Enxaqueca é uma dor de cabeça moderada a intensa, sendo geralmente uma dor latejante ou pulsátil, e que pode estar acompanhada de outros sintomas como mal-estar geral, náuseas, vômitos, formigamento no corpo e sensibilidade à luz.
A dor da enxaqueca é mais comum em mulheres e mais frequente na fase adulta. As crises podem ser desencadeadas por fatores como sono inadequado, TPM, estresse ou consumo de alguns alimentos.
O tratamento da enxaqueca é feito pelo neurologista, que pode indicar remédios para aliviar a dor e outros sintomas, prevenir novas crises e recomendar técnicas de relaxamento, conforme o tipo e a intensidade dos sintomas.
Sintomas de enxaqueca
Os principais sintomas de enxaqueca são:
- Dor de cabeça intensa, geralmente pulsante ou latejante;
- Dor em apenas um dos lados da cabeça, na maioria dos casos.
- Mal-estar geral;
- Náuseas e vômitos;
- Tonturas;
- Formigamento no corpo;
- Sensibilidade à luz, sons ou cheiros.
A dor da enxaqueca costuma durar várias horas, piora com movimentos e pode irradiar para o rosto e pescoço, dificultando as atividades do dia a dia. Conheça mais sobre os sintomas de enxaqueca.
Algumas pessoas apresentam sinais de que uma crise está se aproximando, que podem surgir de 1 a 2 dias antes, como desejo por alimentos específicos, cansaço excessivo, irritabilidade ou rigidez no pescoço.
Teste online de sintomas
Para saber a possibilidade de ter enxaqueca, por favor, indique abaixo os sintomas que apresenta:
Este teste é apenas uma ferramenta de orientação e não substitui a consulta com o neurologista ou clínico geral, que irá avaliar os sintomas, histórico de saúde e realizar o diagnóstico adequado.
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico da enxaqueca é feito pelo neurologista através da avaliação dos sintomas e características das crises, como intensidade, duração, localização da dor e presença de sinais associados, como náuseas e sensibilidade à luz.
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Além disso, o médico pode investigar possíveis fatores que desencadeiam as crises de enxaqueca e avaliar os medicamentos utilizados, incluindo aqueles que podem influenciar na frequência ou intensidade da dor.
Em alguns casos, o médico pode solicitar exames de imagem, como ressonância magnética ou tomografia, quando há suspeita de outras causas para a dor de cabeça, como meningite, aneurisma cerebral ou hemorragia intracraniana, por exemplo.
Tipos de enxaqueca
Os principais tipos de enxaqueca são:
1. Enxaqueca com aura
A enxaqueca com aura é um tipo de enxaqueca que causa alterações na visão, como a presença de uma nuvem esbranquiçada e até pequenos pontos brilhantes no campo de visão.
Em alguns casos, a enxaqueca com aura pode acontecer sem que, a seguir, a pessoa apresente a dor característica da enxaqueca. Veja mais sobre a enxaqueca com aura.
2. Enxaqueca crônica
A enxaqueca crônica é um tipo de enxaqueca rara em que os sintomas da crise de enxaqueca se mantêm por mais de 15 dias.
Embora não coloque a vida em risco, a enxaqueca crônica pode afetar gravemente as atividades diárias e a qualidade de vida, devendo-se, por isso, fazer o tratamento com um neurologista para aliviar os sintomas. Saiba mais sobre a enxaqueca crônica.
3. Enxaqueca na gravidez
Por ser um período de grandes alterações hormonais, a gravidez também pode desencadear crises de enxaqueca mais frequentes, principalmente durante o 1º trimestre.
Este tipo de enxaqueca tende a melhorar depois do 2º trimestre e geralmente desaparece no 3º trimestre.
