Quando tomar 3ª e 4ª dose da vacina da COVID-19?

Revisão clínica: Marcela Lemos
Biomédica
maio 2022
  1. 3ª dose
  2. 4ª dose
  3. Riscos

"Terceira dose" e "dose de reforço" são dois termos que têm sido utilizados para descrever uma nova dose da vacina contra a COVID-19. Embora possam parecer semelhantes, os dois termos têm significados diferentes:

  • Terceira dose: significa que para atingir o nível de proteção necessário, uma vacina precisa ser administrada em 3 doses iniciais iguais;
  • Dose de reforço: significa que, depois de receber todas as doses iniciais de uma vacina, a pessoa recebe outra dose diferente para reforçar a imunidade. Esta dose pode conter amostras das variantes mais recentes do vírus, servindo também como uma "atualização" da resposta imunitária.

Atualmente, as doses que estão sendo administradas além do plano de vacinação primário são "doses de reforço", já que são administradas para reforçar a imunidade conferida pelas doses iniciais. A única vacina que recebeu uma nova dose inicial foi a vacina da Janssen, no Brasil, que conta agora com 2 doses inicias mais 1 dose de reforço ("3ª dose").

Pessoas com elevado grau de imunossupressão e idosos com mais de 80 anos devem ainda receber uma "4ª dose", aplicada 4 meses após a primeira dose de reforço ("3ª dose").

Quando tomar a "3ª dose"

Insira os seus dados na nossa calculadora para saber a partir de qual data pode tomar a 3ª dose de reforço e qual a vacina que poderá tomar:

Erro
País onde tomou a vacina
Erro
Tipo da vacina que tomou
Erro
Tipo da vacina que tomou
Erro

No Brasil

A dose de reforço deve ser administrada com um intervalo mínimo de 4 meses após completar o esquema vacinal inicial [1]. No entanto, o plano de vacinação e indicação da vacina pode variar em alguns estados e, por isso, é importante estar atento às recomendações locais.

No caso de infecção recente com COVID-19, a recomendação é aguardar 4 semanas após o início dos sintomas ou 4 semanas após o primeiro resultado positivo, em caso de pessoas assintomáticas, para tomar a dose de reforço da vacina contra a COVID-19.

Em Portugal

A dose de reforço deve ser feita com um intervalo de, pelo menos, 6 meses após as doses iniciais ou após uma infecção por COVID-19 mais recente, devendo ser feita com a vacina da Pfizer ou da Moderna, independente da vacina administrada no plano de vacinação inicial.

Quando tomar a "4ª dose"?

No Brasil, adultos com elevado grau de imunossupressão e pessoas com mais de 80 anos devem receber uma 2ª dose de reforço (a "4ª dose"), administrada 4 meses após a "3ª dose", que deve ser preferencialmente da Pfizer. Em alguns estados, a 4ª dose poderá também ser administrada em outras idades.

Quando a dose de reforço começa a fazer efeito?

Um estudo realizado pela Pfizer [3] indicou que a proteção contra o coronavírus conferida pela sua vacina começa a ser eficaz a partir do 7º dia pós-vacinação. Um outro estudo feito no Reino Unido [4], com a vacina da Pfizer, também concluiu que os níveis de proteção são bastante elevados após 2 semanas da administração da dose de reforço.

Quais os riscos de uma nova dose

As informações sobre os riscos de uma nova dose da vacina contra a COVID-19 ainda são limitadas. No entanto, as reações à dose de reforço de mRNA ou adenovírus, que são a Pfizer e AstraZeneca respectivamente, são semelhantes às duas doses anteriores, sendo esperado que ocorram sintomas leves a moderados como cansaço excessivo ou dor no local da injeção. 

Além disso, outros efeitos colaterais comuns incluem vermelhidão ou inchaço ao redor da injeção, dor de cabeça, dor muscular, calafrios, febre ou náusea. Confira todos os efeitos colaterais das vacinas contra a COVID-19 e o que fazer para aliviar.  

O que fazer em caso de COVID-19

Se tem sintomas de COVID-19, esteve em contato com alguém que testou positivo ou tem um teste positivo, preencha os seus dados e saiba o que fazer:

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Atualizado por Manuel Reis - Enfermeiro, em maio de 2022. Revisão clínica por Marcela Lemos - Biomédica, em maio de 2022.

