3 trimestre de gravidez: sintomas, cuidados e exames

Revisão médica: Drª. Sheila Sedicias
Ginecologista
janeiro 2022

O 3º trimestre de gravidez, corresponde do 7º ao 9º mês e às semanas 28 a 41 da gestação, é marcado pelo rápido crescimento do cérebro do bebê, o que permite reagir à dor, ao tato, ao som e a luz que passa pela barriga da mãe, fazendo com que se mexa mais.

Durante o terceiro trimestre, a barriga cresce cada vez mais podendo causar coceira e o aparecimento de estrias na mulher. Algumas mulheres também podem apresentar prisão de ventre ou excesso de gases intestinais. Além disso, ao final desse trimestre, a mulher deve estar atenta aos sinais do trabalho de parto como contrações regulares e rompimento da bolsa amniótica.

Durante o 3º trimestre de gravidez, deve-se fazer pelo menos três consultas de pré-natal e os exames recomendados pelo obstetra, como ultrassom morfológico, perfil biofísico do bebê e medidas da pressão arterial, para que o médico possa avaliar a saúde da mulher e o desenvolvimento do bebê, além de dar orientações sobre medidas que ajudem a aliviar os sintomas do terceiro trimestre da gestação.  

Desenvolvimento do bebê

O desenvolvimento do bebê no 3º trimestre da gravidez é marcado pelo amadurecimento dos órgãos e dos principais sistemas do corpo. Além disso, o rápido crescimento do cérebro permite comandar melhor os movimentos e controlar melhor o ritmo da respiração e da temperatura do corpo.

Neste trimestre da gravidez, o bebê já tem o paladar mais desenvolvido, sendo capaz de diferenciar entre os sabores doces e salgados, reagir à dor, ao tato e à luz. Nesta fase também já consegue ouvir melhor, e reagir frequentemente aos sons, podendo mexer-se ou saltar quando ouvir um barulho forte, uma música ou a voz da mãe, e, é possível a mulher sentir os movimentos do bebê e se olhar para a barriga, pode algumas vezes conseguir distinguir o contorno de um cotovelo, um pé ou da cabeça. 

O terceiro trimestre da gestação, é a fase em que o bebê acumula mais gordura sobre a pele e ganha mais peso, sendo que ao final da gestação o seu peso é cerca de 3,5 Kg. Além disso, na 40ª semana de gravidez, o bebê mede cerca de 51.2 centímetros medidos da cabeça aos pés.  

Mudanças no corpo da mulher

No terceiro trimestre da gravidez, a barriga continua crescendo com o desenvolvimento do bebê, e algumas mulheres podem apresentar coceira na barriga ou estrias. Também é comum a mulher apresentar insônia ou dificuldade para dormir devido às alterações hormonais normais da gravidez e ao tamanho da barriga que pode dificultar encontrar uma posição confortável para dormir.

Além disso, devido a pressão do útero sobre o intestino e diminuição dos movimentos intestinais, a mulher pode apresentar prisão de ventre, excesso de gases intestinais ou hemorróidas.

Neste trimestre da gestação, a mulher também pode sentir falta de ar, que ocorre devido ao aumento do útero que pode causar compressão nos pulmões que não conseguem se expandir como antes da gestação, dificultando a respiração. Esse sintoma é considerado normal no final da gravidez e não afeta a oxigenação do bebê pois durante toda a gestação o corpo da mulher sofre adaptações para fornecer o oxigênio para o bebê. Confira todas as mudanças no corpo da mulher semana a semana no terceiro trimestre da gravidez.

No final desse trimestre da gestação, a mulher deve estar atenta aos sinais do trabalho de parto, como rompimento da bolsa amniótica, contrações regulares que aumentam de intensidade e não melhoram com o movimento do corpo, e a presença do corrimento vaginal, chamado tampão mucoso. Confira outros sinais do trabalho de parto.

Cuidados no 3º trimestre de gravidez

No terceiro trimestre da gravidez deve-se continuar seguindo todas as recomendações do obstetra, realizar as consultas pré-natais, e continuar tomando o ácido fólico ou suplementos e fazer atividades físicas recomendados pelo obstetra, pois permitem controlar melhor o peso, melhorar a qualidade do sono e fortalecer a musculatura. 

