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PEP (Profilaxia Pós-Exposição): o que é, para que serve e quando tomar

Revisão médica: Drª Sylvia Hinrichsen
Infectologista
dezembro 2022

A PEP HIV ou Profilaxia Pós-Exposição ao vírus HIV é um tratamento que ajuda a prevenir a multiplicação do vírus HIV e o surgimento da infecção após um comportamento de risco, como relação sexual sem camisinha (preservativo), além de também ser indicado nos casos de violência sexual e acidentes com materiais perfurocortantes, em alguns casos.

A PEP corresponde a uma combinação de medicamentos antirretrovirais capaz de inibir a multiplicação do vírus e a sua entrada nas células, devendo ser usado apenas com orientação médica. O tratamento tem a duração de 28 dias e é disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O uso da PEP é indicado apenas em situações específicas, não devendo ser usado como rotina para evitar a infecção de HIV após situações de risco. Isso porque ainda não se conhecem os efeitos relacionados com o uso contínuo e regular da combinação desses medicamentos em pessoas negativas para o HIV. Por isso, é importante que a camisinha seja utilizada em todas as relações sexuais.

Imagem ilustrativa número 1

Para que serve

A PEP serve para prevenir a multiplicação do vírus HIV no organismo, sua entrada nas células e desenvolvimento da AIDS. No entanto, para que isso seja possível, é fundamental que a PEP seja iniciada em até 72 horas após a suposta exposição ao vírus, de preferência nas duas primeiras horas.

Como funciona o PEP HIV

A PEP HIV consiste na combinação de três medicamentos antirretrovirais, Tenofovir (TDF), Lamivudina (3TC) e Dolutegravir (DTG), que atuam prevenindo a entrada do vírus HIV nas células e a sua multiplicação e espalhamento pelo organismo, evitando o desenvolvimento da AIDS. No entanto, para que funcione, é preciso que o PEP seja feito durante 28 dias ou de acordo com a orientação do médico.

É importante que o tratamento seja feito até o fim, pois caso tenha havido de fato exposição do HIV, é possível garantir a neutralização de todas as partículas virais e, assim, evitar o desenvolvimento da doença. Durante a realização do PEP é ainda importante que a pessoa seja devidamente acompanhada pela equipe de saúde para verificar a eficácia do tratamento e a ocorrência de efeitos adversos, sendo também indicada a realização de testagem periódica para HIV.

Quando tomar

O uso da PEP é indicado nos casos em que houve um comportamento de risco, ou seja, relação sexual sem camisinha ou acidentes com agulhas ou outros materiais perfurocortantes, sendo isso mais comum em profissionais de saúde que trabalham diretamente com amostras de sangue.

Além disso, essa combinação de medicamentos é também indicada em casos de violência sexual e nos casos em que, apesar da relação sexual ter acontecido com preservativo, houve rompimento ou retirada.

Diferença entre PEP e PrEP

Tanto a PEP quanto a PrEP são um conjunto de medicamentos antirretrovirais que atuam impedindo a multiplicação do vírus e o desenvolvimento da doença, no entanto a PEP é usada após a exposição ao vírus, enquanto que a PrEP é indicada antes da exposição. Conheça mais sobre a PrEP.

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Atualizado por Marcela Lemos - Biomédica, em dezembro de 2022. Revisão médica por Drª Sylvia Hinrichsen - Infectologista, em janeiro de 2022.

Bibliografia

  • MINISTÉRIO DA SAÚDE. PEP (Profilaxia Pós-Exposição ao HIV). Disponível em: <http://www.aids.gov.br/pt-br/pep-profilaxia-pos-exposicao-ao-hiv-0>. Acesso em 27 dez 2021
  • GRUPO DE INCENTIVO À VIDA. O que é a PEP?. Disponível em: <http://www.giv.org.br/HIV-e-AIDS/PEP-Profilaxia-P%C3%B3s-Exposi%C3%A7%C3%A3o/index.html>. Acesso em 27 dez 2021
Mostrar bibliografia completa
  • MINISTÉRIO DA SAÚDE. Protocolo clínico e diretrizes terapêuticas para Profilaxia Pós-Exposição PEP de risco à infecção pelo HIV, IST e hepatites virais. 2021. Disponível em: <http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2021/protocolo-clinico-e-diretrizes-terapeuticas-para-profilaxia-pos-exposicao-pep-de-risco>. Acesso em 27 dez 2021
Revisão médica:
Drª Sylvia Hinrichsen
Infectologista
Médica infectologista, doutorada em Medicina Tropical pela Universidade Federal de Pernambuco, em 1995. Cremepe: 6522