7 tipos de fobia mais comuns

Revisão médica: Dr. Gonzalo Ramirez
Clínico Geral e Psicólogo
dezembro 2021

A fobia é o medo irracional de algo ou alguma situação, o que leva ao aparecimento de sintomas de ansiedade, como tremores, aumento dos batimentos cardíacos, suor frio, palidez, rubor, tensão muscular, pânico e desmaio, por exemplo.

É possível que uma pessoa tenha mais de uma fobia específica, como medo de tempestades e medo de andar de avião, por exemplo, de forma que os sintomas podem ser mais intensos quando expostas a situações que desencadeiam as diferentes fobias.

É importante que o tipo de fobia seja identificada, pois assim é possível que o psicólogo inicie o tratamento mais adequado, que pode ser através do método cognitivo-comportamental ou através da terapia de exposição. Em alguns casos, pode ser também indicado que o psiquiatra seja consultado para que seja avaliada a necessidade de usar remédios para controlar os sintomas.

Existem vários tipos de fobias que devem ser identificadas e tratadas de acordo com a orientação do psicólogo e/ ou psiquiatra, sendo os principais:

1. Tripofobia

A tripofobia, também conhecida por medo de buracos, acontece quando se sente mal-estar, coceira, tremores, formigamento e repulsa no contacto com objetos ou imagens que tenham buracos ou padrões irregulares, como favos de mel, agrupamentos de buracos na pele, madeira, plantas ou esponjas, por exemplo. Em casos mais graves, este contacto pode provocar enjoos, aumento dos batimentos cardíacos, e até mesmo levar a uma crise de pânico.

Segundo uma investigação recente, isto acontece porque as pessoas com tripofobia fazem uma associação mental inconsciente entre estes padrões e uma possível situação de perigo e o medo surge, em maior parte das vezes, em padrões criados pela natureza. A repulsa sentida deve-se à semelhança do aspecto dos buracos com vermes que causam doenças na pele ou com a pele de animais venenosos, por exemplo. Veja como é feito o tratamento da tripofobia.

2. Agorafobia

A agorafobia caracteriza-se pelo medo de permanecer em espaços abertos ou fechados, de usar transportes públicos, permanecer em uma fila ou ficar no meio de uma multidão, ou mesmo sair de casa sozinho. Nestas situações, ou ao pensar nelas, as pessoas com agorafobia sentem ansiedade, pânico, ou têm outros sintomas incapacitantes ou constrangedores.

A pessoa que tem medo destas situações, evita-as ou enfrenta-as com muito medo e ansiedade, precisando da presença de uma companhia para as suportar sem medo. Nestes casos, a pessoa tem uma preocupação constante de sofrer ataques de pânico, perder o controle em público ou que aconteça algo a deixe em perigo. Saiba mais sobre a agorafobia.

3. Fobia social

A fobia social, ou transtorno de ansiedade social, é um transtorno psicológico no qual a pessoa apresenta uma ansiedade e medo excessivos diante de situações em que poderia ser avaliada de forma negativa por seu desempenho ou pelo o que outras pessoas vão dizer ou pensar sobre ela.

Geralmente, estas pessoas sentem-se inferiores, têm baixa auto-estima, têm medo de ser agredidas ou envergonhadas pelos outros, e provavelmente no passado passaram por experiências traumatizantes como bullying, agressões, ou foram muito pressionados pelos pais ou professores.

Os sintomas mais frequentes da fobia social são ansiedade, aumento do ritmo cardíaco, dificuldade em respirar, suores, rosto vermelho, mãos trêmulas, boca seca, dificuldade em falar, gaguez e insegurança. Além disso, a pessoa também fica muito preocupada com o seu desempenho ou com o que poderão pensar dela. A fobia social tem cura se o tratamento for devidamente feito. Conheça mais sobre a fobia social.

4. Claustrofobia

A claustrofobia é um tipo de transtorno psicológico em que a pessoa tem medo de estar em locais fechados, como elevadores, ônibus muito cheios ou cômodos pequenos, por exemplo. As pessoas com claustrofobia acreditam que o espaço onde estão vai ficando menor, desenvolvendo assim sintomas de ansiedade como suores excessivos, boca seca e aumento do ritmo cardíaco.

As causas desta fobia podem ser hereditárias ou estar associadas a um episódio traumático na infância, em que a criança ficou fechada numa divisão ou num elevador, por exemplo.

5. Aracnofobia

A aracnofobia, também conhecida pelo medo de aranha, é uma das fobias mais comuns, e acontece quando a pessoa tem um medo exagerado de estar perto de aracnídeos, levando-a a perder o controle, podendo também sentir tonturas, aumento do ritmo cardíaco, dor no peito, sensação de falta de ar, tremores, suor excessivo, pensamentos de morte e enjoos.

Não se sabe ao certo quais as causas da aracnofobia, mas acredita-se que poderá ser uma resposta evolutiva, já que as aranhas mais venenosas provocam infecções e doenças. Assim, o medo das aranhas é uma espécie de mecanismo de defesa inconsciente do organismo, para não se ser picado.

Assim, as causas da aracnofobia podem ser hereditárias, ou estar associadas ao medo de se ser picado e morrer, ou por ver outras pessoas com o mesmo comportamento, ou mesmo devido a experiências traumáticas sofridas com aranhas no passado.

6. Coulrofobia

A coulrofobia caracteriza-se por um medo irracional de palhaços, em que a pessoa se sente traumatizada com a sua visão, ou apenas imaginando a sua imagem.

Acredita-se que o medo dos palhaços possa começar na infância, porque as crianças são muito reativas a pessoas estranhas, ou devido a um episódio desagradável que possa ter acontecido com palhaços. Além disso, o simples fato do desconhecido, de não se saber quem está por trás da máscara provoca receio e insegurança. Outra causa desta fobia poderá ser a forma como os palhaços maus são representados na televisão ou no cinema, por exemplo.

Embora seja visto por muitos como uma brincadeira inofensiva, os palhaços provocam em pessoas com coulrofobia sintomas como suor excessivo, enjoo, batimento cardíaco acelerado, respiração rápida, choro, gritos e irritação.

7. Acrofobia

A acrofobia, ou medo de altura consiste num medo exagerado e irracional de locais altos como pontes ou varandas de edifícios altos por exemplo, especialmente quando não há proteção.

Esta fobia pode ser desencadeada por um trauma vivido no passado, por reações exageradas pelos pais ou os avós sempre que a criança estava em locais com alguma altura, ou simplesmente por instinto de sobrevivência.

Além dos sintomas comuns a outros tipos de fobia como o suor excessivo, tremores, falta de ar e aumento do ritmo cardíaco, os mais comuns deste tipo de fobia são incapacidade de confiar no próprio equilíbrio, tentativas constantes de se agarrar a algo, choro e gritos.

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Atualizado por Marcela Lemos - Biomédica, em dezembro de 2021. Revisão médica por Dr. Gonzalo Ramirez - Clínico Geral e Psicólogo, em dezembro de 2021.

Bibliografia

  • American Psychiatric Association. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5. 5ed. Porto Alegre: Artmed, 2014. 197-202.
  • WILLIAM,W et al. Specific phobias. Lancet Psychiatry . 5. 678–686, 2018
Revisão médica:
Dr. Gonzalo Ramirez
Clínico Geral e Psicólogo
Clínico geral pela UPAEP com cédula profissional nº 12420918 e licenciado em Psicologia Clínica pela UDLAP nº 10101998.