Leia também: Dor de cabeça na gravidez: 9 causas (e o que fazer para aliviar) tuasaude.com/dor-de-cabeca-na-gravidez4. Enxaqueca menstrual
A enxaqueca menstrual é aquela que acontece 2 dias antes até 3 dias depois da menstruação e é provocada pelas alterações hormonais que acontecem no corpo da mulher durante esse período.
Além da forte dor de cabeça, também podem surgir outros sinais comuns da TPM, como aumento da retenção de líquido, irritabilidade, cólicas e dor nas mama. Veja mais sobre a enxaqueca menstrual.
Leia também: Tipos de dor de cabeça: sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/tipos-de-dor-de-cabecaCausas da enxaqueca
A enxaqueca é causada por alterações na atividade elétrica de neurônios, devido a uma combinação de fatores genéticos, ambientais e neurológicos.
Os principais fatores associados ao surgimento das crises de enxaqueca incluem:
- Histórico familiar de enxaqueca;
- Alterações hormonais;
- Mudanças no padrão de sono;
- Atividade física intensa;
- Estresse e ansiedade;
- Desidratação;
- Uso prolongado de medicamentos;
- Estímulos ambientais, como luz intensa, sons altos, cheiros fortes ou mudanças de temperatura.
Além disso, uma alimentação inadequada, como ficar longos períodos sem comer ou consumir determinados alimentos, como chocolate e bebidas alcoólicas, também pode desencadear crises de enxaqueca em algumas pessoas. Confira outros alimentos que aumentam o risco de enxaqueca.
Leia também: 8 causas comuns de enxaqueca (e o que fazer) tuasaude.com/causas-da-enxaquecaFases da crise de enxaqueca
As fases da crise de enxaqueca são:
1. Pródromo
Ocorre horas ou até 1 a 2 dias antes da dor de cabeça e pode causar sinais como cansaço, alterações de humor, irritabilidade, dificuldade de concentração, rigidez no pescoço, bocejos frequentes e desejo por alguns alimentos.
2. Aura
Tende a surgir imediatamente antes da dor de cabeça, 5 minutos a 1 hora antes, e é caracterizada por alterações na visão, como pontos luminosos ou visão embaçada, além de formigamento, dormência ou dificuldade para falar.
3. Crise de enxaqueca
Esta é a fase aguda da enxaqueca, caracterizada pelo surgimento da dor de cabeça intensa, que pode ser acompanhada por náuseas, vômitos e sensibilidade à luz, sons ou cheiros. Essa fase geralmente dura de 4 horas a 3 dias.
Leia também: Crise de enxaqueca: sintomas, quanto tempo dura e o que fazer tuasaude.com/crise-de-enxaqueca4. Pósdromo
Ocorre após o fim da dor e pode causar cansaço, fraqueza, dificuldade de concentração ou sensação de mal-estar, podendo durar algumas horas ou até um dia.
Como aliviar
Durante uma crise de enxaqueca, algumas medidas para aliviar a dor incluem:
- Descansar em um ambiente escuro e silencioso, pois a luz, os sons e cheiros fortes podem piorar os sintomas;
- Aplicar compressas frias na cabeça ou no pescoço, que podem ajudar a aliviar a sensação de dor;
- Beber água e manter-se hidratado, especialmente em casos de náuseas ou vômitos;
- Fazer refeições leves, evitando ficar longos períodos sem comer, pois o jejum pode intensificar a crise;
- Praticar técnicas de relaxamento, como respiração profunda, meditação ou alongamentos leves, para reduzir a tensão.
Além disso, tomar os medicamentos indicados pelo médico, como analgésicos, anti-inflamatórios ou remédios específicos para enxaqueca, preferencialmente no início da crise, pode ajudar a reduzir a intensidade e a duração dos sintomas.
