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O que pode causar feridas na vagina (e como identificar)

Outubro 2020

As feridas na vagina ou na vulva podem surgir por diversas causas, podendo principalmente acontecer devido ao atrito durante a relação sexual, alergia a roupas ou absorventes íntimos ou ser consequência de uma depilação feita sem muitos cuidados. No entanto, essas feridas também podem ser indicativas de infecções sexualmente transmissíveis, como herpes genital e sífilis, por exemplo, havendo o aparecimento de outros sintomas além das feridas.

Assim, quando as feridas na vagina ou na vulva não desaparecem ao longo do tempo ou são acompanhadas de outros sintomas como coceira, dor, corrimento ou sangramento, é importante consultar o ginecologista para que sejam feitos exames mais específicos que indiquem a causa da ferida, sendo então iniciado o tratamento mais adequado.

O que pode causar feridas na vagina (e como identificar)

As principais causas de ferida na vagina incluem:

1. Lesões e alergias

A ferida na vagina ou na região da vulva pode surgir pelo uso de roupas íntimas apertadas e que causam atrito, atrito durante a relação sexual ou lesão durante a depilação íntima. Além disso a alergia ao material da calcinha ou ao absorvente íntimo também pode levar ao aparecimento de feridas, já que um dos sintomas relacionados com a alergia é a coceira na região genital, o que favorece o aparecimento de feridas. Conheça outras causas de coceira na vagina e o que fazer.

O que fazer: nesses casos a ferida normalmente cicatriza sozinha após alguns dias, no entanto, para favorecer a cicatrização é importante dar preferência ao uso de roupas confortáveis e calcinha de algodão, além de evitar depilação e relação sexual enquanto estiver com a ferida. Caso não seja observada melhora após alguns dias, é recomendado consultar o ginecologista para que seja verificada a necessidade de utilizar pomadas que facilitem a cicatrização.

2. Infecções sexualmente transmissíveis

As infecções sexualmente transmissíveis são importantes causas de ferida na vagina, e as mais comuns incluem:

  • Herpes genital: é uma infecção causada pelo vírus Herpes simplex, e é adquirida pelo contato com as bolhas ou úlceras do parceiro ou parceira. Provoca o surgimento de vermelhidão e pequenas bolhas que causam dor, ardência ou coceira. Saiba mais sobre os sintomas de herpes genital e o que fazer;
  • Sífilis: é causada pela bactéria Treponema pallidum que na maioria das vezes é transmitida através do contato íntimo sem uso de preservativo. Geralmente, o estágio inicial surge após 3 semanas da contaminação, como uma úlcera única e indolor. Caso não seja tratada, a sífilis pode evoluir para estágios e se tornar muito grave. Entenda mais detalhes desta perigosa infecção;
  • Cancro mole: também conhecida como cancroide, é uma infecção causada pela bactéria Haemophilus ducreyi, que provoca úlceras múltiplas, dolorosas e com secreção purulenta ou sanguinolenta. Saiba mais sobre como identificar e tratar o cancro mole;
  • Linfogranuloma venéreo: é uma infecção rara, causada pela bactéria Chlamydia trachomatis, e costuma provocar pequenos caroços que se transformam em feridas dolorosas, profundas e acompanhada de ínguas. Entenda melhor sobre os sintomas e o tratamento desta infecção;
  • Donovanose: também conhecida como granuloma inguinal, é causada pela bactéria Klebsiella granulomatis, e provoca lesões iniciais que são nódulos subcutâneos ou pequenos caroços que evoluem para úlceras não dolorosas, que crescem aos poucos e pode provocar grandes danos à região genital. Confira mais detalhes sobre o que é e como tratar a donovanose.

No caso das feridas na vagina ou na vulva causadas por uma infecção sexualmente transmissível, é comum que essas feridas não desapareçam com o tempo, além de também ser comum que sejam acompanhadas por outros sintomas como corrimento, sangramento e dor durante a relação sexual, por exemplo.

