Linfogranuloma venéreo: o que é, sintomas, transmissão e tratamento

Revisão médica: Drª. Sheila Sedicias
Ginecologista
agosto 2022

O linfogranuloma venéreo é uma infecção sexualmente transmissível causada por três tipos diferentes da bactéria Chlamydia trachomatis, que também é responsável pela clamídia. Essa bactéria, ao atingir a região genital, leva à formação de feridas indolores e cheias de líquido que nem sempre são percebidas, o que atrasa o diagnóstico e o início do tratamento, aumentando o risco de complicações.

O linfogranuloma venéreo, também chamado de LGV, é transmitido por meio da relação sexual desprotegida e, por isso, é importante usar a camisinha em todos os contatos íntimos, bem como ter atenção à higienização da região íntima após a relação sexual.

O tratamento normalmente é feito com o uso de antibióticos, que devem ser receitados pelo médico de acordo com o perfil de sensibilidade do microrganismo e sintomas apresentados por cada pessoa, sendo na maioria das vezes indicado o uso de Doxiciclina ou Azitromicina.

Principais sintomas

Os principais sintomas indicativos de linfogranuloma venéreo são:

  • Ferida ou caroço na região genital, boca e/ ou ânus, que dura entre 3 a 5 dias;
  • Inchaço no local da ferida ou do caroço;
  • Aparecimento de inchaço doloroso na virilha, cerca de 2 a 6 semanas após o desaparecimento das feridas iniciais;
  • Saída de secreção, semelhante à pus, da ferida da virilha;
  • Aparecimento de úlceras no local da infecção, que podem sangrar;
  • Febre;
  • Dor nas articulações;
  • Mal-estar geral.

Os primeiros sintomas de linfogranuloma venéreo surgem entre 7 a 30 dias após o contato com a bactéria, sendo importante que a doença seja identificada e tratada logo nas fases iniciais para evitar complicações, como linfedema peniano e escrotal, hiperplasia intestinal, hipertrofia vulvar e proctite, que é a inflamação da mucosa que reveste o reto e que pode acontecer caso a bactéria tenha sido adquirida por meio do sexo anal. Veja mais sobre a proctite.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico do linfogranuloma venéreo é inicialmente feito por meio da observação dos sinais e sintomas apresentados pela pessoa, sendo também indicada a coleta de uma amostra da secreção da lesão, que é enviada para o laboratório para ser devidamente analisada. Assim, pode ser coletada amostra das lesões presentes na região genital ou anal, assim como pode ser também solicitada, em alguns casos, a aspiração do linfonodo para análise.

Como acontece a transmissão

A transmissão do linfogranuloma venéreo acontece através da relação sexual sem preservativo, pois assim é possível ter contato com as lesões da doença, favorecendo a transmissão da bactéria Chlamydia trachomatis de uma pessoa para outra.

Como é feito o tratamento

O tratamento para o linfogranuloma venéreo deve ser feito de acordo com a orientação do infectologista ou clínico geral e tem como objetivo promover a eliminação da bactéria e, consequentemente, o alívio dos sintomas. Para isso, é normalmente indicado o uso do antibiótico doxiciclina, que deve ser tomado a cada 12 horas durante 21 dias. Em algumas situações, outros antibióticos podem ser indicados como eritromicina, azitromicina ou sulfametoxazol/ trimetoprim.

É importante que o tratamento seja feito até o fim, mesmo que não sejam mais observados sinais ou sintomas, pois assim é possível garantir a eliminação da bactéria. É também importante que a parceira (o) também faça o tratamento de acordo com a orientação do médico, mesmo que não tenha sinais ou sintomas, pois assim é possível prevenir a transmissão.

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Atualizado por Marcela Lemos - Biomédica, em agosto de 2022. Revisão médica por Drª. Sheila Sedicias - Ginecologista, em fevereiro de 2016.

Bibliografia

  • ECKBO, ERIC J.; HEDGCOCK, MALCOLM; GRENNAN, TROY. Lymphogranuloma venereum. 2021. Disponível em: <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC8677583/pdf/193e1889.pdf>. Acesso em 12 ago 2022
  • CDC. Lymphogranuloma Venereum (LGV). Disponível em: <https://www.cdc.gov/std/tg2015/lgv.htm>. Acesso em 22 jan 2020
Mostrar bibliografia completa
  • CEOVIC, Romana; GULIN, Sandra J. Lymphogranuloma venereum: diagnostic and treatment challenges. Infection and Drug Resistance. Vol 08. 39–47, 2015
  • MINISTÉRIO DA SAÚDE. Linfogranuloma venéreo (LGV). Disponível em: <http://www.aids.gov.br/pt-br/publico-geral/o-que-sao-ist/linfogranuloma-venereo-lgv>. Acesso em 22 jan 2020
  • SOCIEDADE BRASILEIRA DE INFECTOLOGIA. Linfogranuloma venéreo. Disponível em: <https://www.infectologia.org.br/pg/983/linfogranuloma-venereo>. Acesso em 22 jan 2020
Revisão médica:
Drª. Sheila Sedicias
Ginecologista
Médica mastologista e ginecologista formada pela Universidade Federal de Pernambuco, em 2008 com registro profissional no CRM PE 17459.