Emergência pediátrica: o que é, como funciona (e quando ir)

A emergência pediátrica é uma situação clínica que deve ser identificada e tratada rapidamente, para estabilizar as funções vitais do bebê, criança ou adolescente, evitando a incapacidade permanente ou o óbito.

Algumas situações classificadas como emergências pediátricas são: engasgo, trauma grave, queimadura grande, crise convulsiva, afogamento, desidratação grave, intoxicação e alergias graves.

Assim, deve-se sempre ligar para o SAMU (192) ou os Bombeiros (193), ou procurar uma emergência pediátrica, se a criança apresentar sintomas como febre persistente, lábios, língua ou unhas arroxeados, sangramento intenso, perda da consciência e/ou inchaço rápido dos lábios, língua ou garganta, por exemplo.

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Imagem ilustrativa número 1

Como funciona a emergência pediátrica

A emergência pediátrica funciona de forma rápida e dinâmica, e o atendimento deve ser feito conforme a gravidade da condição.

As etapas do atendimento da emergência pediátrica são:

  1. Triângulo de Avaliação Pediátrica (TAP): Este procedimento é baseado na observação geral e rápida da criança, e inclui a aparência, o trabalho respiratório e a circulação. O objetivo do TAP é determinar se o estado da criança é ou não potencialmente crítico;
  2. Protocolo ABCDE: o médico realiza uma avaliação das vias Aéreas, se a criança possui Boa ventilação, a Circulação, se possui Disfunção neurológica e a Exposição;
  3. Avaliação secundária: após a estabilização, a equipe médica avalia os sinais e sintomas da criança, as possíveis alergias, os remédios em uso, a história clínica, os alimentos e líquidos ingeridos na última refeição, o que aconteceu antes da emergência e solicita exames complementares;

Após o médico encerrar toda a avaliação ou reavaliação, a criança, já estabilizada, deve ser encaminhada ao local mais adequado para o tratamento da condição diagnosticada.

Quando procurar uma emergência pediátrica

Deve-se procurar uma emergência pediátrica em situações como:

1. Problemas respiratórios graves

Na presença de problemas respiratórios graves, deve-se procurar uma emergência pediátrica para que o bebê, a criança ou o adolescente seja avaliado pelo médico o mais breve possível.

Sintomas de problemas respiratórios graves incluem dificuldade extrema para respirar, respiração ineficaz, com esforço muito grande no abdômen ou pescoço, ou a ausência de respiração.

Além disso, engasgos que causem chiado, tosse persistente ou falta de ar ou coloração azulada ou arroxeada nos lábios, pele ou extremidades, também indicam problemas respiratórios graves.

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2. Acidentes e traumas

Os acidentes e traumas que indicam a necessidade de procurar uma emergência pediátrica são:

  • Pancadas na cabeça: Se a criança perder a consciência por mais de 5 segundos, apresentar vômitos, choro excessivo, olhos arroxeados, alteração na visão, perda de equilíbrio ou dificuldade para caminhar;
  • Afogamentos e submersões: Toda criança vítima de afogamento precisa passar por uma avaliação médica, mesmo que pareça estável e bem após o resgate;
  • Queimaduras: queimaduras de 2º grau que atinjam mais de 10% do corpo da criança, queimaduras de 3º ou 4º graus, ou lesões que afetem o rosto, o pescoço, as vias aéreas e as genitais;
  • Choque elétrico: Sempre exige avaliação médica, especialmente se a criança apresentar perda de consciência, respiração alterada ou queimaduras;
  • Ingestão de substâncias: se a criança ingeriu remédios de adultos, produtos de limpeza, cosméticos, baterias ou objetos perfurantes.

Em casos de cortes profundos ou mordidas de animais que não param de sangrar, possuem objetos encravados ou são localizados no rosto ou pescoço, também é fundamental procurar uma emergência pediátrica.

3. Alterações neurológicas

É importante procurar a emergência pediátrica se a criança ou adolescente apresentar sintomas de alterações neurológicas, como crises convulsivas repetidas, repentina ou que duram mais de 5 minutos.

Alterações súbitas de consciência, letargia grave, confusão mental, incapacidade de acordar a criança ou coma, também podem ser sinais de alteração neurológica.

4. Desidratação grave

Se a criança apresentar sinais de desidratação grave, como ausência de lágrimas e/ou urina, olhos fundos, boca muito seca e fontanela, ou moleira, afundada, deve-se procurar uma emergência pediátrica imediatamente.

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5. Dor abdominal intensa

É recomendado procurar a emergência pediátrica o mais rápido possível se a criança apresentar dor abdominal intensa, abdome rígido e/ou a presença de vômitos esverdeados.

6. Febre com sinais de alerta

Alguns sinais de alerta caso a criança apresente febre são:

  • Febre em bebês com menos de 3 meses;
  • Febre que dura mais de 3 a 4 dias, sem melhora;
  • Presença de febre acompanhada de manchas vermelhas ou arroxeadas pelo corpo;
  • Febre acompanhada de rigidez na nuca, prostração grave, sonolência ou recusa total de alimentação.

Nestes casos, os pais ou responsáveis do bebê, criança ou adolescente devem procurar uma emergência pediátrica o mais breve possível. Conheça um pouco mais sobre a febre no bebê.

7. Alergia grave

Deve-se sempre procurar uma emergência pediátrica, se a criança apresentar sintomas de alergia grave, como inchaço no rosto/língua acompanhado de tosse, manchas na pele, chiado no peito ou falta de ar logo.

Estes sintomas surgem imediatamente após a criança entrar em contato com alguma substância alergênica, como alimento, remédio, veneno de inseto ou material, por exemplo.

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