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Angioplastia: o que é, quando é indicada e como é feita

Revisão médica: Drª. Ana Luiza Lima
Cardiologista
dezembro 2022
  1. Indicações
  2. Como é feita
  3. Tipos
  4. Recuperação
  5. Complicações

A angioplastia é um procedimento médico indicado para desobstruir as artérias do coração, pois permite remover placas de gordura das artérias coronárias, abrindo as artérias e normalizando o fluxo sanguíneo para o coração.

Esse procedimento, também conhecido como angioplastia coronária, é feito através de um cateterismo cardíaco, sendo que normalmente é colocado um stent, que é um dispositivo que ajuda a manter a artéria aberta e evitar que se feche novamente. Veja como é feito o cateterismo cardíaco

A angioplastia é feita pelo cardiologista em hospitais, oferecida gratuitamente pelo SUS, desde que tenha indicação médica, ou feita em hospitais privados, podendo também ser realizada para desobstruir artérias em outras partes do corpo, como pulmões, cérebro, pescoço ou rins, por exemplo.

Imagem ilustrativa número 1

Quando é indicada

A angioplastia é indicada para o tratamento do infarto agudo do miocárdio, doença arterial coronariana ou isquemia cardíaca, pois permite remover o acúmulo de placas de gordura ou coágulos nas artérias do coração, abrir a artéria e reestabelecer o fluxo sanguíneo para o coração.

Além disso, a angioplastia também pode ser indicada para desobstruir artérias em outras partes do corpo, como pulmões, pescoço, cérebro ou rins, por exemplo, e tratar hipertensão pulmonar tromboembólica crônica, doença da artéria carótida ou doenças crônicas nos rins.

Qual a diferença entre cateterismo e angioplastia?

A principal diferença entre o cateterismo e a angioplastia, é que o cateterismo é um exame de diagnóstico e a angioplastia é um tratamento médico.

O cateterismo normalmente é indicado para avaliar o funcionamento do coração e alterações nas estruturas do coração, ou obstruções das artérias coronárias, permitindo diagnosticar infarto, doença arterial coronariana, arritmias cardíacas ou doenças de válvulas cardíacas, por exemplo.

Já a angioplastia é um tratamento realizado durante o cateterismo, quando o médico identifica placas de gorduras ou coágulos nas artérias do coração, com o objetivo de desobstruir a artéria e colocação de um stent coronariano, restaurando o fluxo sanguíneo para o coração.

Como é feita a angioplastia

A angioplastia é feita no hospital pelo cardiologista ou cirurgião cardiovascular, durante o cateterismo, através de um corte na pele na virilha ou antebraço onde é inserido um cateter ou sonda até chegar a artéria do coração.

Geralmente, não é necessária anestesia geral, mas apenas uma anestesia no local em que será feito o corte e, se necessário, pode ser dado um sedativo para a pessoa relaxar durante a angioplastia. 

Para realizar a angioplastia, o médico deve seguir alguns passos, como:

  1. Anestesia local, na virilha ou no antebraço;
  2. Realização de um pequeno corte na pele da virilha ou do antebraço na altura do punho ou cotovelo, para se possa inserir o cateter;
  3. Inserção do catéter na artéria femoral, radial ou braqueal, que será conduzido pelo médico, até a artéria afetada do coração;
  4. Aplicação de um contraste para visualizar o local de obstrução da artéria;
  5. Enchimento do balão presente na ponta do catéter para remover a placa de gordura que causou o entupimento;
  6. Colocação de um stent na artéria, se necessário, para mantê-la aberta e garantir que o fluxo sanguíneo normal no coração seja restaurado

Durante todo o procedimento, o médico observa a inserção e a posição do cateter através do raio X, utilizando um contraste injetado através do catéter, para saber por onde está passando e para garantir que o balão e o stent são colocados no local correto.

Tipos de angioplastia

A angioplastia pode ser feita pelo médico de duas formas diferentes, que incluem:

1. Angioplastia com balão

A angioplastia com balão é feita usando um cateter com um pequeno balão inflável na ponta que é enchido com ar quando está inserido dentro da artéria, limpando a placa de colesterol que está causando o estreitamento ou entupimento da artéria, o que facilita a passagem do sangue para o músculo cardíaco ou para o cérebro.

Esse tipo de angioplastia raramente é feita sozinha, sendo geralmente realizada imediatamente antes da angioplastia com stent

2. Angioplastia com stent

A angioplastia com stent é feita logo após a angioplastia com balão, em que o médico, coloca dentro artéria um stent, uma pequena rede de metal ou polímero, e que funciona como um andaime ou suporte para o vaso sanguíneo, ajudando a prevenir o estreitamento da artéria novamente e mantendo-a sempre aberta para facilitar o fluxo sanguíneo. Saiba mais sobre a angioplastia com stent

Como é a recuperação

Após a angioplastia, a pessoa deve ficar internada no hospital para diminuir o risco de hemorragia e para que o médico possa avaliar a presença de infecção. No entanto, é possível voltar a casa em menos de 24 horas, sendo apenas recomendado evitar esforços como pegar em objetos pesados, subir escadas nos primeiros 2 dias ou fazer atividades físicas. 

Além disso, após receber alta hospitalar, o recomendado é beber muito líquido, pelo menos 8 copos de água por dia, para ajudar na recuperação e na eliminação do contraste aplicado durante a angioplastia.

O médico também deve indicar o uso de medicamentos como aspirina, que deve ser tomada por tempo indeterminado por todas as pessoas que fizeram angioplastia, além do clopidogrel ou ticagrelor, para pessoas que fizeram angioplastia com stent, para evitar a formação de coágulos.

Outros cuidados importantes para manter os vasos sanguíneos saudáveis após a angioplastia, além de tomar os remédios indicados pelo médico, são não fumar, manter os níveis de colesterol ruim baixos, mudar a alimentação comendo menos gorduras ruins, manter o peso saudável, controlar outras doenças como diabetes ou pressão alta e fazer atividades físicas recomendadas pelo médico.

Possíveis complicações

Embora a angioplastia seja mais segura que uma cirurgia aberta para corrigir a artéria, existem alguns riscos como formação de coágulos, hemorragia ou infecção. Por isso, deve-se sempre procurar ajuda médica o mais rápido possível ou o pronto socorro mais próximo, caso a pessoa apresente sintomas como:

  • Sangramento no local em que foi feito o corte da pele;
  • Dor ou desconforto no local onde o cateter foi inserido;
  • Vermelhidão ou inchaço no local onde o cateter foi inserido;
  • Febre com temperatura axilar superior 37,5ºC;
  • Alteração da temperatura ou da cor da pele onde foi feito o corte;
  • Cansaço excessivo ou fraqueza;
  • Dor no peito ou dificuldade para respirar;
  • Dificuldade para andar ou falar;
  • Dormência em um lado do corpo.

Além disso, em alguns casos, também podem surgir lesões nos rins, pois durante o procedimento é utilizado um tipo de contraste que, em pessoas com histórico de alterações renais, pode causar danos no órgão.

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Atualizado por Flávia Costa - Farmacêutica, em dezembro de 2022. Revisão médica por Drª. Ana Luiza Lima - Cardiologista, em fevereiro de 2016.

Bibliografia

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Revisão médica:
Drª. Ana Luiza Lima
Cardiologista
Médica Cardiologista, formada pela Universidade Federal de Pernambuco, em 2008 com registro profissional nº CRM/PE – 16886. 

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