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Dor abdominal: 11 causas, o que fazer (e quando ir ao hospital)

Revisão médica: Drª. Sheila Sedicias
Ginecologista
janeiro 2023

A dor abdominal é um sintoma muito frequente que geralmente ocorre devido a má digestão ou prisão de ventre, mas que também pode indicar problemas mais sérios, como gastroenterite, úlcera, infecção urinária ou apendicite, por exemplo.

Geralmente, a dor abdominal é considerada mais grave quando está associada a outros sintomas como  perda de peso, sangue nas fezes ou febre.

Em caso de dor abdominal persistente ou ou frequente, é aconselhado consultar um clínico geral ou gastroenterologista. Já no caso de dor abdominal muito intensa ou acompanhada de outros sintomas sérios, é recomendado procurar uma emergência médica.

Imagem ilustrativa número 3

O que pode ser a sua dor abdominal

Para descobrir a possível causa da sua dor abdominal, por favor responda às seguintes questões:

Esta ferramenta serve apenas como orientação para tentar identificar a possível causa da sua dor abdominal. Não deve substituir a consulta com o médico, que é o único profissional capaz de confirmar o diagnóstico e recomendar o tratamento adequado.

Principais causas de dor abdominal

As principais causas de dor abdominal são:

1. Má digestão

A dor abdominal é muitas vezes causada pela má digestão, também conhecida como dispepsia funcional. 

Pode ser percebida como pontadas, aperto ou queimação na parte superior do abdome e pode ser acompanhada de outros sintomas como náusea, saciedade mesmo após comer pouco e perda do apetite. Confira o que é dispepsia e seus sintomas.

O que fazer: a dispepsia funcional não é considerada um problema grave, não havendo uma causa específica para a dor, no entanto é importante consultar um gastroenterologista ou clínico geral para confirmar o diagnóstico. Quando indicado, o tratamento pode envolver medicamentos como omeprazol, ranitidina ou metoclopramida.

2. Prisão de ventre

A prisão de ventre é quando as evacuações são pouco frequentes e as fezes ficam muito endurecidas, necessitando de esforço excessivo para evacuar. Neste caso, sintomas como dor abdominal em aperto ou pontada e mal-estar são comuns e normalmente são causados pelo acúmulo de gases e inchaço do abdome.

O que fazer: em caso de prisão de ventre é recomendado aumentar a ingestão de líquidos, frutas, verduras e fibras, assim como fazer exercícios físicos regulares. Confira mais dicas para melhorar a prisão de ventre.

No entanto, caso a prisão de ventre persista ou seja acompanhada de sintomas como sangue nas fezes ou perda de peso, é importante consultar um clínico geral ou gastroenterologista para uma avaliação mais detalhada.

3. Gastroenterite

A gastroenterite é uma infecção do intestino geralmente causada por vírus ou bactérias. Além de dor abdominal pode provocar outros sintomas como diarreia, náusea, vômitos e febre.

O que fazer: a gastroenterite geralmente melhora em alguns dias apenas com medidas simples como beber bastantes líquidos e comer alimentos de fácil digestão. Saiba o que comer em caso de gastroenterite.

No entanto, se os sintomas não melhorarem, ou piorarem, é importante consultar um clínico geral, pois pode ser necessário o uso de medicamentos, como antibióticos e antieméticos. Além disso, em caso de sintomas como sonolência ou pressão baixa, é recomendado procurar uma emergência para avaliação.

4. Infecção urinária

A infecção urinária também pode causar dor abdominal, geralmente localizada na parte inferior da barriga. Outros sintomas que podem surgir são dor ou queimação ao urinar, vontade frequente de ir ao banheiro e sangue na urina. Confira mais sintomas de infecção urinária.

O que fazer: é importante consultar um clínico geral, urologista ou ginecologista para uma avaliação em caso de suspeita de infecção urinária, porque o tratamento adequado geralmente envolve o uso de antibióticos.  

5. Síndrome do intestino irritável

A dor abdominal causada pela síndrome do intestino irritável normalmente dura por mais de 3 meses e a sua localização na barriga tende a mudar com o tempo. Além de dor, também podem surgir outros sintomas, como fezes endurecidas, diarreia e inchaço no abdome. 

O que fazer: em caso de suspeita de síndrome do intestino irritável é importante consultar um gastroenterologista para confirmar o diagnóstico. O tratamento depende dos sintomas existentes e pode envolver medicamentos como laxantes, antidiarreicos e antidepressivos.

Além disso, podem ser indicadas mudanças na alimentação como evitar alimentos gordurosos, apimentados e consumo de café, por exemplo. Veja como deve ser a dieta para síndrome do intestino irritável.

6. Intolerância à lactose

A intolerância à lactose pode causar uma dor abdominal que tende a iniciar entre 30 minutos e 2 horas após a ingestão de alimentos contendo leite. Normalmente, também surgem outros sintomas como excesso de gases ou barulhos na barriga e diarreia.

O que fazer: a dor abdominal geralmente melhora ao se evitar o consumo de alimentos que contém leite. No entanto, é importante consultar um gastroenterologista para confirmar o diagnóstico, podendo ser indicados medicamentos para auxiliar a digestão da lactose. Saiba como deve ser a dieta para intolerância à lactose.

