9 sintomas da andropausa (e o que fazer)

Os principais sintomas da andropausa estão relacionados à queda dos níveis de testosterona, que provoca diminuição da libido, disfunção erétil, fadiga, alterações de humor, perda de massa muscular e dificuldades de concentração, por exemplo.

Esses sintomas podem surgir de forma gradual, tornando-se muitas vezes imperceptíveis até que impactem significativamente a rotina diária e a qualidade de vida do homem.

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O tratamento da andropausa é feito pelo urologista ou endocrinologista, sendo indicado quando os sintomas comprometem a qualidade de vida e há confirmação de deficiência hormonal, e pode incluir mudanças no estilo de vida e, em alguns casos, a terapia de reposição hormonal.

Imagem ilustrativa número 1

Os principais sintomas da andropausa incluem:

1. Diminuição do desejo sexual 

A diminuição do desejo sexual é um dos sintomas mais frequentemente associados à andropausa, podendo ser um dos primeiros sinais do declínio hormonal no envelhecimento masculino.

A testosterona é um dos principais hormônios que estimulam a libido masculina, e sua deficiência está correlacionada com uma sensação reduzida de interesse sexual e diminuição da atividade sexual espontânea.

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O que fazer: Deve-se consultar o urologista ou endocrinologista, que fará uma avaliação para identificar a causa da diminuição do desejo sexual. 

O médico pode solicitar exames de sangue para medir os níveis de testosterona e investigar outros fatores que também podem reduzir a libido, como uso de medicamentos, depressão ou alterações da tireoide.

Quando é confirmada a deficiência de testosterona e os sintomas afetam a qualidade de vida, pode ser indicada a terapia de reposição de testosterona (TRT). Veja como é feita a reposição de testosterona.

2. Disfunção erétil

A disfunção erétil é um dos sintomas mais frequentes na andropausa, mas geralmente faz parte de uma tríade sexual, que inclui a diminuição do desejo sexual, a dificuldade de manter ereções e a redução ou ausência das ereções espontâneas. 

Na andropausa, a queda da testosterona afeta principalmente os mecanismos naturais que mantêm a saúde do tecido do pênis, o que pode dificultar o início e a manutenção de uma ereção adequada, mesmo quando há estímulo sexual.

O que fazer: É fundamental procurar o urologista, que, após confirmar a deficiência hormonal, pode indicar a terapia de reposição de testosterona como parte do tratamento.

Entretanto, em muitos casos, a abordagem mais eficaz é a terapia combinada, que associa a reposição hormonal a medicamentos específicos para disfunção erétil, como sildenafil, tadalafila ou vardenafila. Entenda melhor como é feito o tratamento para disfunção erétil.

Além da reposição hormonal, é recomendado o acompanhamento psicológico, que ajuda a lidar com mudanças emocionais, melhora a saúde mental e potencializa os resultados do tratamento sexual.

3. Sensação de pouca energia

A sensação de pouca energia, também chamada de fadiga, é um sintoma comum na andropausa, frequentemente descrito como exaustão física e mental. 

Diferente dos sintomas sexuais, essa fadiga é considerada inespecífica, pois pode ser confundida com estresse ou outras condições de saúde, impactando o desempenho no trabalho e a qualidade de vida.

O que fazer: O médico poderá solicitar exames para investigar outras possíveis causas da baixa energia, como obesidade, diabetes, depressão, distúrbios do sono e deficiências nutricionais, que podem piorar a fadiga.

Se a causa estiver relacionada à baixa testosterona, poderá ser indicada a terapia de reposição hormonal, que ajuda a aumentar a vitalidade e reduzir a fadiga.

Além disso, mudanças no estilo de vida, como prática regular de exercícios, alimentação balanceada e cuidados com o sono, contribuem para restaurar a energia e a qualidade de vida.

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4. Alterações de humor e depressão

A deficiência de testosterona pode afetar diretamente a saúde mental, já que o hormônio atua no cérebro, influenciando a liberação de serotonina, um neurotransmissor que regula o comportamento e as emoções.

Como resultado, homens em andropausa podem apresentar humor depressivo, irritabilidade e redução da sensação geral de bem-estar. 

Esses sintomas frequentemente se combinam com cansaço mental e sensação de falta de propósito, impactando relações sociais, desempenho no trabalho e, em alguns casos, levando ao isolamento.

O que fazer: Para identificar a causa, é importante procurar o endocrinologista, que pode solicitar exames de sangue para investigar se os sintomas têm origem hormonal ou psicológica.

O tratamento tem como objetivo restaurar o equilíbrio neuroquímico, combinando cuidados com o sono, exercícios físicos, alimentação balanceada, acompanhamento psicológico e a terapia hormonal, em homens com hipogonadismo confirmado. Conheça o que é hipogonadismo.

