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Dermatofitoses: o que são, principais tipos e como é o diagnóstico

As dermatofitoses, também conhecidas como micoses superficiais ou tinhas, são doenças causadas por fungos que possuem afinidade pela queratina e, por isso, atingem locais em há maior concentração dessa proteína, como pele, pêlos, cabelos e unhas.

As dermatofitoses podem ser causadas por fungos dermatófitos, leveduras e fungos filamentosos não dermatófitos, em menor frequência, que são aqueles que não possuem afinidade pela queratina. Os fungos dermatófitos podem ser classificados de acordo com os locais em que são encontrados naturalmente em:

  • Antropofílicos, que são encontrados naturalmente nas pessoas e podem ser transmitidos facilmente de pessoa para pessoa;
  • Zoofílicos, que são encontrados nos animais;
  • Geofílicos, que possuem como habitat natural o solo. As espécies geofílicas provocam uma reação mais extensa do sistema imunológico e, por isso, há a formação de lesões que são mais difíceis de serem tratadas.

A transmissão das dermatofitoses acontece por meio do contato com animais, pessoas ou objetos contaminados, contato com o solo em que há crescimento fúngico e por meio da inalação de fragmentos de queratina contendo o fungo que estão suspensas no ar.

O desenvolvimento das micoses superficiais é mais comum de acontecer em pessoas cuja atividade desenvolvida ou estado de saúde favoreça o contato ou a proliferação dos fungos, como é o caso dos agricultores, atletas, diabéticos, pessoas com o sistema imunológico comprometido e pessoas que trabalham com luva e com produtos de limpeza.

Dermatofitoses: o que são, principais tipos e como é o diagnóstico

Principais dermatofitoses

As dermatofitoses são popularmente denominadas tinhas ou tineas e podem estar localizadas em diferentes áreas do corpo, sendo, por isso, denominadas de acordo com a sua localização. As tinhas promovem o aparecimento de sinais e sintomas de acordo com o local em que ocorrem e normalmente curam-se sozinhas ou tendem à cronicidade. As principais dermatofitoses são:

1. Tinea pedis

A tinea pedis corresponde à micose que acomete os pés e pode ser causada pelos fungos Thichophyton rubrum e Trichophyton mentagophytes interdigitale. A tinea pedis é popularmente conhecida como frieira ou pé de atleta, pois é mais comum de acontecer em praticantes de esportes que usam frequentemente sapatos fechados com meias, que frequentam locais públicos úmidos, como banheiros e piscinas, uma vez que os fungos desenvolve-se mais facilmente nesse tipo de ambiente.

O principal sinal indicativo de pé de atleta é a coceira entre os dedos dos pés, descamação e esbranquiçamento do local, além de mau cheiro. O tratamento para a tinea pedis é simples, devendo ser feito com o uso de pomadas antifúngicas pelo período recomendado pelo médico, além de ser indicado evitar permanecer por muito tempo de sapato e usar sandálias em locais públicos com umidade. Saiba como identificar e tratar a tinea pedis.

2. Tinea capitis

A tinea capitis corresponde à micose que acontece no couro cabeludo e pode ser provocada pelo Trichophyton tonsurans e Trichophyton schoenleinii, que provocam manifestações clínicas diferentes.

O Trichophyton tonsurans é responsável pela tinea tonsurante, que é caracterizada pelo aparecimento de pequenas placas secas de alopécia, ou seja, regiões do couro cabeludo sem cabelo. A tinea tonsurante também pode ser provocada pelo Microsporum audouinii, que leva à formação de grandes placas de alopécia que possuem fluorescência sob a lâmpada de Wood.

Trichophyton schoenleinii é responsável pela tinea favosa, que é caracterizada pela formação de grandes placas esbranquiçadas na cabeça, semelhante a crostas.

3. Tinea cruris

A tinea cruris corresponde à micose da região da virilha, parte interna das coxas e nádegas e é provocada principalmente pelo Trichophyton rubrum. Essa micose também é conhecida como micose de pele glabra, uma vez que acomete regiões em que não há pêlos.

