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Como identificar e diagnosticar a apnéia do sono

A apneia obstrutiva do sono é um distúrbio que causa parada momentânea da respiração ou uma respiração muito superficial durante o sono, resultando em roncos e num descanso pouco relaxante, que não permite recuperar as energias. Assim, além de sonolência durante o dia, esta doença provoca sintomas como dificuldade de concentração, dor de cabeça, irritabilidade e até impotência.

Como identificar e diagnosticar a apnéia do sono

Para identificar a apnéia obstrutiva do sono, deve-se notar a presença dos seguintes sintomas: 

  1. Roncar durante o sono;
  2. Acordar várias vezes à noite, mesmo que por poucos segundos e de forma imperceptível;
  3. Apresentar paradas da respiração ou sufocamento durante o sono;
  4. Ter excesso de sono e cansaço durante o dia;
  5. Acordar para urinar ou perder urina durante o sono;
  6. Ter dor de cabeça pela manhã;
  7. Diminuir o rendimento nos estudos ou trabalho;
  8. Ter alterações da concentração e da memória;
  9. Desenvolver irritabilidade e depressão;
  10. Ter impotência sexual.

Esta doença acontece devido a um estreitamento nas vias respiratórias, na região do nariz e garganta, que acontece, principalmente, por uma desregulação na atividade dos músculos da região da garganta chamada faringe, que pode estar excessivamente relaxada ou estreitada durante a respiração. O tratamento é feito pelo médico pneumologista, que poderá indicar um aparelho chamado CPAP ou, em alguns casos, cirurgia. 

Ela é mais comum em pessoas acima dos 50 anos de idade, e a quantidade e intensidade dos sintomas varia de acordo com a gravidade da apnéia, que é influenciada por fatores como excesso de peso e anatomia das vias respiratórias da pessoa, por exemplo.

Tipos de apnéia do sono

Existem 3 tipos  principais da apnéia do sono, que podem ser:

  • Apneia obstrutiva do sono: acontece na maioria dos casos, devido à obstrução das vias aéreas, causadas pelo relaxamento dos músculos da respiração, estreitamento e alterações da anatomia do pescoço, nariz ou mandíbula.
  • Apneia central do sono: acontece, geralmente, após alguma doença que causa lesão cerebral e altera a sua capacidade de regular o esforço respiratório durante o sono, como em casos de tumor cerebral, pós-AVC ou doenças degenerativas do cérebro, por exemplo;
  • Apneia mista: é provocada pela presença tanto de apnéia obstrutiva como de apnéia central, sendo o tipo mais raro. 

Também existem casos de apnéia temporária, que pode acontecer em pessoas com inflamação das amígdalas, tumor ou pólipos na região, por exemplo, que podem dificultar a passagem do ar durante a respiração.

Além disto, existem hábitos de vida que aumentam o risco de desenvolver uma apnéia obstrutiva do sono, como o excesso de peso, consumo de bebidas alcoólicas, tabagismo e uso de remédios para dormir. 

Como identificar e diagnosticar a apnéia do sono

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico definitivo da síndrome da apnéia do sono é feito com a Polissonografia, que é um exame que analisa a qualidade do sono, medindo as ondas cerebrais, os movimentos dos músculos da respiração, a quantidade de ar qu entra e sai durante a respiração, além da quantidade de oxigênio no sangue.

Este exame serve para identificar tanto a apnéia como outras doenças que interferem no sono. Saiba mais sobre como é feita a polissonografia

Além disto, o médico irá fazer uma avaliação da história clínica e exame físico dos pulmões, face, garganta e pesoço da pessoa, o que também poderá ajudar a diferenciar entre os tipos de apnéia. 

Como tratar

Para tratar a apnéia do sono, existem algumas alternativas:

  • CPAP: é um aparelho, semelhante a uma máscara de oxigênio, que empurra o ar para as vias aéreas e facilita a respiração e mlehora a qualidade do sono. É o principal tratamento para a apnéia do sono.
  • Cirurgia: é feita nos pacientes que não melhoram com uso de CPAP, que pode ser uma forma de cura da apnéia, com a correção do estreitamento ou obstrução do ar nas vias respiratórias, corração de deformidades na mandíbula ou a colocação de implantes. 
  • Correção de hábitos de vida: é importante deixar hábitos que podem estar piorando ou desencadeando uma apnéia do sono, como fumar ou ingerir susbtâncias que causam sedação, além de ser muito importante perder peso. 

Os sinais de melhora podem demorar algumas semanas para serem notados, mas já se pode perceber a diminuição do cansaço ao longo do dia devido ao sono mais restaurador. Saiba mais detalhes sobre o tratamento para a apnéia do sono.

O tratamento da apnéia do sono é importante pois, além de diminuir a quantidade de roncos e incomodar menos as pessoas ao redor, também previne o surgimento de complicações e doenças desencadeadas por este distúrbio, como: hipertensão arterial, diabetes tipo 2, insuficiência cardíaca, arritmia, infarto e AVC.

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