Coágulo de sangue: o que é, sintomas (e o que causa)

Coágulo de sangue é um aglomerado de células e proteínas do próprio sangue que o corpo forma para estancar um sangramento, funcionando como um tampão natural em casos de lesão ou corte, por exemplo.

Entretanto, o coágulo também pode surgir por desequilíbrios no sistema de coagulação, causados por imobilidade prolongada, cirurgias, alterações hormonais ou predisposição genética, representando risco à saúde.

O tratamento é feito por angiologistas, cirurgiões vasculares ou hematologistas e, dependendo do local e da gravidade, pode incluir anticoagulantes, trombólise ou procedimentos cirúrgicos, como trombectomia e angioplastia.

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Sintomas de coágulo de sangue

Os sintomas do coágulo de sangue variam conforme o local onde ele se forma, sendo os mais comuns:

1. Coágulo de sangue na perna ou no braço

Quando o coágulo de sangue se forma na perna ou no braço, geralmente nas veias mais profundas, os sinais mais comuns são inchaço repentino no membro afetado, dor ou sensação de peso, além de calor e vermelhidão no local. 

Esses sintomas costumam aparecer de um lado só e podem piorar ao caminhar ou ao tocar a região.

2. Coágulo de sangue na cabeça

O coágulo de sangue na cabeça pode bloquear o fluxo sanguíneo para o cérebro, causando fraqueza em um lado do corpo, dificuldade para falar, alterações na visão, tontura e dor de cabeça intensa, sendo uma emergência médica.

3. Coágulo de sangue no pulmão

Quando um coágulo se desloca e atinge o pulmão, ele pode bloquear a circulação sanguínea nessa região, provocando falta de ar súbita, dor no peito que pode piorar ao respirar fundo, tosse e, em alguns casos, presença de sangue. 

Também pode surgir sensação de ansiedade, tontura ou batimentos cardíacos acelerados, sendo uma situação que exige atendimento médico imediato.

4. Coágulo de sangue no coração

O coágulo de sangue no coração, pode bloquear o fluxo de sangue para o músculo cardíaco, causando dor ou pressão no peito, que às vezes se espalha para o braço, costas, pescoço ou mandíbula,

Além disso, pode provocar falta de ar, tontura, suor intenso e mal-estar geral, representando uma emergência médica.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico do coágulo de sangue é feito pelo angiologista, cirurgião vascular ou hematologista, através da avaliação dos sintomas, histórico de saúde da pessoa e do exame físico.

Marque consulta com o angiologista mais próximo da sua região:

Disponível em: São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Pernambuco, Bahia, Maranhão, Pará, Paraná, Sergipe e Ceará.

Dependendo do local suspeito do coágulo, podem ser solicitados exames de imagem, como o ultrassom Doppler, usado principalmente para detectar coágulos nas pernas ou braços.

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Além da tomografia computadorizada ou angiotomografia, indicada quando há suspeita de coágulo no pulmão ou em órgãos internos, e a ressonância magnética, útil para coágulos no cérebro ou em locais mais difíceis de visualizar. 

O médico também pode realizar exames de sangue, como o D-dímero, que ajuda a indicar se há formação de coágulos no corpo. Entenda para que serve o D-dímero.

O que causa o coágulo de sangue

O coágulo de sangue acontece quando o corpo precisa estancar o sangue ou quando há algum desequilíbrio no sistema de coagulação. Entre os principais motivos estão:

  • Lesão ou corte, o corpo forma coágulos para estancar o sangramento, como forma natural de proteger o corpo;
  • Imobilidade prolongada, como ocorre em internações ou em viagens longas, levando o sangue a se acumular, principalmente nas pernas;
  • Cirurgias ou traumas, aumentando o risco de coagulação excessiva;
  • Doenças crônicas, como câncer, doenças cardíacas ou inflamatórias, que podem estimular a formação de coágulos;
  • Doenças genéticas, como a trombofilia, que aumenta as chances do sangue coagular facilmente, mesmo na ausência de lesões ou outros fatores de risco.

Além disso, fatores como tabagismo, obesidade e uso de contraceptivos hormonais ou terapia hormonal também podem contribuir, tornando o sangue mais propenso a coagular mesmo sem ferimentos ou situações de risco aparentes.

