12 dúvidas comuns sobre o coronavírus (COVID-19)

julho 2022

A COVID-19 é uma infecção causada por um tipo novo de coronavírus, o SARS-CoV-2, e é caracterizada pelo surgimento de sintomas semelhantes aos de gripe, como febre, dor de cabeça e mal estar geral, além de haver dificuldade para respirar.

Essa infecção surgiu primeiramente na China, mas foi rapidamente espalhada por vários países, dando origem à pandemia de COVID-19. Esse espalhamento rápido é principalmente devido à forma fácil de transmissão do vírus, que é por meio da inalação de gotículas de saliva e de secreções respiratórias que contêm o vírus e que ficam suspensas no ar, após tossir ou espirrar, por exemplo.

É importante que sejam adotadas medidas de prevenção para evitar o contágio e a transmissão, ajudando a combater a pandemia. Conheça mais sobre o coronavírus, sintomas e como identificar.

Por ser um vírus novo, são várias as dúvidas existentes. A seguir, juntamos as principais dúvidas sobre a COVID-19 para tentar esclarecer cada uma:

1. O que fazer em caso de COVID-19?

Caso apresente sintomas sugestivos de COVID-19, tenha um teste positivo ou tenha estado em contato com uma pessoa infectada, por favor insira os seus dados para saber o que deve fazer:

2. O vírus se transmite pelo ar?

A transmissão do vírus que causa a COVID-19 acontece principalmente por inalação de gotículas de saliva ou de secreções respiratórias que ficam presentes no ar quando uma pessoa infectada tosse, espirra ou fala, por exemplo, ou por meio do contato com superfícies contaminadas.

Por isso, para evitar a transmissão, é recomendado que as pessoas que foram confirmadas com o novo coronavírus, ou que apresentem sintomas que sejam indicativos da infecção, utilizem máscaras de proteção para evitar passar o vírus para outras pessoas. Veja mais sobre a transmissão da COVID-19.

3. Quem não tem sintomas pode transmitir o vírus?

Sim, principalmente devido ao período de incubação da doença, ou seja, o período entre a infecção e o aparecimento dos primeiros sintomas, que no caso da COVID-19 pode variar entre 1 e 14 dias. Assim, a pessoa pode ter o vírus e não saber, sendo teoricamente possível a transmissão para outras pessoas. No entanto, a maior parte das contaminações parece acontecer apenas quando a pessoa começa a tossir ou espirrar.

Por isso, no caso de não se ter sintomas, mas estar incluído em um grupo de risco ou ter tido contato com pessoas que foram confirmadas com a infecção, o recomendado é que seja feita a quarentena, porque dessa forma é possível verificar se houve o desenvolvimento dos sintomas e, em caso positivo, impedir o espalhamento do vírus. Entenda o que é e como deve ser feita a quarentena.

4. Quando tomar a vacina?

A vacina para COVID-19 está indicada para todas as pessoas a partir dos 5 anos de idade, sendo importante seguir as orientações do Ministério da Saúde e da Secretaria de Saúde local em relação ao plano de vacinação. De forma geral, estão indicadas as vacinas da Pfizer, AstraZeneca, Coronavac e Janssen.

Para as crianças, está autorizada a aplicação da Pfizer para crianças entre 5 e 11 anos, em dose inferior à administrada nos adultos e com concentração dos componentes diferente, e Coronavac para crianças a partir dos 3 anos. No caso das pessoas a partir dos 18 anos, podem ser aplicadas qualquer uma das vacinas, sendo importante seguir as orientações referente ao intervalo entre as doses:

  • Coronavac: a segunda dose é indicada após 28 dias;
  • Pfizer: a segunda dose é indicada após 8 semanas;
  • AstraZeneca: a segunda dose é indicada após 8 semanas;
  • Janssen: inicialmente era de dose única, mas a segunda dose está sendo recomendada após 2 meses.

Além disso, é também indicado tomar a terceira dose da vacina para COVID-19 cerca de 4 meses após completar o esquema vacinal, pois assim é possível reforçar a imunidade contra o novo coronavírus e, assim, diminuir o risco de infecção grave. Veja quando tomar a terceira dose preenchendo a calculadora a seguir:

Erro
País onde tomou a vacina
Erro
Tipo da vacina que tomou
Erro
Tipo da vacina que tomou
Erro

5. A nebulização para aliviar os sintomas é indicada?

O uso de nebulizadores costuma ser indicado apenas quando outras medidas de suporte não têm o efeito desejado, já que o uso de nebulizadores aumenta a geração e liberação para o ambiente de gotículas que podem permanecer suspensas no ar e infectar outras pessoas. Assim, caso seja indicada pelo médico, é recomendado que as pessoas que frequentem o mesmo ambiente façam uso de máscaras PFF2/ N95 e desinfetem com frequência as mãos e as superfícies com o objetivo de prevenir infecção.

