Quando levar a criança ou o bebê ao pronto-socorro

É recomendado levar a criança ou o bebê ao pronto-socorro, se apresentar febre superior a 40 ºC ou que não melhora com o uso de remédios ou se durar mais de três dias, por exemplo.

Na presença de falta de ar ou dificuldade respiratória, desidratação grave, intoxicação, engasgos ou alergias graves, também é importante levar a criança à emergência imediatamente.

Leia também: Emergência pediátrica: o que é, como funciona (e quando ir) tuasaude.com/emergencia-pediatrica

Entretanto, situações como febre que diminui com hidratação e/ou uso de antitérmicos, picada de insetos sem sinais de alergia, conjuntivite e prisão de ventre, por exemplo, é aconselhado agendar uma consulta com o pediatra ou médico de família.

Imagem ilustrativa número 1

Quando levar à emergência

A criança ou o bebê devem ser levados à emergência se apresentarem:

1. Febre

É importante levar o bebê ao pronto-socorro, se apresentar febre e tiver menos de 3 meses, pois recém-nascidos e bebês pequenos podem piorar rapidamente.

Deve-se também levar a criança à emergência se a febre for superior a 40 ºC ou se não melhorar com o uso de remédios e durar mais de três dias.

Se, junto com a febre, a criança também tiver manchas no corpo, irritabilidade intensa, rigidez no pescoço, letargia ou dor abdominal forte, deve-se levá-la ao pronto-socorro.

2. Falta de ar e dificuldade respiratória

Deve-se levar a criança ou bebê ao pronto-socorro se tiverem sintomas de falta de ar ou dificuldade respiratória, como:

  • Lábios, língua, rosto, unhas ou extremidades com coloração azulada, roxa ou acinzentada;
  • Incapacidade de chorar emitindo som, de falar frases completas, cansaço extremo ou pausas na respiração;
  • Chiados intensos no peito (sibilos) ou som ofegante durante a inalação, que não melhoram com os tratamentos de inalação habituais.

A presença de respiração muito acelerada, ofegante ou com esforço visível, como o afundamento da pele entre as costelas ou no pescoço, também indicam a necessidade de levar a criança ou o bebê à emergência.

3. Problemas neurológicos

É recomendado levar a criança ou bebê ao pronto-socorro se apresentar convulsões, especialmente se for o primeiro episódio da criança, se durar mais de 3 a 5 minutos, ou se houver perda de consciência ou lesão durante o episódio.

Deve-se levar a criança ou o bebê ao pronto socorro, se tiver confusão, letargia extrema, dificuldade para acordar, sonolência incomum ou não reconhecerem os próprios pais ou responsáveis.

A dor de cabeça intensa, de início súbito, que não passa com analgésico comum, que acorda a criança durante o sono ou acompanhada de vômitos, também indica a necessidade de levar a criança à emergência.

4. Desidratação grave

Em casos de desidratação grave, com sintomas como diminuição da urina, boca e lábios secos, tontura, fraqueza ou letargia, olhos fundos, a criança ou o bebê devem ser levados à emergência.

Leia também: 13 sinais de desidratação em bebês e crianças (e o que fazer) tuasaude.com/sinais-de-desidratacao-nas-criancas

5. Problemas gastrointestinais

É importante levar a criança ou bebê ao pronto-socorro na presença de problemas gastrointestinais como vômitos frequentes, em jato ou amarelados / esverdeados.

Se a criança tiver diarreia persistente ou com presença de sangue ou dor de barriga muito intensa e contínua, também deve ser levada à emergência.

6. Traumas, quedas e ferimentos

É aconselhado levar a criança ou bebê ao pronto-socorro em casos de traumas, quedas e ferimentos, como:

  • Pancadas na cabeça, se, após bater a cabeça, a criança apresentar vômitos repetidos, perda de consciência mesmo que só por alguns segundos, confusão mental, convulsão, sono excessiva ou alterações na visão e equilíbrio;
  • Quedas graves, como quedas de alturas de mais de 1 metro para crianças com menos de 2 anos, ou mais de 1,5 metros para crianças maiores;
  • Fraturas, na suspeita de osso quebrado, inchaço que aumenta muito rápido, osso visivelmente torto ou exposto, ou incapacidade de usar o braço ou a perna.

Em casos de sangramentos graves, que não param com compressão de 10 minutos, cortes muito profundos, feridas extensas e queimaduras severas, também deve-se levar a criança ou bebê à emergência.

7. Alergia grave

A criança ou o bebê com alergia grave, ou anafilaxia, deve ser levado imediatamente para uma emergência pediátrica.

Alguns sintomas de alergia grave incluem dificuldade para respirar, placas vermelhas pelo corpo, coceira intensa, inchaço nos lábios, língua, rosto e olhos, tontura, palidez, suor excessivo, extremidades arroxeadas e desmaio.

A alergia grave é causada por uma reação de hipersensibilidade extrema e rápida do sistema imune, quando a criança ou bebê entra em contato com uma substância que é alérgica, como remédio, alimento ou picadas de insetos, por exemplo.

8. Intoxicação ou engasgo

Em casos de intoxicação por ingestão acidental de produtos de limpeza, medicamentos ou plantas tóxicas, por exemplo, a criança ou o bebê devem ser levados à emergência imediatamente.

A criança também deve ser levada ao pronto socorro em casos de engasgos, o que pode acontecer ao se alimentar, com a própria saliva ou ingestão de pequenos objetos, por exemplo.

Quando não levar a criança ao pronto-socorro

Não é aconselhado levar a criança ao pronto-socorro em situações como:

  • Febre que diminui com a hidratação e/ou o uso de antitérmicos;
  • Febre com sintomas leves de resfriado, mas a criança mantém boa energia;
  • Resfriados comuns ou infecções respiratórias leves;
  • Tosse isolada, sem falta de ar, sem respiração acelerada ou vômitos frequentes;
  • Picadas de insetos sem sinais de alergia ou assaduras comuns;
  • Conjuntivite;
  • Pancadas, pequenos hematomas, arranhões ou dores leves, onde a criança parece estável e com boa disposição;
  • Após uma queda leve, com um inchaço pequeno mas a criança consegue colocar peso no membro e não tem deformidade visível do osso;
  • Dor de cabeça leve após bater a cabeça, mas sem vômitos, confusão mental ou outros sinais de alerta;
  • Prisão de ventre há alguns dias, mas a criança está bem e não apresenta dor abdominal intensa.

Nestes casos, é preferível agendar uma consulta com o pediatra ou médico de família, ou usar os serviços de telemedicina.

Evitar levar a criança ao pronto-socorro sem necessidade é importante para não sobrecarregar o sistema de saúde e principalmente para proteger a criança contra microrganismos e vírus que podem causar novas infecções.

Leia também: Pronto-socorro: quando ir, tipos (e como escolher) tuasaude.com/pronto-socorro

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