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Pneumonia bilateral: o que é, sintomas e como tratar

Julho 2020

A pneumonia bilateral é uma situação em que há a infecção e inflamação dos dois pulmões por microrganismos e, por isso, é considerada mais grave que a pneumonia comum, isso porque está associada à diminuição da capacidade respiratória. Como consequência disso, há diminuição da quantidade de oxigênio circulante no organismo, incluindo no cérebro, o que pode levar a alteração no nível de consciência da pessoa.

Esse tipo de pneumonia é mais frequente em pessoas com sistema imune enfraquecido, como bebês, pessoas mais velhas ou que possuem doenças crônicas que possam interferir no funcionamento do sistema imunológico.

As causas da pneumonia bilateral são as mesmas que a da pneumonia comum, podendo ser causada por vírus, bactérias ou fungos, no entanto como os sintomas mais são graves, o tratamento é normalmente feito em ambiente hospitalar para que a pessoa seja monitorada e receba oxigênio, sendo então possível diminuir o risco de complicações como infecção generalizada, parada respiratória ou derrame pleural, por exemplo.

Pneumonia bilateral: o que é, sintomas e como tratar

Principais sintomas

Os sintomas da pneumonia bilateral estão relacionados principalmente com a capacidade respiratória da pessoa, que pode ficar bastante comprometida, já que os dois pulmões são comprometidos. Os principais sintomas da pneumonia bilateral são:

  • Febre superior a 38ºC;
  • Tosse com muito catarro;
  • Grande dificuldade para respirar;
  • Aumento da frequência respiratória;
  • Cansaço fácil e intenso.

Quando a pessoa apresenta outros sintomas relacionados com a falta de oxigênio, como lábios ligeiramente azulados ou alteração dos níveis de consciência, é muito importante informar ao pneumologista para que o tratamento possa ser feito o mais breve possível, principalmente com o uso de máscaras de oxigênio. Saiba reconhecer os sintomas da pneumonia.

Como é feito o tratamento

O tratamento para pneumonia bilateral deve ser orientado pelo pneumologista, sendo definido por meio de um sistema que classifica os pacientes de acordo com os sintomas descritos e resultado dos exames. Os pacientes classificados como de baixo risco normalmente são tratados em casa com uso de antibióticos, como o Levofloxacino ou a Claritromicina, por exemplo, sendo o tempo de uso definido pelo médico.

Além disso, é importante que a pessoa permaneça em repouso durante o tratamento, beba bastante líquidos, faça nebulização com água potável e evite espaços públicos ou com muita poluição, além de utilizar máscaras de proteção sempre que necessário.

No caso de pacientes classificados como graves, principalmente quando o paciente é idoso ou apresenta comprometimento da função renal, da pressão arterial e muita dificuldade para realizar trocas gasosas, o tratamento é feito em ambiente hospitalar. O tratamento no hospital normalmente dura entre 1 e 2 semanas, podendo variar de acordo com a resposta do paciente à terapia, e normalmente é feito a partir da administração de oxigênio e antibiótico. Após a alta, o tratamento com antibiótico deve ser continuado por pelo menos 1 semana ou de acordo com a recomendação do pneumologista.

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