Tratamento para COVID-19 (casos leves ou graves)

agosto 2022
  1. COVID leve
  2. Quando ir ao hospital
  3. COVID grave
  4. COVID longa

O tratamento da infecção pelo coronavírus (COVID-19) varia de acordo com a intensidade dos sintomas. Nos casos mais leves, em que existem apenas sintomas ligeiros como febre acima de 38ºC, tosse intensa, perda do olfato e do paladar ou dor muscular, o tratamento pode ser feito em casa com repouso e uso de alguns medicamentos para aliviar os sintomas.

Já nos casos mais graves, em que existe dificuldade para respirar, sensação de falta de ar e dor no peito, o tratamento precisa ser feito em internamento no hospital, já que é necessário fazer uma avaliação mais constante, além de poder ser necessário administrar medicamentos diretamente na veia e/ou utilizar respiradores para facilitar a respiração.

Em média, o tempo que a pessoa demora até ser considerada curada é de 10 dias, mas pode variar desde 5 dias até várias semanas, dependendo da gravidade da infecção. Entenda melhor quando a pessoa é curada da COVID-19.

Tratamento para COVID-19 leve

Nos casos mais leves de COVID-19, em que a pessoa não apresenta sintomas ou apresenta sintomas pouco graves, como febre, cansaço, dor no corpo ou dor de cabeça, o tratamento pode ser feito em casa após a avaliação médica.

Normalmente o tratamento inclui ficar de repouso para ajudar o corpo a se recuperar, mas também é comum incluir o uso de alguns medicamentos prescritos pelo médico, como antipiréticos, analgésicos ou anti-inflamatórios, que ajudam a diminuir a febre, a dor de cabeça e o mal estar geral. Veja mais sobre os remédios utilizados para o coronavírus.

A Anvisa também aprovou o uso emergencial do Sotrovimabe para o tratamento de para o tratamento da COVID-19 leve em pessoas que não estejam fazendo uso de oxigenoterapia e que possuem risco de desenvolver uma infecção mais grave, devendo ser administrado pelo médico.

Cuidados durante o tratamento

Além do tratamento médico, durante a infecção COVID-19 é importante ter alguns cuidados que ajudam a manter o sistema imune fortalecido e outros que evitam a transmissão do vírus. Assim, de forma geral é recomendado:

  • Beber, pelo menos, 2 litros de água por dia, para otimizar o funcionamento do sistema imunológico e evitar uma possível desidratação;
  • Fazer uma alimentação saudável e natural, investindo na ingestão de alimentos ricos em proteína, como carne, peixe, ovos ou laticínios, assim como em frutas, legumes, cereais e tubérculos. Este tipo de alimentos ajuda a manter o corpo saudável e o sistema imune mais fortalecido;
  • Utilizar máscara bem ajustada ao rosto de modo a tapar o nariz e a boca e impedir que as gotículas de tosse ou espirros possam ser projetadas para o ar;
  • Manter o distanciamento social, uma vez que este permite diminuir o contato entre as pessoas. É importante evitar abraços, beijos e outros cumprimentos próximos. O ideal é que a pessoa infectada fique em isolamento no quarto ou em outro cômodo da casa.
  • Cobrir a boca ao tossir ou espirrar, utilizando um lenço descartável, que depois deverá ser jogado no lixo, ou a parte interna do cotovelo;
  • Evitar tocar no rosto ou na máscara com as mãos, e no caso de tocar é recomendado lavar as mãos logo a seguir;
  • Lavar as mãos com água e sabão regularmente durante, pelo menos, 20 segundos ou fazer a desinfecção das mãos com álcool gel 70% durante 20 segundos;
  • Desinfectar o celular com frequência, utilizando toalhetes com 70% álcool ou com um pano de microfibra umedecido em álcool 70%;
  • Evitar a partilha de objetos como talheres, copos, toalhas, lençóis, sabonetes ou outros objetos de higiene pessoal;
  • Limpar e arejar os cômodos da casa para permitir a circulação de ar;
  • Desinfetar as maçanetas das portas e todos os objetos compartilhados com outras pessoas, como por exemplo móveis, utilizando álcool 70% ou uma mistura de água com água sanitária;
  • Limpar e desinfectar o banheiro após ser utilizado, especialmente se for utilizado por outras pessoas;

Além disso, é importante colocar todo o lixo produzido numa sacola de plástico diferente, de forma a que sejam tomados os devidos cuidados quando for descartado. Confirma mais cuidados para evitar a transmissão da COVID-19.

