Principais remédios para asma

maio 2022

Os remédios para asma que podem ser indicados pelo médico, dependem do objetivo do tratamento, podendo ser usados a longo prazo para controlar os sintomas e prevenir crises, como os corticóides inalatórios ou broncodilatadores de ação longa, ou indicados para o tratamento de crises agudas de asma, como os corticóides sistêmicos ou broncodilatadores de ação rápida, por exemplo.

Esses remédios agem reduzindo a inflamação dos pulmões, abrindo os brônquios, facilitando a entrada de ar e a respiração, aliviando os sintomas da asma ou da crise asmática. Saiba identificar todos os sintomas da asma.

O tratamento da asma deve ser sempre orientado por um pneumologista ou clínico geral, pois é importante adaptar o tipo de tratamento e os remédios utilizados aos sintomas, idade, histórico de saúde, tipo de asma, gravidade da doença e intensidade das crises, de forma individualizada.

Remédios para controlar a asma

Os remédios para controlar a asma, geralmente são utilizados a longo prazo, pois ajudam a controlar e prevenir crises, devendo ser tomados diariamente.

Os principais remédios para controlar a asma que podem ser indicados pelo médico são:

1. Corticoides inalatórios

Os corticóides inalatórios, como beclometasona, fluticasona, budesonida ou mometasona, têm uma ação anti-inflamatória potente sobre as vias respiratórias, reduzindo a inflamação crônica presente nos pulmões, sendo considerado um dos tratamentos mais eficazes para asma, pois ajuda a reduzir os sintomas e prevenir crises, melhorando a função pulmonar e a qualidade de vida.

Esses remédios, conhecidos popularmente como 'bombinha' da asma, podem ser encontrados em farmácias ou drogarias, sendo que alguns, como a beclometasona e a budesonida, são fornecidos gratuitamente pelo SUS. Em alguns casos, o médico pode associar o uso do corticóide inalatório com broncodilatadores inalatórios, para facilitar o tratamento e controlar a doença.

Os corticóides inalatórios devem ser usados diariamente, conforme orientação médica, sendo importante enxaguar a boca ou escovar os dentes imediatamente após a inalação. Além disso, deve-se limpar o inalador com uma escova ou pincel macio para retirar os resíduos do medicamento. Veja o passo a passo de como usar a bombinha da asma corretamente.

2. Broncodilatadores inalatórios de ação longa

Os broncodilatadores inalatórios de ação longa, como o salmeterol e o formoterol, ajudam a abrir os brônquios dos pulmões, facilitando a entrada de ar e a respiração, exercendo um efeito por cerca de 12 horas, indicados para o tratamento a longo prazo da asma.

Geralmente, esses remédios são usados combinados com os corticóides inalatórios, como o formoterol + budesonida, que é fornecido gratuitamente pelo SUS. No entanto, também podem ser encontrados em farmácias ou drogarias, como no caso do salmeterol + fluticasona, ou formoterol + budesonida, por exemplo.

Os broncodilatadores de ação longa devem ser usados somente com indicação médica e são contraindicados para serem usados durante uma crise de asma, pois demoram alguns minutos para exercer seu efeito máximo.

3. Antileucotrienos

Os antileucotrienos, como o montelucaste e o zafirlucaste, agem diminuindo a ação de substâncias chamadas leucotrienos, responsáveis pela inflamação dos pulmões, o que ajuda a impedir o estreitamento e inchaço das vias respiratórias pulmonares.

Esses remédios são indicados para tratamento a longo prazo, para prevenir crises de asma, nos casos de asma persistente moderada, em pessoas que não toleram o tratamento com corticóides inalatórios, mas também podem ser usados para complementar o tratamento com corticóides e broncodilatadores inalatórios. Os antileucotrienos têm um efeito máximo após alguns dias ou até 4 semanas após o início do tratamento, e por isso, não são indicados para usar durante uma crise asmática.

Os antileucotrienos podem ser encontrados na forma de comprimidos revestidos ou mastigáveis, ou na forma de granulado, com os nomes comerciais Montelair, Ária, Piemonte ou Accolate, por exemplo, e não devem ser usados na gravidez ou amamentação, a menos que indicado pelo médico.

4. Imunossupressores

Os imunossupressores, como o omalizumabe ou o dupilumabe, são indicados para o tratamento da asma alérgica grave, quando o tratamento com corticóides inalatórios não foi eficaz para diminuir os sintomas. Esses remédios agem reduzindo a ação do sistema imunológico, aliviando a inflamação dos pulmões.

Os imunossupressores podem ser comprados em farmácias ou drogarias, com os nomes comerciais Xolair ou Dupixent, na forma de injeção para aplicação sob a pele, e são vendidos mediante apresentação de receita médica. Saiba como aplicar o omalizumabe.

5. Xantinas

As xantinas, como a teofilina, possui uma ação broncodilatadora, que embora hoje em dia não seja muito usada, também pode ser indicada para o tratamento de manutenção da asma, já que contribui para o relaxamento dos músculos das vias respiratórias.

Remédios para tratar crises de asma

Os remédios indicados para tratar as crises de asma, apenas devem ser usados no momento em que surge a crise ou antes de fazer esforços, que impliquem aumento da frequência respiratória, caso assim o médico o recomende.

