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Urgência ou emergência: qual a diferença e quando ir ao hospital

Urgência e emergência podem parecer duas palavras muito semelhantes, no entanto, em ambiente hospitalar, essas palavras têm significados muito diferentes que ajudam a avaliar os pacientes de acordo com o risco de vida que correm, otimizando o tempo que passa desde o início dos sintomas até o tratamento médico.

Independente de se tratar de uma urgência ou de uma emergência, qualquer caso que pareça colocar a vida em risco deve ser avaliado o mais rápido possível por um profissional de saúde, devendo-se pedir ajuda pelo 192 ou ir na urgência do hospital da região.

Urgência ou emergência: qual a diferença e quando ir ao hospital

O que é uma emergência

Normalmente, o termo "emergência" é utilizado nos casos mais graves, quando a pessoa está em risco imediato de perder a vida e, por isso, o tratamento médico deve ser iniciado o mais rápido possível, mesmo que ainda não exista um diagnóstico bem definido.

O tratamento destes casos é especialmente direcionado para tentar controlar os sinais vitais e não para tratar a causa do problema. Encaixam nesta definição situações como hemorragias graves, AVC ou um infarto, por exemplo.

O que é uma urgência

A palavra "urgência" é usada para descrever uma situação que é grave, mas que não coloca a vida em risco imediato, embora possa evoluir ao longo do tempo para uma emergência. Nesta classificação estão incluídos casos como fraturas, queimaduras de 1º e 2º grau ou uma apendicite, por exemplo.

Nestes casos, existe mais tempo para fazer vários exames, identificar a causa e definir a melhor forma de tratamento, que deve ser direcionada para resolver a causa e não apenas para estabilizar os sinais vitais.

Situações de emergência vs urgência

A seguir, indicamos algumas situações que podem ser descritas como emergência ou urgência:

Situações EMERGENTESituações URGENTES
Dor muito intensa no peito (infarto, aneurisma da aorta...)Febre persistente
Suspeita de AVC

Diarreia constante

Queimadura de 3º grau ou muito extensasTosse persistente
Reação alérgica severa (com dificuldade respiratóra)Dor que não melhora
Dor abdominal muito intensa (perfuração do intestino, gravidez ectópica...) Fraturas sem hemorragia grave
Hemorragia gravePresença de sangue no catarro ou na urina
Dificuldade para respirarDesmaio ou confusão mental
Traumatismo craniano gravePequenos cortes
Traumas causados acidentes ou armas, como pistola ou facaPicadas ou mordidas de animais

Qualquer uma das situações apresentadas é motivo para ir ao hospital e fazer uma avaliação profissional por um médico, enfermeiro ou outro profissional de saúde.

Quando devo ir ao hospital

Nem sempre é fácil identificar quando é realmente preciso ir no hospital ou pronto socorro, e por isso aqui ficam alguns dos principais sintomas que justificam uma ida à urgência ou pronto-socorro:

1. Perda de consciência, desmaio ou confusão mental

Quando existe perda de consciência, desmaio, confusão ou tonturas severas é importante ir no hospital ou pronto socorro, especialmente se estiverem presentes outros sintomas como falta de ar ou vômito, por exemplo. A perda de consciência ou desmaio frequente pode indicar a presença de outros problemas mais graves, como doenças cardíacas, neurológicas ou hemorragias internas. 

2. Acidente ou queda grave

Se sofreu ferimentos graves ou se se machucou em consequência de um acidente ou prática de esporte, é importante ir no hospital se:

  • Bateu com a cabeça ou se perdeu a consciência; 
  • Tem algum hematoma extenso ou inchaço em alguma região do corpo; 
  • Apresenta algum corte profundo ou sangramentos; 
  • Tem dor forte em alguma região do corpo ou se suspeitar de alguma fratura. 

É importante que estes sintomas sejam observados e avaliados por um especialista, podendo ser necessário a realização de alguns exames, para evitar que os sintomas piorem ou que provoquem sequelas mais graves. 

Urgência ou emergência: qual a diferença e quando ir ao hospital

3. Dificuldade para movimentar um lado do corpo ou dormência

Quando existe perda de memória e confusão mental, diminuição da força e da sensibilidade de um dos lados do corpo ou dor de cabeça forte, existem suspeitas de AVC, e por isso é muito importante procurar rapidamente ajuda médica.

4. Dor forte ou repentina

Qualquer dor forte que surja sem razão aparente deve ser analisada pelo médico, especialmente se não passar após alguns minutos. Porém, existem algumas dores que podem ser mais preocupantes que outras, como: 

  • Dor súbita no peito, pode ser sinal de infarto, pneumotórax ou embolia pulmonar, por exemplo;
  • Em mulheres, dor forte e súbita no ventre pode indicar aborto;
  • Dor abdominal forte pode indicar apendicite ou infecção na vesícula ou pâncreas;  
  • Dor forte na região dos rins, pode ser sinal de infecção urinária; 
  • Dor de cabeça forte e sem razão pode ser sinal de AVC hemorrágico; 
  • Dor forte nos testículos pode indicar a presença de uma infecção nos testículos. 

Nestas situações e especialmente quando a dor não passa ou piora, é indicado ir no hospital ou pronto socorro. 

5. Tosse que piora ao longo do tempo

Quando a tosse persistente não passa ou piora é recomendado consultar o médico logo que possível,  pois ela pode indicar a presença de doenças respiratórias como gripe, infecção respiratória, pneumonia ou bronquite, por exemplo. Além disso, podem também estar presentes outros sintomas como falta de ar, dor no peito ou catarro. 

6. Febre que dura mais de 3 dias

A febre é um sintoma comum, que ocorre devido a uma reação de defesa do organismo contra alguma infecção, como gripe, meningite, pneumonia, infecções respiratórias, infecções urinárias ou gastroenterite, por exemplo. 

Quando a febre é o único sintoma de doença ou quando ela dura à menos de 3 dias, não é necessário procurar ajuda médica, sendo indicado esperar mais algum tempo. 

Porém, quando a febre dura à mais de três dias ou quando vem acompanhada de outros sintomas como falta de ar ou convulsões, é indicado ir no hospital ou pronto socorro logo que possível. 

Sintoma de resfriado, infecções leves, problemas de digestão, pequenos ferimentos ou dores leves são sintomas que não justificam uma ida ao hospital ou pronto socorro, sendo possível esperar pela consulta do clínico-geral ou do médico regular. 

Bibliografia >

  • FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ. Urgências e emergências em saúd. 2005. Disponível em: <https://static.scielo.org/scielobooks/zt4fg/pdf/giglio-9788575413784.pdf>. Acesso em 15 Abr 2020
  • BAPTISTA, Nelson T. Manual de Primeiros Socorros. 3.ed. Sintra: Escola Nacional de Bombeiros, 2018. 159-174.
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