Como é feito o tratamento
O tratamento para enxaqueca tem como objetivo aliviar a dor durante os episódios e prevenir novas crises, com:
1. Remédio para enxaqueca
Os remédios mais indicados para enxaqueca são:
- Analgésicos, como paracetamol ou dipirona, indicados para aliviar crises leves a moderadas;
- Anti-inflamatórios, como ibuprofeno, naproxeno ou ácido acetilsalicílico, que podem ajudar a reduzir a dor e a inflamação durante as crises;
- Triptanos, como sumatriptana, naratriptana ou zolmitriptana, indicados principalmente para crises moderadas a intensas ou quando os analgésicos comuns não apresentam efeito;
- Antieméticos, como metoclopramida ou domperidona, que podem ser indicados para controlar náuseas e vômitos associados à enxaqueca;
- Corticoides, como prednisona ou dexametasona.
Estes medicamentos devem ser sempre prescritos pelo neurologista, pois o tipo de remédio a utilizar, assim como a dose, variam de acordo com os sintomas apresentados e sua intensidade.
Leia também: 13 remédios para enxaqueca tuasaude.com/remedio-para-enxaquecaEm alguns casos, o médico pode indicar o uso de remédios para prevenir o aparecimento ou, pelo menos, diminuir a frequência das crises de enxaqueca.
2. Remédio preventivo
Quando as crises são frequentes, intensas ou interferem na qualidade de vida, o neurologista pode recomendar medicamentos preventivos, que devem ser usados regularmente para reduzir a frequência e a intensidade dos episódios.
Alguns exemplos incluem betabloqueadores, anticonvulsivantes, antidepressivos e medicamentos específicos para prevenção da enxaqueca, conforme a avaliação médica.
3. Acupuntura para enxaqueca
Alguns estudos feitos com acupuntura no tratamento da enxaqueca demonstram que fazer 10 sessões durante um período de 5 a 8 semanas pode ser uma ótima forma de aliviar os sintomas da crise de enxaqueca.
4. Alimentação para enxaqueca
Durante a crise é recomendado fazer uma dieta adaptada para enxaqueca, com alimentos de fácil digestão, que tenham propriedades anti-inflamatórias e que melhorem a circulação sanguínea, como os peixes, o gengibre ou as castanhas, por exemplo.
É também importante evitar a ingestão de todos os alimentos com potencial para piorar a crise, como é o caso do café, dos chás com cafeína, dos produtos industrializados ou das frutas cítricas. Confira mais detalhes da alimentação para enxaqueca.
Veja, no vídeo a seguir, mais dicas sobre o que comer e o que evitar em caso de enxaqueca:
Alimentos que causam ENXAQUECA
04:21 | 201.657 visualizações5. Injeção de botox
A injeção de botox nos músculos em redor da cabeça pode ser feita pelo neurologista nos casos em que a pessoa apresenta enxaqueca 15 ou mais dias por mês e com duração de 4 ou mais horas por dia.
Esse tipo de tratamento pode ajudar a evitar a crise de enxaqueca, principalmente nos casos de enxaqueca crônica que não melhora com os remédios preventivos.
Como prevenir a crise de enxaqueca
Algumas formas de prevenir crises de enxaqueca são:
- Manter uma rotina de sono adequada, evitando dormir pouco, dormir em excesso ou alterar frequentemente os horários de sono;
- Praticar atividade física regularmente, pois o exercício pode ajudar a reduzir o estresse e a frequência das crises em algumas pessoas;
- Evitar ficar longos períodos sem comer, mantendo uma alimentação equilibrada e horários regulares para as refeições;
- Identificar e evitar possíveis gatilhos, como determinados alimentos, estresse, cheiros fortes, luz intensa ou alterações hormonais;
- Beber água ao longo do dia, pois a desidratação pode favorecer o surgimento das crises;
- Controlar o estresse, utilizando técnicas de relaxamento, como meditação, respiração profunda ou outras atividades que promovam bem-estar.
Também é importante fazer acompanhamento médico, principalmente quando as crises são frequentes ou intensas, para avaliar a necessidade de iniciar medicamentos preventivos e ajustar o tratamento conforme cada caso.