Além disso, deve-se beber pelo menos 8 copos de água por dia e fazer uma alimentação nutritiva e balanceada, incluindo frutas, verduras e legumes frescos, para garantir o fornecimento de nutrientes essenciais para o desenvolvimento do bebê e ajudar a controlar o aumento do peso durante a gravidez. Veja como deve ser a alimentação na gravidez.

Durante toda a gravidez também é importante evitar o uso de remédios por conta própria, o consumo de bebidas alcoólicas, cigarro ou drogas de abuso, pois podem prejudicar o desenvolvimento do bebê.

Como aliviar os sintomas do 3º trimestre

No terceiro trimestre da gravidez alguns cuidados são importantes para ajudar a aliviar os desconfortos que podem surgir como:

  • Coceira na barriga ou estrias: passar óleo de amêndoas na barriga ou hidratantes próprios para usar gravidez recomendados pelo médico, podem ajudar a aliviar a coceira associadas à pele esticada e evitar o aparecimento de estrias;
  • Dificuldade para dormir ou insônia: dormir com um travesseiro entre as pernas e deitada de lado ou em uma posição que a mulher se sinta confortável ajudam a reduzir o desconforto que dificulta o sono. Além disso, é importante criar uma rotina de sono e um ambiente calmo e confortável para dormir, e evitar dormir durante o dia para não atrapalhar o sono noturno;
  • Prisão de ventre: deve-se manter o corpo hidratado, bebendo pelo menos 8 copos de água por dia e comer mais fibras na forma de grãos inteiros, frutas e vegetais frescos. Praticar exercícios físicos regularmente recomendados pelo médico, também podem ajudar a melhorar o trânsito intestinal e aliviar esse desconforto;
  • Excesso de gases intestinais: evitar alimentos que estimulam a produção de gases como feijão, repolho, brócolis, couve-flor ou couve de bruxelas, por exemplo. Além disso, deve-se manter o corpo hidratado bebendo pelo menos 8 copos de água por dia, e consumir alimentos ricos em fibras como frutas frescas e pão integral ou cereais. Confira outras dicas de como aliviar o excesso de gases na gravidez
  • Hemorroida: fazer banho de assento com água morna, utilizar lenços umedecidos sem perfume ou lavar a região anal após defecar, podem ajudar a aliviar o desconforto da hemorroida. Além disso, não permanecer sentada ou em pé por muito tempo, podem ajudar a diminuir a pressão que a barriga faz sobre o reto e evitar o desenvolvimento da hemorroida. Veja mais dicas de como tratar hemorróida na gravidez;
  • Falta de ar: ocorre devido ao aumento do útero que pode causar compressão nos pulmões que não conseguem se expandir como antes da gestação, dificultando a respiração. Esse sintoma é considerado normal no final da gravidez e não afeta a oxigenação do bebê pois durante toda a gestação o corpo da mulher sofre adaptações para fornecer o oxigênio para o bebê. No entanto, se surgir intensa falta de ar, dificuldade para respirar, respiração rápida ou ofegante, dor no peito, lábios ou dedos azulados ou dormência nas mãos ou nos pés, deve-se procurar ajuda médica o mais rápido possível ou o pronto socorro mais próximo;
  • Corrimento vaginal (tampão mucoso): embora perder o tampão mucoso seja um sinal de que o corpo está se preparando para o trabalho de parto, isso não indica necessariamente que o parto está chegando, podendo demorar horas, dias ou até 3 semanas para ocorrer, mas deve-se sempre comunicar ao médico quando apresentar esse tipo de corrimento vaginal. No caso do sangramento ser intenso, a mulher apresentar contrações frequentes e regulares, rompimento da bolsa amniótica, ou diminuição ou ausência de movimentos fetais, deve-se entrar em contato com o médico imediatamente e ir ao hospital mais próximo. Saiba identificar os sinais de trabalho de parto;
  • Contrações: deve-se comunicar ao obstetra imediatamente quando as contrações se iniciam e ir para a maternidade ou hospital. Além disso, é importante respirar lenta e profundamente, para oxigenar melhor o corpo, manter-se em movimento, pois além de estimular a dilatação, também alivia a dor, principalmente em posições de pé, pois auxiliam na descida do bebê pelo canal de parto;
  • Rompimento da bolsa: deve-se comunicar ao obstetra imediatamente e ir para o hospital ou maternidade para ter assistência dos profissionais de saúde. Quando a bolsa rompe é esperado que as contrações uterinas que marcam o início do trabalho de parto surjam em pouco tempo, ocorrendo geralmente cerca de 5 horas após a ruptura da bolsa. No entanto, as contrações podem demorar até 48 horas para aparecer, todavia, é aconselhado ir para a maternidade após 6 horas do rompimento da bolsa porque este rompimento permite a entrada de microrganismos no útero aumentando o risco de infecções na mulher e no bebê.