É importante lembrar que a presença de infecções genitais representa um risco para a infecção pelo HIV, além de serem portas de entrada para a infecção pelo vírus e outros microrganismos, por isso, devem ser prevenidas como uso de preservativos e devidamente tratadas, com o ginecologista ou infectologista.

O que fazer: Nesses casos, é importante consultar o ginecologista para que sejam feitos exames para identificar a infecção relacionada com o aparecimento da ferida, pois assim é possível iniciar o tratamento mais adequado, que pode ser feito com antibióticos ou antivirais. É importante também que o parceiro sexual da pessoa seja também tratado, mesmo que não apresente sinais ou sintomas da doença.

O que pode causar feridas na vagina (e como identificar)

3. Doenças auto-imunes

Algumas doenças auto-imunes podem também provocar feridas na região genital, como doença de Behçet, doença de Reiter, líquen plano, eritema multiforme, aftose complexa, pênfigos, penfigoides, dermatite herpetiforme de Duhring-Brocq ou dermatite por IgA linear, por exemplo. Estas doenças costumam ser mais raras, podendo surgir em mulheres jovens, adultas ou idosas, e podem se manifestar com úlceras também na região oral, anal, dentre outras.

As feridas causadas por doenças auto-imunes também podem vir acompanhadas de outros sintomas sistêmicos, como febre, fraqueza, perda de peso ou comprometimentos de outros órgãos, como rins e circulação sanguínea, por isso, podem ser preocupantes e devem ser investigadas e tratadas pelo reumatologista ou dermatologista.

O que fazer: caso a mulher tenha alguma doença auto imune, ou possua histórico de doença auto imune na família, é indicado comunicar ao ginecologista assim que a ferida for percebida, para que possa ser feita a medicação para regular a imunidade, como corticóides ou imunossupressores e pomadas próprias para ajudar a cicatrizar a ferida. Além disso, como as doenças auto-imunes podem levar a reações de hipersensibilidade, é recomendado evitar o uso de produtos alérgenos, como cosméticos, assim como as comidas muito condimentadas, que possuam cor e cheiro forte, por exemplo.

4. Câncer

O câncer é uma causa rara de feridas na vagina que, geralmente, provoca coceira, mau cheiro e secreção, e é mais comum em mulheres idosas. A chance de uma ferida na vagina se tornar câncer é maior quando ela é causada pelo vírus HPV. Confira mais detalhes sobre como identificar o câncer na vagina.

O que fazer: caso a mulher saiba que possui HPV, logo que for possível notar a ferida com secreção, é indicado que procure um ginecologista, para que possa ser feito uma biópsia e, se confirmado, iniciar o tratamento para câncer de vagina, que normalmente envolve a retirada do local afetado por cirurgia, além de completar o tratamento com a radioterapia, quimioterapia e checagem de linfonodos próximos. 

Bibliografia >

  • INTERNATIONAL JOURNAL OF GYNECOLOGICAL CÂNCER,. Oncology Guidelines for the Management of Patients With Vulvar Câncer.. 2017. Disponível em: <http://www.esgo.org/media/2019/01/ESGO_Vulvar-Cancer_A4PT.pdf>. Acesso em 08 Out 2020
  • FEDERAÇÃO BRASILEIRA DAS ASSOCIAÇÕES DE GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA . Manual de Orientação Ginecologia Oncológica. 2010. Disponível em: <https://www.febrasgo.org.br/images/arquivos/manuais/Manuais_Novos/Manual_Ginecologia_Oncologica.pdf>. Acesso em 08 Out 2020
  • MINISTÉRIO DA SAÚDE. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT). 2015. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolo_clinico_diretrizes_terapeutica_atencao_integral_pessoas_infeccoes_sexualmente_transmissiveis.pdf>. Acesso em 08 Out 2020
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