Quando ir ao hospital

Nos casos de infecção leve, é recomendado voltar ao hospital se os sintomas piorarem, em caso de dor no peito, falta de ar ou se a febre ficar acima de 38ºC por mais de 48 horas, ou se não diminuir com o uso dos medicamentos indicados pelo médico.

O ideal é consultar um pneumologista ou um infectologista, mas também é possível se consultar com um clínico geral, que encaminhará para outra especialidade se necessário.

Tratamento para COVID-19 grave

Nos casos mais graves de COVID-19, em que se desenvolve uma pneumonia ou outras complicações sérias, é importante que o tratamento seja feito em internamento no hospital, para que a pessoa possa receber oxigênio, fazer medicação diretamente na veia e manter os sinais vitais avaliados com regularidade.

Para estes casos, a ANVISA aprovou o uso de diferentes medicamentos contra a COVID-19, que devem ser administrados no hospital, como o Rendesivir, Paxlovid, Sotrovimabe e Molnupiravir, principalmente quando há risco aumentado de complicações. Conheça mais sobre os remédios para COVID-19.

No caso de existir muita dificuldade para respirar ou caso a respiração comece a falhar, é possível que a pessoa seja transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), para que possam ser utilizados equipamentos específicos, como o respirador, e para que a pessoa possa ficar sob vigilância mais apertada.

Alimentação durante a COVID-19

Alguns cuidados com a alimentação podem ajudar na recuperação em casos leves e moderados da COVID-19. Para isso é recomendado manter uma alimentação saudável e balanceada, priorizando alimentos naturais, como frutas e vegetais frescos; cereais integrais, como macarrão e pão integral; proteínas magras, como tofu e peixe; gorduras saudáveis, como azeite e amendoim; e leguminosas, como feijão e lentilha. Veja outras dicas para manter uma alimentação saudável e balanceada.

Além disso, é recomendado também beber bastante líquidos, como água e chás naturais, que são importantes para o fortalecimento do sistema imunológico.

Apesar de não existir comprovação científica sobre o consumo de nutrientes específicos no combate à COVID-19, alguns alimentos com propriedades antioxidantes, imunomoduladoras e anti-inflamatórias, como cúrcuma, alho, castanha do Pará e iogurte, fortalecem a imunidade, podendo ajudar na recuperação da doença. Conheça outros alimentos que ajudam a fortalecer a imunidade.

O que fazer se os sintomas persistirem

Algumas pessoas que tiveram COVID-19 e que foram consideradas "curadas" podem continuar apresentando alguns sintomas como dor no corpo, cansaço, dor de cabeça e alterações no olfato ou paladar. Esses casos estão sendo descritos como sendo síndrome pós-COVID, ou COVID longa, e devem ser avaliados e acompanhados por um médico.

Entenda melhor o que é a síndrome pós-COVID e o que fazer para aliviar os sintomas.

A vacina da COVID-19 ajuda no tratamento?

O principal objetivo da vacina contra a COVID-19 é o de prevenir o aparecimento de casos de infecção grave. Por esse motivo, ela não é utilizada como forma de tratamento, já que deve ser aplicada antes de uma possível infecção para permitir que o corpo tenha anticorpos capazes de combater o vírus. Saiba mais sobre o funcionamento das vacinas contra a COVID-19.

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Atualizado por Karla S. Leal - Nutricionista, em agosto de 2022. Revisão médica por Dr.ª Clarisse Bezerra - Médica de Saúde Familiar, em janeiro de 2021.

Bibliografia

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Mostrar bibliografia completa
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  • OMS. WHO recommends follow-up care, low-dose anticoagulants for COVID-19 patients. Disponível em: <https://www.who.int/news-room/feature-stories/detail/who-recommends-follow-up-care-low-dose-anticoagulants-for-covid-19-patients>. Acesso em 27 jan 2021
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  • SNS24. COVID-19. Disponível em: <https://www.sns24.gov.pt/tema/doencas-infecciosas/covid-19/>. Acesso em 22 dez 2020
Revisão médica:
Dr.ª Clarisse Bezerra
Médica de Saúde Familiar
Formada em Medicina pelo Centro Universitário Christus e especialista em Saúde da Família pela Universidade Estácio de Sá. Registro CRM-CE nº 16976.

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