5. Dificuldade de concentração

Na andropausa, a redução dos níveis de testosterona pode afetar a função cerebral, levando a dificuldade de concentração, sensação de “nevoeiro” mental e perda de memória, o que impacta o desempenho no trabalho e nas tarefas do dia a dia.

O que fazer: Mudanças no estilo de vida, como exercício físico regular e controle de peso, podem contribuir para melhorar a concentração e função cognitiva, especialmente ao combinar treinamento aeróbico e de resistência.

Além disso, sono adequado, alimentação rica em nutrientes protetores do cérebro, como ômega‑3 e antioxidantes, e atividades que estimulam o cérebro, como jogos de memória e leitura, ajudam a manter e melhorar a concentração. Conheça alguns exercícios para melhorar a concentração e memória.

Embora a reposição hormonal possa trazer benefícios modestos à função mental, seus efeitos são variáveis, sendo a abordagem mais eficaz combinar mudanças no estilo de vida com acompanhamento médico contínuo.

6. Redução da massa muscular 

Com o envelhecimento, os homens podem perder cerca de 1% a 2% da massa muscular por ano, frequentemente acompanhada do acúmulo de gordura abdominal, caracterizando a sarcopenia.

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A sarcopenia é mais frequente após os 50 anos, quando ocorre redução do tamanho e da quantidade de fibras musculares e queda na produção de hormônios, como a testosterona, essencial para a manutenção da musculatura.

O que fazer: Deve-se combinar treinamento de resistência, como musculação, alimentação adequada e hábitos de vida saudáveis, que podem ajudar não só no aumento da massa muscular, mas também na melhora da saúde metabólica. Saiba os melhores alimentos para ganhar massa muscular.

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Além disso, é importante consultar o endocrinologista, para avaliar se há deficiência hormonal por meio de exames de sangue, e também descartar outros fatores que possam contribuir para a perda muscular.

O tratamento da perda de massa muscular na andropausa visa restaurar a massa e a força muscular e melhorar a composição corporal, podendo incluir reposição de testosterona quando há deficiência hormonal confirmada.

7. Diminuição da densidade óssea

Com a queda dos hormônios na andropausa, ocorre diminuição progressiva da densidade óssea, aumentando o risco de osteoporose e fraturas, especialmente de quadril. Veja os sintomas da osteoporose.

O que fazer: Nesses casos, é indicado consultar o endocrinologista, para avaliar os hormônios e a densidade óssea, podendo prescrever medicações, como bisfosfonatos, quando houver risco de progressão para osteoporose.

Além disso, o médico pode prescrever a suplementação de cálcio e vitamina  D para apoiar a prevenção da perda de massa óssea, caso a alimentação não forneça quantidades adequadas desses nutrientes.

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É recomendado também exercícios de força, sono adequado e hábitos saudáveis, como evitar álcool e tabaco. Conheça os melhores exercícios para a osteoporose.

A terapia de reposição de testosterona pode ser considerada em homens com deficiência hormonal comprovada, pois ajuda a melhorar a densidade óssea, mas não deve ser usada isoladamente.

8. Suores e ondas de calor

Embora sejam mais comuns na menopausa feminina, suores e ondas de calor também podem ocorrer em homens com andropausa.

Esse sintoma geralmente surge acompanhado de fadiga, perda de força muscular e alterações na composição corporal, desenvolvendo-se de forma gradual, o que faz com que seja menos intenso do que nas mulheres.

O que fazer: O tratamento de suores e ondas de calor na andropausa começa com a avaliação médica para confirmar se estão relacionados à baixa testosterona, já que esse sintoma também pode ter outras causas.

Estratégias de autocuidado são úteis no alívio desse sintoma, como manter ambientes mais frescos, vestir roupas leves, praticar técnicas de relaxamento e melhorar hábitos de sono.

Quando a deficiência hormonal é confirmada, a reposição de testosterona pode reduzir a frequência e intensidade das ondas de calor, embora seus efeitos possam variar e nem sempre eliminem o sintoma.

9. Distúrbios do sono

Outro sintoma comum na andropausa é a alteração do padrão de sono, que pode se manifestar como insônia, sono fragmentado ou sensação de descanso insuficiente, mesmo após dormir várias horas.

Esses distúrbios do sono podem amplificar outros sintomas, como fadiga e alterações de humor.

O que fazer: Manter medidas de higiene do sono, como horários regulares, ter um ambiente escuro e tranquilo, limitar álcool, cafeína e estímulos eletrônicos antes de dormir, podem melhorar a qualidade do descanso. Saiba como fazer a higiene do sono.

A terapia de reposição de testosterona também pode ser considerada pelo médico, quando há deficiência hormonal confirmada.

No entanto, é fundamental avaliar cuidadosamente há presença de apneia obstrutiva do sono, pois essa condição contraindica o início da terapia de reposição de testosterona.

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