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7 sintomas de trombose venosa profunda (TVP)

​A trombose venosa profunda acontece quando um coágulo entope uma veia da perna, impedindo que o sangue volte adequadamente ao coração e provocando sintomas como inchaço da perna e dor intensa na região afetada.

Se acha que pode estar desenvolvendo uma trombose venosa na perna, selecione os seus sintomas e descubra qual o risco:

  1. 1. Dor repentina em uma das pernas que piora ao longo do tempo
  2. 2. Inchaço em uma das pernas, que vai aumentando
  3. 3. Vermelhidão intensa na perna afetada
  4. 4. Sensação de calor ao tocar na perna inchada
  5. 5. Dor ao tocar na perna
  6. 6. Pele da perna mais dura que o normal
  7. 7. Veias dilatadas e mais facilmente visíveis na perna
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Existem ainda casos, em que o coágulo é muito pequeno e não causa qualquer tipo de sintoma, desaparecendo sozinho com o tempo e sem precisar de tratamento.

No entanto, sempre que existe suspeita de trombose venosa deve-se ir ao hospital para identificar o problema e iniciar o tratamento adequado, já que alguns coágulos também podem se mover e afetar órgãos importantes, como o pulmão ou o cérebro, por exemplo.

7 sintomas de trombose venosa profunda (TVP)

O que fazer em caso de suspeita

O diagnóstico de trombose deve ser feito o quanto antes, por isso, é aconselhado ir ao hospital ou ao pronto-socorro sempre que surge suspeita de um coágulo na perna.

Geralmente, o diagnóstico é feito a partir da avaliação dos sintomas e alguns exames de diagnóstico como ultrassom, angiografia ou tomografia computadorizada, que ajudam a localizar onde o coágulo se encontra. Além disso, o médico também costuma pedir um exame de sangue, conhecido como D- dímero, que é utilizado para confirmar ou excluir a suspeita de trombose.

Quem tem maior risco de ter trombose

Há maiores chances de ter uma trombose venosa profunda em pessoas com:

  • Histórico de trombose anterior;
  • Idade igual ou superior a 65 anos;
  • Câncer;
  • Doenças que tornam o sangue mais viscoso, como macroglobulinemia de Waldenstrom ou mieloma múltiplo;
  • Doença de Behçet;
  • Histórico de infarto, AVC, insuficiência cardíaca congestiva ou doença pulmonar;
  • Diabetes;
  • Que tiveram acidente grave com grandes ferimentos musculares e fratura de ossos;
  • Que fizeram uma cirurgia que durou mais de 1 horas, especialmente cirurgia de artroplastia do joelho ou quadril;
  • Em mulheres que fazem reposição hormonal com estrogênio.

Além disso, pessoas que precisam ficar imobilizadas na cama por mais de 3 meses também apresentam um risco aumentado de desenvolver um coágulo e apresentar trombose venosa profunda.

Já grávidas, mulheres que foram mães há pouco tempo ou mulheres que estão fazendo reposição hormonal ou usando algum método contraceptivo hormonal, como a pílula, também apresentam um risco ligeiramente de trombose, já que as alterações hormonais podem interferir com a viscosidade do sangue, tornando mais fácil o surgimento de um coágulo.

Veja quais os 7 efeitos colaterais mais comuns dos remédios hormonais como a pílula.

COVID-19 aumenta o risco de trombose?

De acordo com alguns estudos, a infecção por COVID-19 aumenta o risco de desenvolver coágulos que podem resultar numa trombose venosa profunda ou embolia pulmonar. Isso parece acontecer especialmente nos casos mais graves, devido ao intenso processo inflamatório que o vírus causa no corpo e que acaba aumentando a produção de substâncias responsáveis pela coagulação do sangue.

Para diminuir o risco de surgimento de coágulos, a Sociedade Brasileira de Trombose e Hemostasia [1] recomenda que pessoas internadas por COVID-19 façam profilaxia com remédios anticoagulantes. É ainda aconselhada a realização regular de exames de sangue para avaliar diferentes parâmetros, como número de plaquetas, fibrinogênio, mas principalmente D-dímero, já que o aumento do valor de D-dímero parecem estar diretamente relacionado com o aparecimento de coágulos. Entenda melhor o que é o D-dímero e qual a relação com a formação de coágulos.

A vacina da COVID-19 causa trombose?

Após vários estudos, entidades como a Anvisa e a Agência Europeia de Medicamentos reportaram que a vacinação contra a COVID-19 pode aumentar ligeiramente o risco de desenvolver coágulos e, consequentemente provocar trombose. No entanto, esse risco parece ser de apenas 1 pessoa em cada 175 mil, o que representa uma taxa muito inferior ao risco de desenvolver trombose após pegar COVID-19, que é em torno de 15%. Por esse motivo, a vacinação continua sendo recomendada e considerada segura.

Entre as principais vacinas utilizadas, a que apresentou maior número de casos de trombose até ao momento foram as vacinas constituídas por adenovírus, como a AstraZeneca e a Janssen. Além disso, houve relatos de trombocitopenia (diminuição das plaquetas) associada à trombose 4 a 52 dias após a aplicação da segunda dose dessas vacinas, no entanto esses efeitos são raros e, por isso, a vacinação continua sendo recomendada. Saiba mais sobre os efeitos colaterais das vacinas para COVID-19.

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Bibliografia

  • BMJ. Covid-19 and thrombosis: what do we know about the risks and treatment?. 2020. Disponível em: <https://www.bmj.com/content/369/bmj.m2058>. Acesso em 20 Mai 2021
  • ORSI, Fernanda Andrade et al.. Guidance on diagnosis, prevention and treatment of thromboembolic complications in COVID-19: a position paper of the Brazilian Society of Thrombosis and Hemostasis and the Thrombosis and Hemostasis Committee of the Brazilian Association of Hematology, Hemo. Hematology, Transfusion and Cell Therapy. Vol.42, n.4. 300-308, 2020
  • PUBLIC HEALTH ENGLAND. COVID-19 vaccination and blood clotting. Disponível em: <https://www.gov.uk/government/publications/covid-19-vaccination-and-blood-clotting/covid-19-vaccination-and-blood-clotting>. Acesso em 20 Mai 2021
  • EMA. COVID-19 Vaccine AstraZeneca: benefits still outweigh the risks despite possible link to rare blood clots with low blood platelets. 2021. Disponível em: <https://www.ema.europa.eu/en/news/covid-19-vaccine-astrazeneca-benefits-still-outweigh-risks-despite-possible-link-rare-blood-clots>. Acesso em 20 Mai 2021
  • FIOCRUZ. Risco de trombose por Covid-19 é maior do que por vacinas. Disponível em: <https://portal.fiocruz.br/noticia/risco-de-trombose-por-covid-19-e-maior-do-que-por-vacinas>. Acesso em 20 Mai 2021
  • ANVISA. Detecção de casos de trombose em combinação com trombocitopenia associados às vacinas COVID-19 com a plataforma de adenovírus (Vacinas Oxford/ Astrazeneca/ Fiocruz e Janssen). 2021. Disponível em: <https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2021/alerta-sobre-casos-raros-de-trombose-apos-vacinacao-contra-covid-19/comunicado_ggmon_006_2021-2-uv-1.pdf>. Acesso em 29 Jun 2021
  • FIOCRUZ. Risco de trombose por Covid-19 é maior do que por vacinas. Disponível em: <https://portal.fiocruz.br/noticia/risco-de-trombose-por-covid-19-e-maior-do-que-por-vacinas>. Acesso em 20 Mai 2021
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