Tratamento para Micose na virilha: pomadas, remédios e opções caseiras

A micose é uma infecção de pele por fungos, sendo muito comum na virilha, pois é uma região que acumula calor e umidade mais facilmente. Essa situação acontece principalmente em homens, apesar de também poder surgir em mulheres, sendo frequente em pessoas que praticam esportes, que suam muito, obesos ou pessoas com diabetes descompensada, pois são situações que facilitam a proliferação de fungos nas dobras da pele.

Para tratar esta infecção, o clínico geral ou dermatologista podem indicar um remédio antifúngico em pomada, como por exemplo o Miconazol, Cetoconazol, Clotrimazol ou Terbinafina. Entretanto, tratamentos caseiros são indicados para facilitar a recuperação e impedir a recontaminação, como usar talco em lesões úmidas, secar-se bem após o banho, não usar roupas apertadas e nunca permanecer com roupa íntima molhada.

Tratamento para Micose na virilha: pomadas, remédios e opções caseiras

As principais opções que podem ser usadas para o tratamento da micose na virilha incluem:

1. Pomadas

A principal forma de tratamento para acabar com a micose da virilha é o uso de pomadas antifúngicas, como Terbinafina, Miconazol, Imidazol, Clotrimazol, Fluconazol ou Cetoconazol, por exemplo.

Estes medicamentos também podem se apresentar nas formas de creme, loção ou spray, para facilitar a aplicação sobre a área afetada, de acordo com a necessidade de cada pessoa, e devem ser utilizados por 3 a 4 semanas, ou conforme indicação do médico.

2. Remédios

Além das pomadas, também há a opção de antifúngicos em comprimidos, como Cetoconazol, Itraconazol, Fluconazol ou Terbinafina, que somente são indicados pelo médico em casos de lesões muito grandes ou quando não há melhora após uso correto das pomadas, durante 1 a 4 semanas.

3. Tratamento caseiro

O tratamento caseiro da micose consiste em medidas que podem ser utilizadas junto com o tratamento orientado pelo médico, jamais substituindo, pois previnem ou ajudam na recuperação da infecção mais rapidamente. Ele consiste em:

  • Utilizar talcos, que contenham antifúngicos ou não, para ajudar a secar lesões secretivas e diminuir a fricção da pele;
  • Não usar roupas muito justas ou que causam fricção da pele afetada;
  • Evitar o calor e umidade;
  • Lavar a região afetada com solução de chá de alho, várias vezes ao dia;
  • Fazer compressas com solução de chá de camomila, cerca de 3 vezes ao dia, caso a infecção tenha umidade;
  • Não permanecer com roupa íntima molhada;
  • Mudar de roupa diariamente e sempre que tomar banho;
  • Secar-se bem com a toalha após o banho, e não compartilhar toalhas.

Além disso, se houver animais na casa, é importante observá-los, já que também devem ser tratados se estiverem com micose, para evitar reinfecções.

Principais sintomas

Os sintomas de micose na virilha podem variar de acordo com o fungo associado à infecção. Porém, de forma geral, os principais sintomas de micose na virilha são:

  • Mancha avermelhada ou acastanhada na virilha, com aspecto de estar descascando;
  • Coceira na virilha;
  • Aparecimento de bolhas na extremidade da mancha.

Além disso, caso os sintomas sejam acompanhados de secreção intensa, feridas ou cheiro fétido, pode se tratar de micose por Candida. Saiba identificar e tratar a candidíase da pele

Causas de micose na virilha

A micose na virilha acontece devido à proliferação de fungos na região, principalmente a Tinea cruris e fungos da espécie Candida sp. ou, em menor frequência, pelos fungos do gênero Epidermophyton e Microsporum.

Esses fungos podem ser naturalmente encontrados na pele, principalmente na pele sem pelo, sem causar qualquer sinal ou sintoma. No entanto, alguns fatores podem favorecer o seu desenvolvimento e resultar em sintomas desconfortáveis. Dessa forma, o uso de roupa íntima apertada, excesso de suor, má higiene pessoal e uso de roupa íntima molhada durante muito tempo, por exemplo, podem favorecer a ocorrência da micose na virilha.

Além disso, as pessoas com maior chance de desenvolver essa infecção são pessoas obesas, já que apresentam dobras mais profundas, esportistas, que ficam em contato com suor e umidade frequentemente, além de diabéticos descontrolados, que apresentam maior chance de desenvolver infecções e maior dificuldades na cicatrização.

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Atualizado por Equipe Tua Saúde - em Dezembro de 2021. Revisão médica por Drª. Aleksana Viana, Dermatologista - em Fevereiro de 2016.
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