Asma: o que é, sintomas, causas, tipos e tratamento

julho 2022
  1. Sintomas
  2. Crise de asma
  3. Causas
  4. Tipos
  5. Tratamento

A asma é uma inflamação crônica dos pulmões que causa inchaço e estreitamento das vias aéreas, além do aumento da produção de muco, dificultando a respiração e levando ao surgimento de sintomas como falta de ar, tosse, chiado ou sensação de pressão ou aperto no peito.

Essa inflamação, também chamada de asma brônquica ou bronquite asmática, é mais frequente em pessoas que possuem histórico de asma na família, tiveram infecções respiratórias de repetição durante a infância ou que possuem muitas alergias.

O tratamento da asma deve ser feito com orientação do clínico geral ou pneumologista, para aliviar os sintomas, podendo ser indicado o uso de remédios de acordo com os sintomas apresentados e gravidade da doença.

Principais sintomas

Os principais sintomas de asma são:

  • Falta de ar;
  • Dificuldade para encher os pulmões;
  • Tosse, especialmente à noite;
  • Sensação de pressão ou aperto no peito;
  • Chiado ou ruído ao respirar;
  • Cansaço excessivo;

Esses sintomas costumam surgir de forma repentina ou após a pessoa se expor a algum fator ambiental que cause alteração nas vias respiratórias, seja por uma alergia a poeira ou pólen, ou como consequência da prática de exercício físico intenso, por exemplo.

Sintomas de crise de asma

Durante uma crise de asma também podem surgir sintomas como:

  • Respiração muito rápida;
  • Tosse que não melhora;
  • Tontura;
  • Confusão mental;
  • Dor no peito;
  • Dificuldade para falar;
  • Pele pálida;
  • Suor frio;
  • Lábios ou dedos azulados;
  • Sensação de ansiedade ou pânico;
  • Desmaio.

Quando a pessoa está em uma crise de asma é recomendado que o medicamento, receitado pelo médico, seja utilizado o mais rápido possível e que a pessoa fique sentada com o corpo levemente inclinado para frente.

Quando os sintomas não passam, é recomendado que seja chamada uma ambulância ou que se vá para o hospital mais próximo. Veja com mais detalhes o que fazer numa crise de asma.

Sintomas de asma no bebê

No caso dos bebês, a crise de asma pode ser identificada por meio de outros sintomas como dedos e lábios roxos, respiração mais rápida que o normal, cansaço excessivo, sonolência, tosse constante e dificuldade para comer.

Quando o bebê apresenta estes sintomas os pais podem encostar o ouvido no peito ou nas costas do bebê para verificar se ouvem algum ruído, que pode ser semelhante à respiração dos gatos, e então informar ao pediatra para que possa ser feito o diagnóstico e o tratamento adequado seja indicado. Saiba como reconhecer os sintomas de asma no bebê.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da asma é feito pelo pneumologista ou clínico geral através da avaliação dos sintomas e pode ser confirmado através da auscultação pulmonar e da realização de exames complementares, como a espirometria e testes de broncoprovocação, onde o médico tenta desencadear uma crise de asma e oferece o remédio da asma, para verificar se após o seu uso os sintomas desaparecem. Saiba mais sobre os exames para diagnosticar a asma.

Possíveis causas

As causas da asma ainda não são muito bem esclarecidas, no entanto, acredita-se que ocorra devido a uma combinação de fatores genéticos e ambientais, como:

  • Exposição a ambientes com muita poeira ou fumaça;
  • Alergias respiratórias, principalmente a ácaro, mofo, pólen, pelo de animais, ou fezes, saliva ou partes do corpo de baratas, por exemplo;
  • Mudanças climáticas;
  • Infecções respiratórias causadas por vírus, bactérias ou fungos;
  • Sinusite crônica;
  • Tabagismo ou estar em ambientes que tenham fumaça de cigarro;
  • Prática de atividade física muito intensa;
  • Estresse ou emoções fortes;
  • Alergias alimentares, como camarão, frutos secos, cerveja, vinho ou conservantes como sulfitos;
  • Doença do refluxo gastroesofágico;
  • Uso de remédios anti-inflamatórios não esteróides, como ácido acetilsalicílico, ibuprofeno ou naproxeno, por exemplo.

A asma não é contagiosa, ou seja, não é transmitida de pessoa para pessoa, no entanto filhos de pessoas asmáticas têm maiores chances de desenvolver asma em qualquer fase da vida.

Tipos de asma

Os tipos de asma são classificados de acordo com sua causa, e incluem:

1. Asma alérgica

A asma alérgica, também chamada de asma atópica, é o tipo mais comum de asma, causada pela exposição a substâncias alérgicas que, quando são inaladas, desencadeiam as crises.

2. Asma não alérgica

A asma não alérgica, também chamada de asma intrínseca ou asma não-atópica, é o tipo menos comum de asma, geralmente se desenvolve na idade adulta, sendo mais comum em mulheres, podendo ter sintomas mais graves.

Esse tipo de asma geralmente é causada por fatores emocionais, ansiedade, estresse, calor ou frio excessivos, infecções respiratórias, tabagismo ou atividades físicas.

3. Asma induzida por exercício

A asma induzida pelo exercício, também chamada de broncoconstrição induzida pelo exercício, é causada pelo estreitamento das vias aéreas durante a atividade física ao inspirar o ar mais seco do que o ar que está nos pulmões, causando sintomas semelhantes ao da asma, em pessoas que não têm o diagnóstico de asma.

Geralmente, os sintomas da asma induzida pelo exercício iniciam-se alguns minutos após iniciar a atividade física e melhoram cerca de 10 a 15 minutos após interromper os exercícios.

