Pneumonia bilateral é a pneumonia que afeta os dois pulmões, diminuindo a capacidade respiratória e levando ao surgimento de sintomas, como tosse com muito catarro, febre e dificuldade para respirar.
Esse tipo de pneumonia pode ser causada por vírus, bactérias ou fungos, e é mais frequente em pessoas com sistema imune enfraquecido, como bebês ou idosos, ou com doenças crônicas, como DPOC e bronquiectasias.
Leia também: Pneumonia: o que é, sintomas, tipos, causas e tratamento tuasaude.com/pneumoniaO tratamento da pneumonia bilateral, também conhecida como pneumonia dupla, pode ser feito por meio da internação hospitalar, do suporte respiratório e do uso de antibióticos, antivirais ou antifúngicos, conforme a causa desta doença.
Sintomas da pneumonia bilateral
Os sintomas da pneumonia bilateral são:
- Tosse com muito catarro;
- Febre superior a 38ºC;
- Dor no peito ao respirar ou tossir;
- Muita dificuldade para respirar;
- Aumento da frequência respiratória;
- Cansaço fácil e intenso;
- Perda do apetite.
Além disso, outros sintomas são coloração azulada ou arroxeada das unhas ou lábios, alteração dos níveis de consciência ou confusão mental, devido à falta de oxigênio. Saiba identificar todos os sintomas de pneumonia.
É importante procurar o pronto-socorro imediatamente, sempre que surjam sintomas sugestivos de pneumonia bilateral, para iniciar o tratamento rapidamente e evitar complicações.
Veja com a biomédica microbiologista Marcela Lemos como reconhecer os sintomas da pneumonia bilateral:
PNEUMONIA: os sintomas que você tem que conhecer
08:37 | 132.527 visualizaçõesPneumonia bilateral é grave?
A pneumonia bilateral é grave, pois provoca uma inflamação nos alvéolos pulmonares, que podem se encher de líquido ou pus, diminuindo a capacidade respiratória.
Como consequência, existe a diminuição da quantidade de oxigênio circulante no organismo, incluindo no cérebro, podendo levar a uma alteração no nível de consciência da pessoa.
Diferença entre a pneumonia bilateral e a unilateral
A pneumonia unilateral afeta apenas um pulmão, sugerindo um quadro de saúde que pode ser menos grave.
Já a pneumonia bilateral afeta os dois pulmões ao mesmo tempo, sendo mais extensa e indicando uma situação de saúde que pode ser mais grave. Isso porque, geralmente, na pneumonia bilateral a infecção viral, fúngica ou bacteriana inicial provoca uma forte resposta inflamatória que se espalha para os dois pulmões.
Como confirmar o diagnóstico
O diagnóstico da pneumonia bilateral é feito pelo clínico geral ou pneumologista, através da avaliação dos sintomas, histórico de saúde e do exame físico da pessoa.
Para confirmar o diagnóstico, o médico pode realizar o exame de oximetria ou gasometria, para verificar os níveis de oxigênio no sangue, e solicitar exames como raio X tórax ou tomografia computadorizada. Entenda como é feita a gasometria.
Outros exames que podem ser solicitados são exames de sangue, teste do escarro, broncoscopia e cultura do líquido pleural, para identificar a infecção e o microrganismo que está causando a pneumonia bilateral.
Leia também: Exame de escarro: o que é, para que serve e como é feito tuasaude.com/exame-de-escarroPossíveis causas
A pneumonia bilateral é causada por uma inflamação nos dois pulmões devido a infecção provocada por vírus, bactérias ou fungos.
Esses microrganismos podem ser transmitidos de uma pessoa para outra através das gotículas respiratórias que são liberadas quando a pessoa doente tosse, espirra ou fala, por exemplo, associados a condições da pessoa saudável que predispõe a ocorrência de infecções de maior gravidade como a pneumonia bilateral.
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Alguns fatores aumentam o risco de pneumonia nos dois pulmões, como:
- Idade, sendo mais comum em crianças com menos de 2 anos e idosos;
- Desnutrição;
- Hábito de fumar ou fumo passivo;
- Doenças crônicas, como diabetes, anemia ou doenças cardíacas;
- Asma, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), fibrose cística ou bronquiectasias;
- Internação hospitalar, principalmente em pessoas em uso de respiradores artificiais;
- Uso de remédios que reduzem o sistema imunológico, como corticoide em dose alta e outros imunossupressores.