Coágulo de sangue na gravidez

Na gravidez, o corpo tende a formar coágulos mais facilmente como forma de proteção contra sangramentos. No entanto, coágulos grandes ou inesperados podem representar risco de trombose e exigem acompanhamento médico.

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Possíveis complicações 

Os coágulos de sangue podem causar complicações quando bloqueiam a circulação em veias ou artérias, ou quando se deslocam pelo corpo, como nos casos de:

  • Trombose venosa profunda: ocorre quando um coágulo se forma nas veias profundas das pernas ou braços, dificultando a circulação local. Veja o que é a trombose venosa profunda;
  • Embolia pulmonar: acontece quando um coágulo se desloca para os pulmões, bloqueando o fluxo de sangue e comprometendo a respiração. Conheça o que causa a embolia pulmonar;
  • Acidente vascular cerebral: surge quando um coágulo bloqueia o fluxo sanguíneo para o cérebro, afetando funções como fala, movimento e visão. Entenda os sintomas do acidente vascular cerebral;
  • Infarto agudo do miocárdio: ocorre quando um coágulo no coração bloqueia as artérias coronárias, prejudicando o fornecimento de sangue ao músculo cardíaco.
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Além disso, coágulos de sangue também podem atingir rins, fígado ou intestinos, comprometendo o funcionamento desses órgãos.

Como tratar

O tratamento do coágulo de sangue geralmente envolve:

1. Anticoagulantes

Os anticoagulantes são medicamentos que afinam o sangue e impedem que o coágulo aumente, sendo usados em casos de trombose venosa profunda, embolia pulmonar e para prevenir coágulos em pessoas com fatores de risco. 

Entre os principais anticoagulantes utilizados estão a heparina, a varfarina e os anticoagulantes orais diretos, como rivaroxabana e apixabana.

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2. Trombólise

A trombólise é indicada em situações de emergência, quando o coágulo é grande ou está bloqueando um órgão vital, como em casos graves de embolia pulmonar ou acidente vascular cerebral causado por trombose.

Esse tratamento utiliza medicamentos específicos para dissolver o coágulo rapidamente, restaurando o fluxo sanguíneo.

3. Cirurgia

A cirurgia é indicada quando o bloqueio causado pelo coágulo é grave ou ameaça órgãos vitais, como o coração, cérebro e pulmões, permitindo restaurar a circulação de forma imediata e evitar complicações graves. 

Em algumas situações, pode ser necessário remover o coágulo diretamente por meio da trombectomia, procedimento utilizado para retirar coágulos grandes de veias ou artérias. 

Em casos de embolia pulmonar grave, pode ser realizada a embolectomia pulmonar, enquanto no cérebro, em acidentes vasculares cerebrais causados por trombose, utiliza-se a trombectomia mecânica para restaurar rapidamente o fluxo sanguíneo.

Além disso, pode ser indicada a angioplastia, especialmente em artérias coronárias bloqueadas, que consiste em abrir o vaso com balão e, muitas vezes, colocar um stent para manter a circulação. 

4. Meias de compressão 

Para coágulos nas pernas, o uso de meias de compressão ajuda a melhorar o fluxo sanguíneo, aplicando pressão gradual dos tornozelos para cima. Isso evita que o sangue se acumule nas veias, reduzindo o inchaço, a dor e a sensação de peso.

Além disso, o uso contínuo das meias pode prevenir complicações a longo prazo, como o desenvolvimento de varizes ou lesões na pele causadas pelo acúmulo de sangue. Saiba para que servem as meias de compressão.

É importante que as meias sejam adequadas ao tamanho e compressão indicados pelo médico, pois o uso incorreto pode reduzir a eficácia ou causar desconforto.

Como prevenir

Prevenir coágulos de sangue envolve hábitos e cuidados que ajudam a manter a circulação saudável, incluindo:

  • Manter-se ativo, praticando exercícios regularmente, como caminhar e alongar;
  • Evitar imobilidade prolongada, levantando a cada hora em viagens longas ou após cirurgias;
  • Controlar o peso e a alimentação, mantendo um peso saudável e uma dieta equilibrada;
  • Evitar o tabagismo, pois aumenta a tendência a formar coágulos.

É importante também seguir as orientações médicas sobre o uso de hormônios, como contraceptivos ou terapias hormonais, garantindo que sejam utilizados de forma segura. 

Além disso, tratar e controlar doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e problemas cardíacos, ajudando assim a reduzir o risco de formação de coágulos.