7. Pedra na vesícula

A pedra na vesícula pode provocar uma dor abdominal logo abaixo das costelas no lado direito da barriga, além de náusea e vômitos. Geralmente, a dor começa cerca de 1 hora após fazer refeições muito gordurosas e pode demorar até 5 horas para desaparecer.  

O que fazer: em caso de suspeita de pedra na vesícula é importante consultar um gastroenterologista, podendo ser indicados medicamentos para dissolver as pedras, evitar o consumo de alimentos gordurosos e a retirada da vesícula por meio de cirurgia. Confira opções de remédios caseiros para pedra na vesícula.

8. Hepatite

A dor abdominal da hepatite geralmente surge abaixo das costelas no lado direito da barriga, podendo ser causada por alguns vírus, consumo excessivo de álcool e uso incorreto de alguns medicamentos, como paracetamol e antibióticos. 

Além de dor abdominal, podem surgir outros sintomas como pele e olhos amarelados, náusea e vômitos. Conheça mais sintomas de hepatite.

O que fazer: em caso de suspeita de hepatite é recomendado consultar um hepatologista e gastroenterologista para identificar a causa e indicar o tratamento mais adequado, que pode envolver suspender possíveis medicamentos causadores, o uso de antivirais específicos e evitar o consumo de álcool. 

9. Úlcera péptica

A úlcera péptica é uma ferida que pode surgir no estômago ou duodeno, e que pode causar dor abdominal, que tende ser percebida como uma queimação na parte de cima da barriga. Podem ainda existir outros sintomas como náusea, vômito e perda de peso. 

O risco de úlcera péptica é maior em pessoas que usam anti-inflamatórios não esteroidais ou que têm uma infecção por H. pylori.

O que fazer: em caso de suspeita de úlcera péptica é importante consultar um clínico geral ou gastroenterologista para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento mais apropriado, que geralmente inclui o uso de antiácidos e, em alguns casos, antibióticos. Saiba como deve ser a dieta para quem tem úlcera.

10. COVID-19

A dor abdominal causada pela COVID-19 geralmente é acompanhada por sintomas como diarreia, náusea e vômito. Além disso, outros sintomas normalmente estão presentes, como tosse, nariz escorrendo ou entupido e febre. Veja como identificar os principais sintomas da COVID-19.

O que fazer: é recomendado consultar um clínico geral, pneumologista ou infectologista para uma avaliação em caso de suspeita de COVID-19, porque o tratamento geralmente envolve medicamentos como analgésicos, antitérmicos ou antivirais específicos. 

Além disso, pode ser necessário permanecer no hospital nos casos mais graves. Conheça como é feito o tratamento da COVID-19.

11. Apendicite

A apendicite geralmente causa uma dor abdominal que inicialmente se espalha pelo abdome, mas que após um ou dois dias muda de localização passando a ficar mais intensa na parte inferior do abdome à direita.

Além disso, outros sintomas como febre, perda do apetite, náusea e vômitos também podem ocorrer.

O que fazer: em caso de suspeita de apendicite é recomendado procurar uma emergência para uma avaliação. Podem ser indicados exames como ultrassom e tomografia computadorizada. Quando confirmado o diagnóstico, o tratamento geralmente envolve a remoção do apêndice por meio de cirurgia. Veja como é feita a cirurgia para remover o apêndice.

Tipos de dor abdominal

A forma como a dor se manifesta também pode ajudar a encontrar a sua causa, como por exemplo:

  • Dor em queimação: as dores que surgem no estômago devido a gastrite, úlcera e refluxo, geralmente, aparecem com a sensação de queimação ou ardor nesta região.
  • Dor tipo cólica: problemas no intestino, como diarreia ou prisão de ventre, e também da vesícula podem se manifestar como cólicas. Também aparecem nas dores causadas no útero, como as cólicas menstruais.
  • Pontada ou agulhada: dor causada por excesso de gases, ou por inflamações no abdômen, como apendicite ou inflamação intestinal. Veja outros sinais de apendicite.

Existem ainda outros tipos de dor abdominal, como sensação de estar cheio ou inchado, dores tipo aperto ou sensação inespecífica de dor, quando a pessoa não sabe identificar bem como surge a dor.

Dor abdominal na gravidez

A dor abdominal na gravidez normalmente surge devido às alterações do útero da mulher e à prisão de ventre, que são comuns nesta fase. No entanto, caso a dor piore ou seja acompanhada de outros sintomas, como sangramentos, pode indicar problemas mais sérios, como gravidez ectópica ou aborto. Veja outras causas de dor abdominal na gravidez e quando ir ao médico.

Quando ir ao hospital

É recomendado procurar uma emergência quando a dor abdominal é muito intensa ou acompanhada de sintomas como: 

  • Febre acima de 38ºC;
  • Vômitos persistentes ou com sangue;
  • Sangramento nas fezes;
  • Sonolência;
  • Pressão baixa;
  • Incapacidade para eliminar fezes ou gases;
  • Perda de peso.

Nestes casos, a dor abdominal pode indicar doenças mais graves, como gastroenterite ou apendicite, necessitando ser avaliada rapidamente.

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Atualizado por Jonathan Panoeiro - Neuropediatra, em janeiro de 2023. Revisão médica por Drª. Sheila Sedicias - Ginecologista, em fevereiro de 2016.

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Revisão médica:
Drª. Sheila Sedicias
Ginecologista
Médica mastologista e ginecologista formada pela Universidade Federal de Pernambuco, em 2008 com registro profissional no CRM PE 17459.

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