Os principais remédios para tratar crises de asma que podem ser indicados pelo médico são:

1. Broncodilatadores inalatórios de ação curta

Os broncodilatadores inalatórios de ação curta, como o salbutamol e o fenoterol, são remédios indicados para crises de asma, pois agem em poucos minutos após sua aplicação e exercem um efeito por cerca de 4 a 6 horas.

Esses remédios agem dilatando os brônquios dos pulmões rapidamente, facilitando a entrada de ar, aliviando os sintomas da crise asmática.

O salbutamol é oferecido gratuitamente pelo SUS, mediante indicação médica, mas também pode ser encontrado em farmácias ou drogarias, na forma de bombinha ou solução para nebulização, com o nome comercial Aerolin.

2. Corticoides de ação sistêmica

Os corticóides de ação sistêmica, como a prednisona, prednisolona ou a metilprednisolona, podem ser indicados para diminuir a inflamação pulmonar, nos casos de crise de asma grave, e são usados geralmente por uma a duas semanas de tratamento. Isto porque quando usados a longo prazo risco de efeitos colaterais é maior, em comparação com os corticóides inalatórios, podendo causar obesidade, osteoporose ou diabetes, por exemplo. Veja todos os efeitos colaterais dos corticóides sistêmicos.

Esses remédios podem ser usados por via oral, na forma de comprimidos, mas em alguns casos o médico pode recomendar a aplicação de corticóide, como a metilprednisolona, diretamente na veia, feita em hospitais.

A prednisona e a prednisolona, na forma de comprimido ou solução oral, são oferecidas gratuitamente pelo SUS, mediante indicação médica.

3. Antimuscarínicos

Os antimuscarínicos, como o brometo de ipratrópio, agem de forma rápida ajudando a dilatar os brônquios nos pulmões, podendo ser indicados pelo médico para o tratamento de crises de asma grave e mal controlada, mas também podem ser indicados para complementar o tratamento com corticóides e broncodilatadores inalatórios.

O brometo de ipratrópio pode ser encontrado em farmácias ou drogarias, com o nome comercial Atrovent, na forma de gotas para nebulização ou bombinha inalatória. Saiba como usar o ipratrópio.

Remédios para asma na gravidez

Os remédios para asma na gravidez, geralmente, são os mesmos que a mulher já usava antes de engravidar. Porém, antes de continuar o tratamento, a mulher deve falar com o médico, já que há medicamentos que podem ser mais seguros na gravidez.

O uso excessivo de remédios deve ser evitado durante a gravidez e, por isso, é recomendado evitar fatores que exacerbem a doença e aumentem o risco da ocorrência de crises, como o contato com pólen, poeira, cães e gatos, perfumes e aromas intensos.

É importante seguir as recomendações médicas, pois a asma durante a gravidez, quando não controlada ou quando provoca crises, pode causar problemas para a mulher, como pré-eclâmpsia, diabetes gestacional ou parto prematuro, e também pode afetar o bebê, podendo ocorrer prematuridade ou baixo peso ao nascer, que podem colocar a vida do bebê em risco.

Cuidados durante o tratamento da asma

Alguns cuidados importantes durante o tratamento da asma são:

  • Tomar os remédios recomendados pelo médico;
  • Tomar vacinas como da gripe ou da pneumonia, conforme indicado pelo médico, para ajudar a evitar infecções pulmonares, que podem causar crise de asma;
  • Identificar e evitar substâncias que podem causar crises de asma, como pólen, poluição ou mofo, por exemplo;
  • Manter o ambiente limpo, sem sujeira ou poeira;
  • Não fumar;
  • Manter o peso saudável;
  • Fazer exercícios físicos liberados pelo médico;
  • Evitar bebidas alcoólicas;
  • Evitar locais muito empoeirados, produtos de limpeza com cheiro forte, spray de cabelo ou perfumes, que possam causar irritação ou inflamação nos pulmões e piorar os sintomas, levando à crises de exacerbação;
  • Evitar o uso de remédios por conta própria, como os anti-inflamatórios, pois podem causar crises de asma.

No caso de ocorrer uma crise de asma, é importante procurar ajuda médica imediatamente ou o pronto socorro mais próximo. Confira os primeiros socorros para crises de asma.

Assista ainda o vídeo seguinte e confira o que comer para ajudar a controlar a asma:

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Atualizado e revisto clinicamente por Flávia Costa - Farmacêutica, em maio de 2022.

Bibliografia

  • OLIN, J. T.; WECHSLER, M. E. Asthma: pathogenesis and novel drugs for treatment. BMJ. 349. g5517, 2014
  • KWAH, J. H.; PETERS, A. T. Asthma in adults: Principles of treatment. Allergy Asthma Proc. 40. 6; 396-402, 2019
Mostrar bibliografia completa
  • CONITEC. Inclusão da apresentação spray de Formoterol + Budesonida para o tratamento da Asma. 2021. Disponível em: <http://conitec.gov.br/images/Consultas/Relatorios/2021/20210217_Relatorio_formoterol_budesonida_asma_CP07.pdf>. Acesso em 09 mai 2022
  • SO, J. Y.; et al. Asthma: Diagnosis and Treatment. European Medical Journal. 3. 4; 111-121, 2018
Revisão clínica:
Flávia Costa
Farmacêutica
Formada em Farmácia pelo Centro Universitário Newton Paiva em 2003. Mestre em Ciências Biomédicas pela UBI, Portugal.

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