4. Asma ocupacional

A asma ocupacional é considerada um tipo de asma alérgica, pois ocorre devido à exposição a substâncias no ambiente de trabalho, como fumaça, gases, pós ou poeiras, por exemplo.

Esse tipo de asma pode se desenvolver na idade adulta, e é caracterizado por surgimento dos sintomas da asma no ambiente de trabalho, mas que melhoram nos dias em que a pessoa não está no trabalho.

5. Asma eosinofílica

A asma eosinofílica é um tipo de asma grave, causada por um aumento da quantidade de glóbulos brancos no sangue, chamados eosinófilos, que fazem parte do sistema de defesa do organismo combatendo infecções bacterianas.

O aumento da quantidade de eosinófilos, pode causar uma reação inflamatória e inchaço das vias aéreas e do sistema respiratório, levando ao surgimento dos sintomas, e embora seja um tipo de asma raro, as crises são mais graves.

6. Asma induzida por aspirina

A asma induzida por aspirina é um tipo de crise de asma que ocorre após a ingestão de ácido acetilsalicílico (aspirina) ou qualquer outro anti-inflamatório não esteróide, como ibuprofeno ou naproxeno, por exemplo, em pessoas diagnosticadas com asma, ou que tenham fatores de risco como sinusite crônica, pólipos nasais, ou congestão nasal recorrente, por exemplo.

A causa exata do porque os anti-inflamatórios não esteróides levam ao surgimento dos sintomas de asma ainda não é totalmente conhecido, mas acredita-se que seja porque esses remédios reduzem a produção de substâncias inflamatórias no corpo, como prostaglandinas e tromboxanos, o que leva o organismo a aumentar a produção de substâncias pró-inflamatórias chamadas leucotrienos, o que pode causar exacerbação da asma ou crises de asma.

Como é feito o tratamento

O tratamento da asma deve ser orientado pelo pneumologista ou clínico geral, que pode indicar o uso de remédios para aliviar a inflamação nas vias respiratórias e que deve ser usado diariamente, assim como outro para situações de emergência, como acontece durante as crises.

Assim, para controlar a asma e prevenir crises, o médico pode recomendar o uso de corticóides ou broncodilatadores inalatórios, na forma de bombinhas, como beclometasona, salmeterol, por exemplo.

Já para crises de asma, o médico pode recomendar uso de remédios, como salbutamol, fenoterol, brometo de ipratrópio, usados na forma de bombinha ou gotas para inalação, ou ainda corticóides na forma de comprimidos, como a prednisona ou prednisolona, por exemplo. Veja todos os remédios que podem ser indicados para a asma.

Além disso, para prevenir crises de asma é importante evitar o contato com os agentes que podem desencadear uma crise asmática, como o contato com animais, tapetes, cortinas, poeira, locais muito úmidos e com mofo, por exemplo. Veja outras formas de prevenir a crise de asma.

A prática regular de exercícios físicos também é indicada para o tratamento e controle da asma porque melhora a capacidade cardíaca e respiratória do indivíduo. A natação é um bom exercício para asma porque fortalece os músculos respiratórios, no entanto, toda a prática esportiva é indicada e, por isso, o asmático poderá escolher aquela que mais gosta, após avaliação médica.

Além disso, veja como a alimentação pode ajudar a aliviar os sintomas de asma:

Esta informação foi útil?

Atualizado por Manuel Reis - Enfermeiro, em julho de 2022. Revisão médica por Dr. Arthur Frazão - Oftalmologista, em fevereiro de 2016.

Bibliografia

  • MINISTÉRIO DA SAÚDE. Asma: o que é, causas, sintomas, tratamento, diagnóstico e prevenção. 2020. Disponível em: <https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/a/asma>. Acesso em 08 jun 2022
  • HAMAD, A. M.; et al. Aspirin-induced asthma: clinical aspects, pathogenesis and management. Drugs. 64. 21; 2417-32, 2004
Mostrar bibliografia completa
  • HASHMI, M. F.; TARIQ, M.; CATALETTO, M. E. IN: STATPEARLS [INTERNET]. TREASURE ISLAND (FL): STATPEARLS PUBLISHING. Asthma. 2022. Disponível em: <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK430901/>. Acesso em 09 jun 2022
  • AGGARWAL, B.; et al. Exercise-induced bronchoconstriction: prevalence, pathophysiology, patient impact, diagnosis and management. NPJ Prim Care Respir Med. 28. 1; 31, 2018
  • PIÑERA, S. P.; et al. Management of asthma in the emergency department: a consensus statement. AgoEmergencias. 30. 4; 268-277, 2018
  • SALO, P. M.; et al. Bedroom Allergen Exposure Beyond House Dust Mites. Curr Allergy Asthma Rep. 18. 10; 52, 2018
  • AKAR-GHIBRIL, N.; et al. Allergic Endotypes and Phenotypes of Asthma. J Allergy Clin Immunol Pract. 8. 2; 429-440, 2020
  • PAKKASELA, J.; et al. Age-specific incidence of allergic and non-allergic asthma. BMC Pulm Med. 20. 1; 9, 2020
  • SILVA, Luiz Carlos et al.. Pneumologia: Princípios e Prática. 1.ed. Porto Alegre: Artmed Editora, 2012. 447-479.
  • LONGO, Dan L. et al.. Medicina interna de Harrison. 18.ed. São Paulo: AMGH Editora, 2013. 2109-2111.
Revisão médica:
Dr. Arthur Frazão
Clínico geral
Médico generalista, especialista em Oftalmologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em 2008, com registro profissional no CRM/PE 16878

Tuasaude no Youtube

  • 5 EXERCÍCIOS PARA FORTALECER O PULMÃO | com @Mirca Fisioterapia e Bem-estar

    06:03 | 743177 visualizações
  • O que comer para asma

    02:48 | 308963 visualizações