Essas regiões costumam ficar cobertas boa parte do dia, tornando-as favoráveis ao crescimento e proliferação fúngica e levando ao surgimento de sinais e sintomas que podem ser bastante desconfortáveis, como coceira na região, vermelhidão local e irritação.

4. Tinea corporis

A tinea corporis é a micose superficial da pele e os fungos que estão associados com mais frequência com esse tipo de micose são Trichophyton rubrum, Microsporum canis, Trichophyton verrucosum e Microsporum gypseum. As características clínicas da tinea corporis variam de acordo com o fungo, no entanto os sinais mais característicos são manchas com contorno vermelho na pele, com ou sem relevo, coceira na região, podendo ou não haver descamação.

5. Oníquia

A oníquia é a dermatofitose que acomete as unhas e normalmente é causada pelo Trichophyton rubrum, que provoca alteração na coloração, formato e espessura das unhas. Veja como identificar e tratar a micose de unha.

Dermatofitoses: o que são, principais tipos e como é o diagnóstico

Diagnóstico das dermatofitoses

O diagnóstico das dermatofitoses é baseado nas características das lesões causadas pelos fungos e exames laboratoriais. Apenas a avaliação das lesões não é suficiente, uma vez que os sinais e sintomas podem ser confundidos com outras doenças.

Dessa forma, é recomendado que sejam feitas análises microscópicas de amostras do local acometido, ou seja, devem ser coletadas amostras de pele, cabelo e unhas, por exemplo. Essas amostras são enviadas para o laboratório especializado para que sejam analisadas. 

O diagnóstico clássico das dermatofitoses corresponde ao exame direto, em que as amostras são observadas no microscópio logo que chegam ao laboratório, seguido de exame cultural, em que a amostra coletada é colocada em meio de cultura adequado para que haja crescimento e possam ser observadas outras características. Assim, a identificação do fungo é baseada na velocidade de crescimento e características micro e macroscópicas da colônia, como superfície, textura, pigmentação, forma e consistência. Em alguns casos, pode ser necessária a realização de provas bioquímicas complementares para confirmação do diagnóstico.

O exame laboratorial de identificação das dermatofitoses leva cerca de 1 a 4 semanas para ser liberado, isso porque depende das características dos fungos. Alguns fungos podem demorar semanas para crescer e haver material suficiente para análise e diagnóstico correto. Apesar do tempo necessário para o diagnóstico, essa é a melhor forma de identificação das micoses superficiais.

Um dos exames complementares que pode ser realizado é o da Lâmpada de Wood, em que é aplicada na região afetada uma luz UV de baixo comprimento de onda para verificar se há emissão de fluorescência, já que alguns fungos reagem na presença da luz, permitindo a identificação. Um dos fungos mais associados à fluorescência é o Microsporum sp., que pode ser encontrado em cabelo, principalmente, pele e unhas, com menos frequência. Entenda para que serve e como funciona a Lâmpada de Wood.

Como é feito o tratamento

Na maioria dos casos, o tratamento das dermatofitoses é tópico, ou seja, o médico pode recomendar apenas a aplicação de pomadas ou cremes contendo antifúngico. No entanto, no caso de lesões mais extensas ou no caso de micose na unha ou no couro cabeludo, pode também ser necessário fazer uso de antifúngicos orais.

O medicamento mais indicado no tratamento das dermatofitoses é a Terbinafina e a Griseofulvina, que devem ser usados conforme a indicação do médico e a Griseofulvina não deve ser usada em crianças.

Tratamento caseiro

Existem algumas plantas que podem ajudar a tratar a dermatofitose e a aliviar a coceira, porque contêm propriedades antifúngicas e cicatrizantes. As plantas que podem ser usadas para preparar remédios caseiros para a micose de pele são a sálvia, aipim, babosa e melaleuca, por exemplo. Veja como preparar estes remédios caseiros.

Bibliografia >

  • BARER, Michael E. et al. Medical Microbiology - A guide to microbial infections: pathogenesis, immunity, laboratory investigation and control. 19 ed. Elsevier, 2018. 579-585.
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