Pontada no peito: o que pode ser (e o que fazer)

A pontada no peito pode ser causada por situações como gases, ansiedade, refluxo gastroesofágico, distensão muscular ou costocondrite, que é uma inflamação das cartilagens das costelas.

No entanto, também podem indicar problemas mais graves, como pleurite, angina, pericardite, pneumonia ou embolia pulmonar, especialmente quando acompanhadas de falta de ar, tontura e palpitações.

Quando a pontada no peito é recorrente, é importante consultar o cardiologista ou clínico geral para investigar a causa e, se necessário, realizar exames. Já quando a dor é intensa ou acompanhada de falta de ar, suor frio ou desmaio, é necessário procurar atendimento de emergência.

Imagem ilustrativa número 1

O que pode ser pontada no peito

A pontada no peito pode ser causada por:

1. Gases

As pontadas no peito podem ocorrer devido ao acúmulo de gases no estômago ou no intestino, que provoca distensão e pressão na parte superior do abdômen, causando desconforto na região inferior do peito.

Essas pontadas também podem ser acompanhadas de barriga inchada, arrotos e flatulência. Conheça os sintomas de gases.

O que fazer: caminhar por alguns minutos, comer devagar, evitar bebidas gaseificadas e reduzir alimentos que provocam gases, como feijão, brócolis, couve-flor, repolho e cebola, podem ajudar a aliviar o desconforto.

Quando há desconforto intenso, o médico pode recomendar medicamentos como simeticona, dimeticona, carvão vegetal ativado ou probióticos, que podem ajudar a reduzir o acúmulo de gases e aliviar os sintomas.

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Se os episódios forem frequentes, o gastroenterologista deve ser consultado para investigar intolerâncias alimentares, constipação intestinal e outras alterações digestivas, indicando o tratamento mais adequado.

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2. Ansiedade

A ansiedade pode causar pontadas no peito devido à tensão muscular e à respiração acelerada, podendo durar alguns minutos ou surgir repetidamente, principalmente em situações de estresse.

Durante uma crise de ansiedade, também podem surgir palpitações, sensação de falta de ar, tremores, suor excessivo, tontura e medo intenso.

O que fazer: durante uma crise de ansiedade pode ajudar permanecer em um ambiente tranquilo e respirar lentamente, sem forçar a inspiração. Entenda mais sobre o que fazer em uma crise de ansiedade.

Além disso, a prática regular de atividade física, técnicas de relaxamento e psicoterapia, como a terapia cognitivo-comportamental, podem contribuir para controlar o sintoma.

O psiquiatra também pode avaliar a necessidade de medicamentos, como antidepressivos ou ansiolíticos. No entanto, uma primeira crise com pontada no peito, especialmente acompanhada de falta de ar, precisa de avaliação médica.

3. Distensão muscular

A distensão dos músculos intercostais, que ficam entre as costelas e ajudam nos movimentos respiratórios, pode causar pontadas no peito. A dor costuma ser localizada e pode piorar ao girar o tronco, levantar os braços ou respirar profundamente.

Isso pode acontecer após exercícios físicos intensos, levantamento de peso, movimentos bruscos ou episódios de tosse persistente, que sobrecarregam as fibras musculares.

O que fazer: é recomendado evitar temporariamente os movimentos e as atividades que pioram a dor, especialmente exercícios físicos intensos. Aplicar compressas frias na região nas primeiras 48 horas também pode ajudar a aliviar o desconforto.

O ortopedista pode avaliar a lesão e, conforme a sua gravidade, indicar analgésicos, anti-inflamatórios ou sessões de fisioterapia para auxiliar na recuperação.

4. Costocondrite

A costocondrite é uma inflamação das cartilagens que ligam as costelas ao esterno, osso localizado no centro do peito. Essa inflamação pode provocar pontadas no peito, que geralmente piora ao respirar profundamente, tossir e movimentar o tronco.

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O que fazer: o tratamento pode incluir repouso relativo, evitando atividades e movimentos que agravem a dor, além da aplicação de compressas mornas na região afetada.

Quando necessário, o ortopedista pode recomendar analgésicos, como paracetamol e dipirona, ou anti-inflamatórios, como ibuprofeno e naproxeno, para aliviar a dor e reduzir a inflamação.

5. Refluxo gastroesofágico

O refluxo gastroesofágico acontece quando o conteúdo do estômago retorna para o esôfago, provocando irritação nessa região. Como o esôfago fica próximo ao coração, essa alteração pode causar dor no peito, às vezes percebido como pontadas.

O incômodo costuma aparecer após as refeições, ao se deitar ou durante a noite, podendo também provocar gosto amargo na boca, azia e regurgitação.

O que fazer: algumas medidas podem ajudar, como evitar refeições muito volumosas, reduzir alimentos que desencadeiam os sintomas e não se deitar logo após comer.

O gastroenterologista também deve ser consultado para avaliar o quadro e indicar medicamentos que diminuem a produção de ácido no estômago, como os inibidores da bomba de prótons.

Em casos persistentes, pode ser necessária uma endoscopia digestiva alta ou outros exames. Veja os tratamentos para refluxo.

6. Pneumonia

A pneumonia é uma infecção que provoca inflamação nos pulmões e pode atingir os tecidos próximos à pleura, causando dor no peito. As pontadas geralmente pioram ao respirar profundamente ou tossir e podem aparecer junto com febre, cansaço e falta de ar.

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O que fazer: é recomendado procurar um clínico geral ou pneumologista para avaliar os sintomas e solicitar exames, como radiografia do tórax e exames de sangue, quando necessário.