Durante toda a gestação, é importante seguir as recomendações médicas, realizar as consultas pré-natais, e continuar tomando o ácido fólico ou suplementos e fazer atividades físicas recomendados pelo obstetra. Veja também como aliviar outros sintomas do final da gravidez.

Principais exames do 3º trimestre 

No 3º trimestre da gestação, deve-se fazer pelo menos três consultas pré-natais e o acompanhamento com o obstetra é feito por meio de exames para verificar o desenvolvimento do bebê e para se certificar de que não haverá problemas durante o parto. 

Além disso, a partir da 36ª semana da gestação, as consultas pré-natais devem ocorrer com maior frequência, pelo menos 1 vez por semana até o nascimento do bebê.

Os principais exames realizados pelo obstetra no 3º trimestre de gravidez incluem:

1. Pressão arterial

A avaliação da pressão arterial é muito importante nas consultas de pré-natal pois permite monitorar alterações na pressão sanguínea, evitando o surgimento de pré-eclâmpsia, que pode resultar em parto prematuro. 

Geralmente, quando a pressão está elevada a gestante deve fazer alterações na sua alimentação e praticar exercício físico regularmente. Porém, se isso não for suficiente, o médico pode aconselhar o uso de alguns medicamentos. Entenda melhor o que é a pré-eclâmpsia e como é feito o tratamento.

2. Exames laboratoriais

Alguns exames laboratoriais podem ser solicitados pelo obstetra como hemograma completo com plaquetas para avaliar a coagulação do sangue, além de avaliar a quantidade de hemácias, hemoglobinas, leucócitos e plaquetas da mulher e, assim, verificar se está ou não com anemia.

Além disso, poderá indicar a realização de outros exames como ureia, creatinina e ácido úrico, enzimas hepáticas, eletrocardiograma e MAPA para algumas grávidas. Também podem ser prescritos exames de urina ou de avaliação do corrimento vaginal e do colo do útero, para identificar outras doenças sexualmente transmissíveis, como a gonorreia e a clamídia. Veja as DSTs mais comuns na gravidez.

3. Ultrassom fetal

O ultrassom fetal é um dos exames mais feitos durante toda a gestação, pois permite acompanhar o crescimento e desenvolvimento do bebê e estimar o tamanho, peso e as medidas da cabeça, abdômen e fêmur do feto, assim como avaliar a quantidade de líquido amniótico no útero e perceber se existe algum problema com a placenta. Além disso, este exame também ajuda a prever com maior precisão a data provável do parto.

Esse exame pode ser repetido regularmente durante a gravidez, especialmente se existir alguma situação especial, como gravidez múltipla ou sangramento vaginal em algum momento da gestação.

4. Ultrassom morfológico

O ultrassom morfológico do terceiro trimestre, pode ser indicado pelo obstetra, para ser feito da 28ª a 32ª semana da gestação, para avaliar possíveis anormalidades no feto, como doenças genéticas ou malformações. Saiba como é realizado o ultrassom morfológico.  

Esse tipo de ultrassom permite imagens mais detalhadas do bebê e uma melhor avaliação física do feto.

5. Pesquisa da bactéria streptococcus B

A pesquisa da bactéria streptococcus B, normalmente é feita entre as 35 e 37 semanas de gravidez. Essa bactéria é bastante comum no trato reprodutivo e, geralmente, não provoca qualquer tipo de problema ou sintoma na mulher. Porém, quando entra em contato com o bebê durante o parto, pode causar infecções graves como meningite, pneumonia ou até uma infecção de todo o corpo.

Por isso, para evitar esse tipo de complicações, o obstetra geralmente faz um teste no qual passa um cotonete na região genital da mulher, que depois é analisado em laboratório para identificar se existem bactérias do tipo streptococcus B. Caso o resultado seja positivo, normalmente a grávida precisa fazer antibióticos durante o parto para diminuir o risco de passar a bactéria para o bebê.