Bibliografia

  • MINISTÉRIO DA SAÚDE. Nota técnica Nº 20/2022-SECOVID/GAB/SECOVID/MS - Recomendação da segunda dose de reforço de vacinas contra a Covid-19 em pessoas com 80 anos ou mais.. 2022. Disponível em: <https://www.gov.br/saude/pt-br/coronavirus/vacinas/plano-nacional-de-operacionalizacao-da-vacina-contra-a-covid-19/notas-tecnicas/2022/nota-tecnica-20-2022.pdf/@@download/file/Nota%20Tecnica%2020.2022.pdf>. Acesso em 24 mar 2022
  • DGS. Vacinação com dose de reforço a partir dos 50 anos. Disponível em: <https://covid19.min-saude.pt/vacinacao-com-dose-de-reforco-a-partir-dos-50-anos/>. Acesso em 15 dez 2021
Mostrar bibliografia completa
  • PFIZER. Pfizer and BioNTech announce phase 3 trial data showing high efficacy of a booster dose of their COVID-19 vaccine. 2021. Disponível em: <https://www.pfizer.com/news/press-release/press-release-detail/pfizer-and-biontech-announce-phase-3-trial-data-showing>. Acesso em 14 dez 2021
  • BRITISH HEART FOUNDATION. Covid booster vaccines: what you need to know. Disponível em: <https://www.bhf.org.uk/informationsupport/heart-matters-magazine/news/coronavirus-and-your-health/covid-booster-vaccine>. Acesso em 14 dez 2021
  • MINISTÉRIO DA SAÚDE. Ministério da Saúde lança campanha “Mega Vacinação” para reforçar imunização dos brasileiros contra Covid-19. Disponível em: <https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2021-1/novembro/ministerio-da-saude-lanca-campanha-201cmega-vacinacao201d-para-reforcar-imunizacao-dos-brasileiros-contra-covid-19>. Acesso em 17 nov 2021
  • DGS. Norma nº 002/2021 - atualização 09/11/2021. 2021. Disponível em: <https://www.dgs.pt/normas-orientacoes-e-informacoes/normas-e-circulares-normativas/norma-n-0022021-de-30012021-pdf.aspx>. Acesso em 17 nov 2021
  • SISTEMA NACIONAL DE SAÚDE. Vacina COVID-19. Disponível em: <https://www.sns24.gov.pt/tema/doencas-infecciosas/covid-19/prevencao/vacina-covid-19/#sec-3>. Acesso em 29 out 2021
  • THE SLATE GROUP. What Are the Possible Side Effects of Vaccine Booster Shots?. 23 august 2021. Disponível em: <https://slate.com/technology/2021/08/booster-shots-vaccine-side-effects.html>. Acesso em 25 ago 2021
  • WHO - WORLDHEALTH ORGANIZATION. Interim statement on COVID-19 vaccine booster doses. 10 august 2021. Disponível em: <https://www.who.int/news/item/10-08-2021-interim-statement-on-covid-19-vaccine-booster-doses>. Acesso em 25 ago 2021
  • FLAXMAN, Amy; et al. Tolerability and Immunogenicity After a Late Second Dose or a Third Dose of ChAdOx1 nCoV-19 (AZD1222). The Lancet. Pre-print. 2021
  • ISRAEL - MINISTRY OF HEALTH. Third Dose of the COVID-19 Vaccine. 2021. Disponível em: <https://govextra.gov.il/ministry-of-health/covid19-vaccine/en-covid-19-vaccine-3rd-dose/>. Acesso em 25 ago 2021
  • NATURE. COVID vaccine boosters: the most important questions. 05 August 2021. Disponível em: <https://www.nature.com/articles/d41586-021-02158-6>. Acesso em 25 ago 2021
  • SUBSECRETARIA DE SAÚDE GERÊNCIA DE INFORMAÇÕES ESTRATÉGICAS EM SAÚDE CONECTA-SUS. TERCEIRA DOSE DA VACINA CONTRA A COVID-19: MINISTRAR OU NÃO?. 12 de agosto de 2021. Disponível em: <https://www.saude.go.gov.br/files//banner_coronavirus/protocolos-notas/S%C3%ADnteses%20de%20Evid%C3%AAncias/2021/Vacinas%20-%20Terceira%20dose.pdf>. Acesso em 25 ago 2021
  • MINISTÉRIO DA SAÚDE BRASIL. Ministério da Saúde inicia estudo inédito para avaliar necessidade de terceira dose para quem tomou Coronavac. 28 de julho de 2021. Disponível em: <https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/ministerio-da-saude-inicia-estudo-inedito-para-avaliar-necessidade-de-terceira-dose-para-quem-tomou-coronavac>. Acesso em 25 ago 2021
  • Referente a: "Quando tomar a dose de reforço para COVID-19":

  • MINISTÉRIO DA SAÚDE. Anvisa faz recomendações sobre doses de reforço de vacinas contra Covid-19. Disponível em: <https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2021/anvisa-faz-recomendacoes-sobre-doses-de-reforco-de-vacinas-contra-covid-19>. Acesso em 15 dez 2021
  • SNS. Vacina COVID-19. Disponível em: <https://www.sns24.gov.pt/tema/doencas-infecciosas/covid-19/prevencao/vacina-covid-19/#sec-3>. Acesso em 15 dez 2021
Revisão clínica:
Marcela Lemos
Biomédica
Mestre em Microbiologia Aplicada, com habilitação em Análises Clínicas e formada pela UFPE em 2017 com registro profissional no CRBM/ PE 08598.

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