O tratamento depende do microrganismo causador e pode incluir antibióticos, quando a infecção é bacteriana, além de hidratação e repouso. Casos mais graves podem precisar de internação e oxigênio.

7. Pleurite

A pleurite é uma inflamação da pleura, membrana que reveste os pulmões e a parte interna da caixa torácica. Quando essas membranas ficam inflamadas, o atrito entre elas durante os movimentos respiratórios pode provocar pontadas no peito.

Essa condição pode estar relacionada a infecções virais, pneumonia, doenças autoimunes e embolia pulmonar. Entenda melhor as causas da pleurite.

O que fazer: é importante consultar o pneumologista para identificar a causa da inflamação. O médico pode solicitar exames de sangue e radiografia do tórax e indicar analgésicos, como paracetamol ou dipirona, para aliviar a dor.

Em casos mais graves, pode ser necessário tratamento hospitalar, com administração de antibióticos e analgésicos pela veia, oxigenoterapia para melhorar a respiração e tratamento da doença que provocou a inflamação.

8. Angina

A angina é uma dor no peito que ocorre quando o músculo cardíaco não recebe sangue e oxigênio suficientes, geralmente devido ao estreitamento das artérias coronárias.

Pode provocar sensação de aperto, pressão, peso ou, em alguns casos, pontadas no peito, principalmente durante esforços físicos ou situações de estresse. A dor também pode se espalhar para os braços, costas, pescoço ou mandíbula.

O que fazer: é importante consultar o cardiologista para avaliar a circulação do coração, que pode solicitar eletrocardiograma, ecocardiograma, teste de esforço ou outros exames para investigar a causa.

O tratamento pode incluir medicamentos, como nitroglicerina para aliviar as crises, betabloqueadores e outros medicamentos para melhorar a circulação e controlar os fatores de risco. Veja o tratamento da angina.

Em casos de obstrução importante das artérias, pode ser indicada angioplastia com colocação de stent ou cirurgia de revascularização do miocárdio.

9. Pericardite

A pericardite é uma inflamação do pericárdio, membrana que envolve o coração. Essa inflamação pode causar pontada aguda no centro ou no lado esquerdo do peito, que geralmente piora ao respirar profundamente ou deitar e melhora ao sentar e inclinar o tronco para a frente.

A dor também pode se espalhar para os ombros, pescoço ou costas e aparecer após uma infecção viral.

Leia também: Pericardite: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/pericardite

O que fazer: deve-se consultar o cardiologista para investigar a inflamação e avaliar se existe acúmulo de líquido ao redor do coração, através de exames como eletrocardiograma, ecocardiograma e exames de sangue.

O tratamento da pericardite pode incluir anti-inflamatórios e colchicina, além de repouso e restrição temporária de exercícios físicos.

10. Embolia pulmonar

A embolia pulmonar acontece quando um coágulo de sangue obstrui uma artéria dos pulmões, dificultando a circulação do sangue e a oxigenação do organismo. Conheça o que é embolia pulmonar.

Essa alteração pode provocar uma pontada súbita no peito, que geralmente piora ao inspirar profundamente ou tossir. Também podem surgir falta de ar repentina, aceleração dos batimentos cardíacos, tontura, desmaio e tosse com sangue.

O que fazer: a suspeita de embolia pulmonar exige atendimento médico imediato, mesmo que a dor não seja muito intensa, pois o tratamento é realizado no hospital e geralmente inclui anticoagulantes para impedir o aumento do coágulo e a formação de novos.

Em casos graves, podem ser necessários medicamentos para dissolver o coágulo ou procedimentos para removê-lo.

Como confirmar a causa da pontada no peito

Para confirmar a causa da pontada no peito, é importante consultar o clínico geral ou cardiologista, que irá avaliar as características da dor, como o local, a intensidade, a duração e se piora ao respirar, tossir, movimentar o corpo ou fazer esforço físico.

O médico também verifica se existem outros sintomas, como falta de ar, palpitações, febre, tosse ou náuseas, além do histórico de saúde da pessoa.

Conforme a suspeita, podem ser solicitados exames como eletrocardiograma, ecocardiograma, radiografia do tórax, exames de sangue e tomografia computadorizada. Veja como é feito o ecocardiograma.

Em alguns casos, também podem ser necessários testes de esforço para investigar alterações no coração, nos pulmões, nos músculos ou no sistema digestivo.

Leia também: Teste de esforço: o que é, para que serve (e como é feito) tuasaude.com/teste-de-esforco

Quando consultar o cardiologista

É recomendado consultar o cardiologista quando a pontada no peito é recorrente ou surge acompanhada de outros sintomas, como:

  • Dor ou sensação de aperto, pressão ou peso no peito;

  • Pontada no peito durante atividades físicas ou esforços;

  • Batimentos cardíacos irregulares;

  • Cansaço excessivo sem causa aparente;

  • Tonturas frequentes;

  • Inchaço nas pernas ou nos pés;

  • Histórico pessoal ou familiar de doenças cardiovasculares.

Além disso, pessoas com pressão alta, diabetes ou colesterol elevado podem precisar de acompanhamento cardiológico para avaliar a saúde do coração. Entenda mais quando marcar consulta com cardiologista.

Quando a pontada é súbita, intensa ou persistente, ou vem acompanhada de falta de ar, suor frio, tontura ou desmaio, é importante procurar atendimento de emergência, pois pode indicar problemas graves, como embolia pulmonar.

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