Coluna vertebral, também chamada de espinha dorsal, é uma estrutura que vai da base do crânio até a região da pelve, composta por ossos, articulações, discos intervertebrais, músculos e ligamentos.
A coluna vertebral funciona como o eixo central do corpo, sustentando a cabeça e o tronco, mantendo a postura e protegendo a medula espinhal, que é responsável por transmitir os sinais entre o cérebro e o restante do corpo.
Além de sustentar o corpo, a coluna apresenta curvaturas naturais, como lordose e cifose, que ajudam a absorver impactos. Alterações nessas curvas, como escoliose, hipercifose ou hiperlordose, podem prejudicar a postura, limitar os movimentos e causar dor.
Anatomia da coluna vertebral
A anatomia da coluna vertebral é composta por:
1. Ossos da coluna vertebral
A coluna vertebral é formada por ossos chamados vértebras, que são dispostos uns sobre os outros para formar uma estrutura forte e ao mesmo tempo flexível.
Em geral, cada vértebra possui um corpo vertebral, que suporta o peso, e um arco vertebral, que, juntamente com o corpo, forma uma abertura por onde passa a medula espinhal. Do arco saem projeções que ligam as vértebras e sustentam músculos e ligamentos.
Embora muitas vértebras tenham formato semelhante, elas apresentam diferenças de acordo com a região da coluna.
As vértebras cervicais são pequenas e permitem os movimentos do pescoço e da cabeça. Nessa região, destacam-se o atlas, que sustenta o crânio, e o áxis, que possibilita a rotação da cabeça.
As vértebras torácicas se conectam às costelas e fornecem estabilidade ao tronco, enquanto as vértebras lombares são maiores e mais fortes, pois suportam a maior parte do peso do corpo.
Além disso, na extremidade da coluna estão o sacro, que liga a coluna à pelve, e o cóccix, localizado na parte inferior.
2. Articulações
As articulações da coluna vertebral conectam as vértebras entre si e a outras estruturas, permitindo movimentos do pescoço e das costas, como flexão, extensão e rotação, sem perder estabilidade.
Localizam-se ao longo de toda a coluna vertebral, do pescoço à pélvis, e são essenciais para absorver impactos, proteger a medula espinhal e facilitar a distribuição do peso durante atividades como caminhar, correr e levantar objetos.
No pescoço, articulações especiais ligam a cabeça à coluna, possibilitando inclinar e girar a cabeça. Na região torácica, a coluna se articula com as costelas, permitindo a respiração e protegendo os órgãos internos.
Já na parte inferior, a coluna se une à pelve, oferecendo estabilidade e transmitindo o peso do corpo para as pernas.
3. Ligamentos
Os ligamentos são faixas resistentes que conectam os ossos da coluna vertebral, mantendo-a estável e permitindo movimentos seguros. Funcionando como cordas de proteção, evitando deslocamentos e lesões.
Assim, a coluna pode dobrar, girar e inclinar-se sem danos, mantendo os ossos no lugar, protegendo a medula espinhal e sustentando a cabeça.
4. Músculos
Os músculos da coluna vertebral são projetados para trabalhar o dia todo sem se cansar, graças às suas fibras fortes, que mantêm a postura constante, permite o movimento e distribui o peso do corpo com segurança.
Alguns desses músculos estão localizados perto da superfície das costas e ajudam a mover os braços e a respirar, enquanto outros, mais profundamente, permitem inclinar, girar e apoiar o corpo com segurança, sem risco de lesão.
Dentre os músculos profundos, os mais importantes são o multífido e os eretores da coluna, que sustentam as costas, mantêm suas curvaturas naturais e protegem a medula espinhal.
Na parte superior do pescoço, os músculos suboccipitais conectam a base do crânio à primeira vértebra, facilitando o movimento da cabeça e protegendo estruturas importantes, como artérias e nervos.
5. Discos intervertebrais
Os discos intervertebrais são amortecedores localizados entre os ossos da coluna vertebral que permitem que as costas se movam, dobrem e torçam sem sofrer lesões, além de absorverem o peso do corpo.
Cada disco intervertebral possui um núcleo macio no centro que funciona como um gel amortecedor e um anel rígido ao redor que o mantém no lugar e o fixa aos ossos.
Juntamente com os ligamentos, os discos mantêm a coluna vertebral estável e protegem a medula espinhal.
Raio X panorâmico da coluna vertebral
O raio X panorâmico da coluna vertebral é uma radiografia ampla que permite observar toda a coluna em uma única imagem.
Esse exame mostra as vértebras, as curvaturas naturais e possíveis alterações, como fraturas, escoliose, cifose ou problemas degenerativos, sendo útil para ajudar a planejar tratamentos, acompanhar a evolução de doenças ou identificar deformidades.
Leia também: Raio X panorâmico: o que é, para que serve e como é feito tuasaude.com/ortopantomografiaEmbora seja excelente para analisar os ossos, ele não detalha músculos, ligamentos ou medula espinhal, que podem precisar de exames complementares, como ressonância magnética.
