruz.br/index.php/caxumba-sintomas-transmissao-e-prevencao>. Acesso em 05 Ago 2019
  • MINISTÉRIO DA SAÚDE. Caxumba: o que é, causas, sintomas, tratamento, diagnóstico e prevenção. Disponível em: <http://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/caxumba>. Acesso em 05 Ago 2019
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