Condições neurológicas que causam dificuldade de engolir, como AVC, ou o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, também aumentam o risco de pneumonia bilateral, devido ao risco de broncoaspiração.
Leia também: Pneumonia no bebê: sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/sintomas-de-pneumonia-infantilComo é feito o tratamento
O tratamento para pneumonia bilateral varia conforme a causa e a gravidade desta condição.
1. Internamento hospitalar
O internamento hospitalar pode ser indicado pelo médico para pessoas com alto risco de complicações, como idosos ou imunossuprimidos.
Além disso, a internação também é recomendada em casos graves, quando a pessoa tem grande dificuldade para respirar, baixa oxigenação no corpo, pressão baixa, comprometimento da função renal ou confusão mental.
Nesses casos, a pessoa é monitorada constantemente, além de receber oxigênio através de cateter nasal ou máscara para melhorar os níveis de oxigênio no sangue, além de soro e antibióticos diretamente na veia.
Leia também: Oxigenoterapia: o que é, tipos, para que serve e cuidados tuasaude.com/oxigenoterapiaApós a alta, o tratamento com antibiótico deve ser continuado de acordo com a recomendação do médico.
2. Remédios
Os remédios para pneumonia bilateral variam de acordo com sua causa, sendo os principais:
- Antibióticos, como penicilinas e fluoroquinolonas, para pneumonia bacteriana;
- Antivirais, como oseltamivir, ribavirina e aciclovir, em alguns casos graves de pneumonia causada por vírus influenza ou COVID-19;
- Antifúngicos, como trimetoprima/sulfametoxazol, para pneumonia causada por fungos.
Além disso, o médico deve recomendar o uso de analgésicos ou anti-inflamatórios, como paracetamol ou ibuprofeno, para baixar a febre e aliviar a dor.
Leia também: 8 antibióticos para pneumonia (e outros tratamentos) tuasaude.com/tratamento-da-pneumonia-bacteriana3. Autocuidados
Os autocuidados para pneumonia bilateral são:
- Repousar durante o tratamento;
- Não fumar e manter afastamento de qualquer fumaça de cigarro, de lenha, etc;
- Beber bastantes líquidos, como água, água de coco e chás, para ajudar a dissolver e soltar o catarro dos pulmões;
- Fazer nebulização com soro, conforme orientação do médico;
- Evitar espaços públicos ou com muita poluição;
- Utilizar máscaras de proteção sempre que necessário.
Além disso, é recomendado também manter uma alimentação balanceada e variada, que ajuda a regular o sistema imunológico contra a infecção.
Leia também: Alimentos para curar pneumonia: o que comer e cardápio tuasaude.com/o-que-comer-para-pneumoniaPneumonia bilateral tem cura?
A pneumonia bilateral tem cura e está relacionada com o tipo de microrganismo que causa essa infecção.
Entretanto, é fundamental tomar toda a medicação prescrita pelo médico até o final, mesmo que a pessoa se sinta melhor em poucos dias. Isso porque interromper o tratamento precocemente pode fazer com que a infecção retorne e deixa as bactérias mais resistentes.
Leia também: Pneumonia viral: o que é, sintomas, tratamento e prevenção tuasaude.com/pneumonia-viralQuanto tempo para curar pneumonia bilateral?
O tempo para curar a pneumonia bilateral varia de acordo com a gravidade da infecção, a idade e o estado geral de saúde da pessoa.
Algumas pessoas podem se sentir melhor em uma semana. Já outras pessoas, podem precisar de 1 mês ou mais para ter a cura dessa doença.
Possíveis complicações
A pneumonia bilateral pode causar complicações como:
- Insuficiência respiratória;
- Síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA);
- Derrame pleural;
- Empiema;
- Abscessos pulmonares;
- Bacteremia, infecção generalizada ou sepse;
- Meningite;
- Problemas cardíacos;
- Insuficiência renal.
As complicações da pneumonia bilateral são mais comuns de surgir quando o tratamento não é iniciado rapidamente ou se a pessoa possui fatores de risco.
Por isso, é importante procurar o pronto-socorro sempre que surgirem sintomas de pneumonia bilateral, para iniciar o tratamento rapidamente e evitar complicações que podem colocar a vida em risco.