Divisão da coluna vertebral
A coluna vertebral é dividida em cinco regiões:
- Coluna cervical, localizada no pescoço, formada por 7 vértebras que sustentam a cabeça e permitem seus movimentos;
- Coluna torácica, na região do meio das costas, composta por 12 vértebras que se articulam com as costelas;
- Coluna lombar, na parte inferior das costas, formada por 5 vértebras grandes e robustas que suportam a maior parte do peso do corpo;
- Sacro, um osso triangular resultante da fusão de 5 vértebras, que conecta a coluna à pelve;
- Cóccix, formado pela união de 4 pequenas vértebras, localizado na extremidade inferior da coluna.
Em conjunto, essas regiões permitem que a coluna vertebral sustente o corpo, proteja a medula espinhal e possibilite os movimentos do tronco e da cabeça.
Quantas vértebras tem a coluna vertebral?
A coluna vertebral é formada por 33 vértebras, sendo 7 cervicais, 12 torácicas e 5 lombares, que são móveis, permitindo os movimentos da cabeça e do tronco.
Já as vértebras da parte inferior se fundem, formando o sacro, com 5 vértebras unidas, e o cóccix, com 4 vértebras fundidas, que permanecem imóveis.
Curvaturas da coluna vertebral
A coluna vertebral apresenta curvaturas naturais que ajudam a manter o equilíbrio, absorver impactos e distribuir o peso do corpo de forma eficiente.
Essas curvaturas são visíveis de lado e dividem-se em quatro regiões principais, a cervical e a lombar, que possuem curvatura para dentro, chamadas de lordose, e a torácica e a sacral, que apresentam curvatura para fora, chamadas de cifose. Entenda o que é cifose.
Alterações da coluna vertebral
As principais alterações da coluna vertebral incluem:
1. Alterações degenerativas
As alterações degenerativas da coluna vertebral são mudanças naturais que ocorrem com o envelhecimento, desgaste ou sobrecarga ao longo do tempo.
Essas alterações podem afetar os discos intervertebrais, articulações e vértebras, levando a condições como hérnia de disco, artrose e redução da altura dos discos. Conheça os tipos de hérnia de disco.
Leia também: Artrose: o que é, sintomas, causas, tipos e tratamento tuasaude.com/artroseEsses processos podem causar dor, rigidez, limitação dos movimentos e, em alguns casos, compressão dos nervos, afetando a mobilidade e a qualidade de vida.
2. Alterações na curvatura
As curvaturas naturais da coluna vertebral podem se tornar exageradas por fatores como envelhecimento, má postura, obesidade ou doenças como a osteoporose, levando a hipercifose e hiperlordose, que afetam a postura, limitam os movimentos e provocam dor.
Leia também: Hiperlordose: o que é, sintomas e tratamento (com exercícios) tuasaude.com/lordose-lombarAlém disso, as curvaturas da coluna vertebral podem se desviar lateralmente, formando a escoliose, uma condição em que a coluna se curva para os lados em forma de “C” ou “S”.
3. Alterações inflamatórias
As alterações inflamatórias da coluna vertebral ocorrem quando vértebras, articulações ou ligamentos sofrem inflamação, geralmente por reações imunológicas ou doenças específicas, como na espondilite anquilosante, artrite reumatoide e outras espondiloartrites.
Leia também: Espondilite anquilosante: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/espondiloartrose-anquilosanteEssas alterações podem afetar a postura, reduzir a mobilidade da coluna e, em casos mais graves, comprometer a função das articulações. Veja os sintomas da artrite reumatoide.
4. Anomalias congênitas
As anomalias congênitas da coluna vertebral são alterações presentes desde o nascimento, resultantes de problemas no desenvolvimento das vértebras ou da medula espinhal durante a gestação.
Entre os exemplos mais comuns estão a espinha bífida, em que algumas vértebras não se fecham totalmente, e a hemivértebra, em que uma vértebra se forma de maneira incompleta, causando curvaturas anormais.
Leia também: Espinha bífida: o que, sintomas, causas, tratamento e prevenção tuasaude.com/espinha-bifida5. Alterações na musculatura dorsal
As alterações na musculatura dorsal envolvem fraqueza, encurtamento ou desequilíbrios nos músculos que sustentam a coluna vertebral, podendo incluir alterações estruturais como mioesteatose, fibrose e atrofia muscular. Saiba o que é e o que causa a atrofia muscular.
As alterações podem surgir por má postura, sedentarismo, esforços repetitivos ou doenças musculoesqueléticas, levando a dor nas costas, dificuldade para manter a postura e limitação dos movimentos do tronco.
Dor no meio das costas
A dor no meio das costas, ou dor torácica, é bastante comum e pode variar de leve a intensa. Seus sintomas incluem sensação de queimação, pressão ou rigidez, e, em alguns casos, a dor pode irradiar para os ombros e braços.
Condições como hérnias de disco, osteoartrite, pequenas fraturas, além de má postura e problemas digestivos, podem contribuir para a dor no meio das costas. Conheça as principais causas de dor no meio das costas e o que fazer.
O tratamento depende da causa e pode incluir exercícios de fortalecimento e alongamento, correção postural, fisioterapia, uso de analgésicos ou anti-inflamatórios.
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