O mais indicado é que sejam utilizados mecanismos que não levam à formação de gotículas, como dispositivos pressurizados ou de pó seco, com ou sem espaçador, ou dispositivos de névoa.

Antes de iniciar a nebulização, é fundamental que o médico seja consultado para que seja feita uma avaliação do estado geral do paciente e possa ser orientado o melhor método para alívio dos sintomas.

6. O que são variantes da COVID-19?

As variantes da COVID-19 surgem como consequência de alterações durante a replicação do vírus, o que podem dar origem a mutações que podem ser vantajosas para o vírus, ou seja, que podem tornar o vírus mais resistente à ação do sistema imunológico e/ou aumentar a sua capacidade infecciosa e de transmissão. A variante identificada e classificada pela OMS como variante de preocupação é a Ômicron, assim como as suas subvariantes.

7. Antibiótico trata o coronavírus?

Os antibióticos possuem atividade apenas contra bactérias e alguns fungos e parasitas, não tendo efeito sobre os vírus. Além disso, quando se faz uso de antibióticos sem a recomendação médica, pode haver favorecimento da resistência microbiana a antibióticos, além da diminuição da atividade do sistema imune, favorecendo a ocorrência de outras doenças.

O tratamento para a COVID-19 é feito com medidas de suporte, como hidratação, repouso e alimentação adequada, devendo ser feita em isolamento para evitar a disseminação e transmissão do vírus para outras pessoas. Além disso, nos casos leves e moderados que não necessitam de suplementação de oxigênio, a Anvisa autorizou o uso de um coquetel de anticorpos, que devem ser administrados no hospital, e que ajudam a acelerar a recuperação e prevenir o agravamento da infecção. Veja mais detalhes do tratamento para a COVID-19.

8. É seguro viajar?

É importante consultar as orientações do destino da viagem, isso porque alguns países adotaram medidas para evitar a transmissão do vírus, podendo haver indicação de isolamento obrigatório assim que chegar no local, bem como realização do teste de RT-PCR ou antígeno para COVID-19 antes do embarque.

Os meios de transporte de pessoas normalmente não possuem muita circulação de ar e transportam um grande número de pessoas, o que também poderia favorecer a transmissão. Por isso, no caso da viagem ser necessária e estar autorizada pelos órgãos de saúde, é importante que sejam adotadas medidas de precaução, como cobrir boca e nariz com máscara, evitar tocar com as mãos nos olhos ou na boca e lavar a mão com água e sabão frequentemente.

9. Vitamina C ajuda a proteger contra a COVID-19?

Não há evidências científicas que indiquem que a vitamina C ajude a combater o novo coronavírus. O que se sabe é que essa vitamina ajuda a melhorar o sistema imune, pois é rico em antioxidantes que combatem os radicais livres, prevenindo a ocorrência de doenças infecciosas e podendo aliviar os sintomas do resfriado.

Para se proteger contra o coronavírus, além de ter uma alimentação que melhore a atividade do sistema imune, dando preferência a alimentos ricos em ômega-3, selênio, zinco, vitaminas e probióticos, como peixes, castanhas, laranja, sementes de girassol, iogurte, tomate, melancia e batata com casca, por exemplo. Apesar do alho possuir propriedades antimicrobianas, ainda não foi verificado se possui efeito sobre o novo coronavírus e, por isso, é importante investir em uma alimentação equilibrada. Veja o que comer para melhorar o sistema imune.

É importante também lavar bem as mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos, evitar ambientes fechados e com muitas pessoas e cobrir a boca e o nariz sempre que for necessário tossir ou espirrar. Dessa forma, é possível evitar o contágio e a transmissão do vírus para outras pessoas. Confira outras formas de se proteger contra o coronavírus.

