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9 sintomas de embolia pulmonar e principais causas

A dor no peito ao respirar e a sensação de falta de ar são os principais sintomas de uma embolia pulmonar, que é uma situação que ocorre quando um vaso sanguíneo do pulmão fica completamente obstruído, não permitindo que o sangue circule devidamente.

Assim, para identificar um caso de embolia ou trombose pulmonar, deve-se ficar atento a alguns sintomas como:

  1. Sensação repentina de falta de ar;
  2. Dor no peito que piora ao respirar fundo, tossir ou comer;
  3. Tosse constante e que pode conter sangue;
  4. Inchaço das pernas ou dor ao movimentar as pernas;
  5. Pele pálida, fria e azulada;
  6. Febre baixa;
  7. Produção excessiva de suor;
  8. Batimento cardíaco rápido e irregular;
  9. Tonturas que não melhoram.

Caso se tenha mais do que um destes sintomas é aconselhado ir ao pronto-socorro ou chamar imediatamente uma ambulância para confirmar o diagnóstico e receber o tratamento adequado, que se não for feito rapidamente, pode levar a sequelas graves e até a morte da pessoa.

9 sintomas de embolia pulmonar e principais causas

Como confirmar o diagnóstico

Os sintomas da embolia pulmonar podem ser confundidos com um problema cardíaco e, por isso, o médico geralmente recorre a exames de diagnóstico como exame de sangue, raio X do tórax, tomografia computadorizada ou angiografia pulmonar para confirmar as suspeitas e iniciar o tratamento.

O que pode causar uma embolia

Embora a embolia pulmonar possa acontecer em qualquer pessoa, é mais frequente devido a algumas causas, como:

1. Falta de atividade física

Quando se fica muito tempo parado na mesma posição, como deitado ou sentado, o sangue começa a se acumular mais em um local do corpo, geralmente nas pernas. Na maioria das vezes, esse acúmulo de sangue não provoca qualquer problema porque quando a pessoa se levanta o sangue volta a circular normalmente.

No entanto, pessoas que ficam vários dias deitadas ou sentadas, como acontece após uma cirurgia ou devido a uma doença grave como AVC, por exemplo, têm maior risco de o sangue acumulado começar a formar coágulos. Estes coágulo podem ser transportados pela circulação sanguínea até entupir um vaso pulmonar, causando uma embolia.

O que fazer: para evitar este risco deve-se fazer exercícios com todos os membros do corpo todos os dias e trocar de posição a cada 2 horas, pelo menos. Pessoas acamadas, que não consigam se movimentar sozinhas, devem ser movimentadas por outra pessoa, fazendo exercícios como os que indicamos nesta lista.

2. Cirurgias

Além do pós-operatório de uma cirurgia diminuir o nível de atividade física e aumentar o risco de formação de coágulos, a própria cirurgia também pode levar a uma embolia pulmonar. Isto acontece porque durante a cirurgia acontecem várias lesões nas veias que podem dificultar a passagem do sangue e causar um coágulo que pode ser transportado até os pulmões.

O que fazer: é importante cumprir todo o período de pós-operatório no hospital para manter a observação contínua do médico que pode atuar assim que surgem os primeiros sinais de problemas. Já em casa, é recomendado o uso dos remédios indicados pelo médico, especialmente os anticoagulantes, como a Varfarina ou Aspirina.

3. Trombose venosa profunda

Pessoas que sofrem com trombose venosa profunda apresentam um elevado risco de desenvolver coágulos que podem ser transportados para outros órgãos, como o cérebro e os pulmões, provocando complicações graves como embolia ou AVC.

O que fazer: para evitar complicações deve-se seguir o tratamento indicado pelo médico, que geralmente inclui o uso de anticoagulantes. Veja como é feito o tratamento deste problema.

9 sintomas de embolia pulmonar e principais causas

4. Viagens de avião

Fazer qualquer viagem por mais de 4 horas, seja de avião, carro ou barco, por exemplo, aumenta o risco de ter um coágulo devido ao fato de se passar muito tempo na mesma posição. No entanto, no avião esse risco pode estar aumentado devido às diferenças de pressão que podem tornar o sangue mais viscoso, aumentando a facilidade em formar coágulos.

O que fazer: durante viagens longas, como as de avião, é aconselhado levantar ou movimentar as pernas a cada 30 minutos, além de beber água regularmente para manter o sangue mais líquido.

5. Fraturas

As fraturas são uma das principais causas de embolia pulmonar porque quando um osso se parte pode provocar lesões em vários vasos sanguíneos, além do tempo que se tem que ficar em repouso para a cura da fratura. Essas lesões podem não só levar à formação de coágulos, mas também à entrada de ar ou gordura na circulação sanguínea, aumentando o risco de ter uma embolia.

O que fazer: deve-se evitar atividades perigosas, como escalada, e manter as proteções adequadas em desportos de alto impacto para tentar evitar uma fratura.

Quem tem maior risco de embolia

Embora a embolia pulmonar possa acontecer em qualquer uma das situações anteriores, ela é mais frequente em pessoas com fatores de risco como:

  • Idade superior a 60 anos;
  • Histórico anterior de coágulos sanguíneos;
  • Ter obesidade ou estar acima do peso;
  • Ser fumante;
  • História de doença cardíaca ou vascular; 
  • Utilizar pílula ou fazer tratamentos de reposição hormonal.

A embolia pulmonar é uma situação rara, mesmo em pessoas que tomam a pílula anticoncepcional, no entanto, é importante saber quais os sinais que podem indicar este problema.

Como é feito o tratamento 

O tratamento para embolia pulmonar inclui administração de oxigênio ao indivíduo através de uma máscara, medicamentos pela veia para desfazer o êmbolo, como a heparina, que irá dissolver o coágulo que está impedindo a passagem de sangue, e analgésicos para aliviar as dores.

Geralmente, o tratamento para embolia pulmonar requer internamento que pode durar algumas semanas ou meses. A cirurgia para retirada do trombo pode ser indicada nos casos mais graves ou quando a obstrução da passagem de sangue acontece devido a um objeto estranho ou pedaço de osso, por exemplo.

Confira mais sobre como é feito o tratamento da embolia pulmonar.

Bibliografia >

  • BROADDUS, V. Courtney. et al. Murray & Nadel tratado de medicina respiratória. 6.ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017. pp. 1000-1029.
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