Principais tratamentos para cancro mole

outubro 2022

O tratamento do cancro mole normalmente é feito com o uso de antibióticos, como a azitromicina ou a ceftriaxona, receitados pelo ginecologista, no caso de mulheres ou urologista no caso de homens, para combater a infecção.

O cancro mole, também chamado de cancróide, é uma infecção sexualmente transmissível causada pela bactéria Haemophilus ducreyi, que leva ao surgimento de sintomas, como feridas na região genital, íngua na virilha, além de corrimento e dor ao urinar, por exemplo. Saiba identificar todos os sintomas do cancro mole.

Além dos antibióticos receitados pelo médico, algumas medidas para acelerar o tratamento podem ser recomendadas, como a realização da higiene na região íntima e evitar o contato íntimo, de forma a evitar uma reinfecção, complicações e prevenir sua transmissão.

Os principais tratamentos para o cancro mole são:

1. Antibióticos

Os antibióticos normalmente recomendados pelo médico para o cancro mole são:

  • Azitromicina: 1 g, por via oral, em dose única;
  • Ceftriaxona: 250 mg, por injeção no músculo, em dose única;
  • Eritromicina: 500 mg, por via oral, de 6 em 6 horas, durante 7 dias;
  • Ciprofloxacino: 500 mg, por via oral, de 12 em 12 horas, durante 3 dias.

No caso das gestantes, a recomendação é a de que o tratamento seja feito com ceftriaxona ou eritromicina.

Já no caso de pessoas infectadas pelo vírus HIV, a eliminação da bactéria pode demorar mais devido ao enfraquecimento do sistema imunológico, podendo ser indicado o uso de ciprofloxacino ou eritromicina, que devem ser tomados até o último dia que o médico prescreveu, mesmo que os sintomas tenham desaparecido.

É importante que o casal realize o tratamento, mesmo que não existam sinais aparentes do cancro mole, quando o casal teve contato íntimo nos 10 dias anteriores ao início dos sintomas, isso porque dessa forma é possível garantir a eliminação da bactéria responsável pela doença e evitar a reinfecção.

2. Higiene íntima

Durante o tratamento para cancro mole, deve-se manter a região afetada bem limpa, lavando o local com água morna e sabonete adequado para a região genital, pelo menos 1 vez ao dia, ou sempre que urinar.

Caso as feridas de cancro mole não desapareçam até 7 dias após o início do tratamento, deve-se voltar ao médico para adequar o tratamento ou identificar outra doença que possa estar causando o aparecimento das lesões.

No caso de pessoas com infecção pelo HIV o tratamento pode ser mais demorado e pode ser preciso voltar ao médico todas as semanas até a cura da doença.

3. Evitar o contato íntimo

Além do uso de antibióticos e manter a higiene do local, é recomendado que a pessoa não tenha contato íntimo, de forma a permitir a eliminação da bactéria e dar tempo para as feridas cicatrizarem adequadamente, além de evitar a transmissão do cancro mole ou uma reinfecção.

O tempo que as feridas levam para cicatrizar completamente depende do seu tamanho da ferida, sendo que feridas grandes podem demorar mais de 2 semanas.

É importante também que em toda relação sexual seja utilizada a camisinha, pois dessa forma é possível não só evitar o cancro mole, mas outras infecções sexualmente transmissíveis (IST’s). Conheça as principais IST’s.

4. Drenagem

A drenagem ou aspiração com agulha ou incisão, pode ser feita pelo médico, para drenar o pus presente dentro da íngua, e aliviar a dor, o inchaço e o desconforto, enquanto as feridas cicatrizam.

Sinais de melhora

Os sinais de melhora do cancro mole surgem cerca de 3 a 7 dias após o início do tratamento e incluem:

  • Diminuição da dor;
  • Diminuição do tamanho das feridas;
  • Cicatrização das lesões na pele

Esses sinais são verificados quando a pessoa inicia o tratamento assim que identifica os primeiros sintomas de infecção e segue o tratamento conforme recomendado pelo médico.

Sinais de piora

Quando o tratamento não é feito, não é realizado de acordo com a orientação médica ou quando a bactéria é resistente aos antibióticos indicados, é possível notar o aparecimento de sinais de piora, como o aparecimento de feridas em outros locais do corpo, como lábios e garganta, por exemplo.

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Atualizado por Flávia Costa - Farmacêutica, em outubro de 2022. Revisão médica por Drª. Sheila Sedicias - Ginecologista, em fevereiro de 2016.

Bibliografia

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Mostrar bibliografia completa
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Revisão médica:
Drª. Sheila Sedicias
Ginecologista
Médica mastologista e ginecologista formada pela Universidade Federal de Pernambuco, em 2008 com registro profissional no CRM PE 17459.

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