10. O Ibuprofeno piora os sintomas da COVID-19?

Um estudo realizado por pesquisadores da Suíça e da Grécia em março de 2020 [3] indicou que o uso do Ibuprofeno foi capaz de aumentar a expressão de uma enzima pode ser encontrada nas células do pulmão, rins e coração, o que tornaria os sintomas respiratórios mais graves. No entanto essa relação foi feita baseada em apenas um estudo realizado em diabéticos e levando em consideração a expressão da mesma enzima, mas presente no tecido cardíaco.

Por isso, não é possível afirmar que o uso de Ibuprofeno tenha relação com o agravamento dos sinais e sintomas da COVID-19. Veja mais sobre a possível relação entre o coronavírus e o uso de Ibuprofeno.

11. Quanto tempo demora para ter o resultado do exame?

O tempo entre a coleta da amostra e a liberação do resultado pode variar de acordo com o tipo de exame que será realizado, podendo variar entre 15 minutos e 7 dias. Os resultados que saem em menor tempo são aqueles que são feitos através de testes rápidos.

A diferença entre esses dois é a amostra coletada: enquanto que na imunofluorescência é utilizada amostra das vias respiratórias, que é coletada através de um swab nasal, a imunocromatografia é feita a partir de uma pequena amostra de sangue. Nos dois testes, a amostra entra em contato com o reagente e, se a pessoa possuir o vírus, é indicado entre 15 e 30 minutos, sendo confirmado o caso de COVID-19. Conheça mais sobre os testes de COVID-19.

O exame que demora mais tempo para ser liberado é o de PCR, que é um exame molecular mais específico, considerado padrão-ouro e que é feito principalmente para confirmar o caso positivo. Esse exame é feito a partir de amostra de sangue ou da amostra coletada por swab nasal ou oral, e indica se há infecção pelo SARS-CoV-2 e a quantidade de cópias de vírus no organismo, indicando a gravidade da doença. Saiba como entender o resultado do RT-PCR para COVID-19.

12. O vírus sobrevive por quanto tempo?

Uma pesquisa desenvolvida em março de 2020 por cientistas americanos [1] indicou que o tempo de sobrevivência do SARS-CoV-2, responsável pela COVID-19, varia de acordo com o tipo de superfície que é encontrado e condições do ambiente. Assim, de forma geral, o vírus pode sobreviver e permanecer infectante por cerca de:

  • 3 dias, no caso de superfícies de plástico e aço inoxidável;
  • 4 horas, no caso de superfícies de cobre;
  • 24 horas, no caso de superfícies de papelão;
  • 3 horas na forma de aerossóis, que podem ser liberadas quando uma pessoa infectada faz nebulização, por exemplo.

Apesar poder estar presente em superfícies em sua forma infectante por algumas horas, esse tipo de contágio ainda não foi determinado. No entanto, é indicado que seja feita a desinfecção de superfícies que possam conter o vírus, além de ser importante fazer uso de álcool gel e lavar as mãos com água e sabão regularmente.

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Atualizado por Marcela Lemos - Biomédica, em julho de 2022. Revisão médica por Drª Sylvia Hinrichsen - Infectologista, em fevereiro de 2021.

Bibliografia

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  • SOCIEDADE BRASILEIRA DE PNEUMOLOGIA E TISIOLOGIA E ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ALERGIA E IMUNOLOGIA. Nota Técnica: Uso de medicamentos inalatórios durante a pandemia de COVID-19 - SBPT + ASBAI. 2021. Disponível em: <https://sbpt.org.br/portal/wp-content/uploads/2021/06/Tratamento-inalatorio-durante-a-pandemia-de-COVID-19-versao-30-05-2021-Revisado.pdf>. Acesso em 28 jan 2022
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  • Referente a: "Quando tomar a dose de reforço para COVID-19":

  • MINISTÉRIO DA SAÚDE. Anvisa faz recomendações sobre doses de reforço de vacinas contra Covid-19. Disponível em: <https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2021/anvisa-faz-recomendacoes-sobre-doses-de-reforco-de-vacinas-contra-covid-19>. Acesso em 15 dez 2021
  • SNS. Vacina COVID-19. Disponível em: <https://www.sns24.gov.pt/tema/doencas-infecciosas/covid-19/prevencao/vacina-covid-19/#sec-3>. Acesso em 15 dez 2021
Revisão médica:
Drª Sylvia Hinrichsen
Infectologista
Médica infectologista, doutorada em Medicina Tropical pela Universidade Federal de Pernambuco, em 1995. Cremepe: 6522

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