6. Perfil biofísico do bebê

Na 28ª semana, que é o início do terceiro trimestre da gestação, o médico pode solicitar o perfil biofísico fetal, que é um exame que permite avaliar os movimentos do bebê, e a quantidade de líquido amniótico no útero. Veja como é feito o perfil biofísico fetal.  

No caso de algum destes valores estiver errado, pode significar que o bebê está passando por algum problema e pode ser preciso fazer um parto precoce.

7. Batimento cardíaco fetal

O monitoramento do batimento cardíaco fetal permite avaliar o ritmo cardíaco do bebê dentro do útero e ajuda a identificar se existe algum problema com o seu desenvolvimento. Este tipo de monitoramento também é feito durante o parto para garantir que tudo está correndo bem, e também pode ser feito várias vezes após a 20ª semana de gestação.

8. Cardiotocografia

A cardiotocografia é feita para avaliar os batimentos cardíacos e os movimentos do bebê e, para isso, o médico coloca um sensor na barriga da mãe que capta todos os sons. Este exame demora entre 20 a 30 minutos e pode ser feito várias vezes após as 32 semanas, sendo indicado fazer 1 vez por mês em casos de gravidez de risco.

9. Teste de estresse 

O teste de estresse é muito semelhante à cardiotocografia, pois também avalia os batimentos cardíacos do bebê, no entanto, faz essa avaliação enquanto acontece uma contração. Essa contração geralmente é provocada pelo médico através da injeção de ocitocina diretamente no sangue. Entenda melhor o que é o teste de estresse e como é feito.

Este exame ajuda também a avaliar a saúde da placenta, já que durante uma contração a placenta deve ser capaz de manter o fluxo de sangue correto, mantendo o ritmo cardíaco do bebê. Caso isso não aconteça, o batimento do bebê diminui, e, por isso, o bebê pode não aguentar o estresse do trabalho de parto, podendo ser necessário fazer uma cesárea. 

10. Fibronectina fetal

O exame de fibronectina fetal tem como objetivo verificar se há risco de parto prematuro, e deve ser feito até a 36ª semana de gestação através da coleta de secreção vaginal e do colo do útero.

Para que seja realizado o exame é recomendado que a mulher não apresente sangramento genital e nem tenha tido relações sexuais 24 horas antes do exame.

Quando o bebê vai nascer

Ao final do terceiro trimestre, o bebê está completamente formado e pronto para nascer a partir das 37 semanas de gestação, mas a mulher e o médico poderão aguardar até às 40 semanas de gestação, para esperar pelo parto normal. No entanto, se chegar às 41 semanas, o médico pode decidir fazer a indução do parto para ajudar no nascimento, ou indicar a realização de uma cesariana. Veja quando a cesariana é indicada.  

Como se preparar para o parto

Tanto a mulher que deseja uma cesariana, quanto a que deseja um parto normal, devem se preparar para o nascimento do bebê com antecedência. Os exercícios de kegel são importantes para fortalecer a musculatura do interior da vagina, facilitando a saída do bebê e evitando a perda de urina de forma involuntária depois do parto. Saiba como fazer os exercícios de Kegel.

Existem aulas de preparação para o parto disponíveis em alguns postos de saúde e também na rede particular, sendo muito úteis para esclarecer as dúvidas sobre o nascimento e sobre como cuidar do recém-nascido.

Últimos preparativos 

Nessa fase, o quarto ou o lugar onde o bebê vai dormir deve estar pronto, e a partir das 30ª semana, é recomendado que a mala da maternidade também esteja arrumada, ainda que possa sofrer algumas alterações até o dia de ir para o hospital. Veja o que levar para a maternidade.  

Se ainda não fez, poderá pensar no chá de bebê ou num chá de fraldas, já que o bebê irá usar em média 7 fraldas por dia, nos próximos meses. Saiba exatamente quantas fraldas deve ter em casa, e quais os tamanhos ideais, usando essa calculadora:

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Atualizado por Flávia Costa - Farmacêutica, em janeiro de 2022. Revisão médica por Drª. Sheila Sedicias - Ginecologista, em fevereiro de 2016.

Bibliografia

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Revisão médica:
Drª. Sheila Sedicias
Ginecologista
Médica mastologista e ginecologista formada pela Universidade Federal de Pernambuco, em 2008 com registro profissional no CRM PE 17459.

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