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Clonazepam: para que serve e como tomar

O Clonazepam é um remédio utilizado para tratar transtornos psicológicos e neurológicos, como crises epilépticas ou ansiedade, devido à sua ação anticonvulsivante, relaxamento muscular e tranquilizante.

Este remédio é muito conhecido com o nome comercial de Rivotril, do laboratório Roche, sendo encontrado nas farmácias com receita médica, sob a forma de comprimidos, comprimidos sub-linguais e gotas. No entanto, ele também pode ser comprado na forma de genérico ou com outros nomes como Clonatril, Clopam, Navotrax ou Clonasun.

Embora seja muito utilizado, este medicamento só deve ser ingerido com indicação do médico, pois apresenta muitos efeitos colaterais e quando usado em excesso pode provocar dependência e crises epilépticas frequentes. O preço do Clonazepam pode variar entre 2 a 10 reais, dependendo do nome comercial, forma de apresentação e dose do medicamento.

Clonazepam: para que serve e como tomar

Para que serve

O Clonazepam é indicado para tratar crises epiléticas e espasmos infantis na síndrome de West. Além disso, também é indicado para:

1. Transtornos de ansiedade

  • Como ansiolítico em geral;
  • Distúrbio do pânico com ou sem medo de espaços abertos;
  • Fobia social.

2. Transtornos do humor

  • Transtorno afetivo bipolar e tratamento da mania;
  • Depressão maior associado a antidepressivos na depressão ansiosa e início do tratamento.

3. Síndromes psicóticas

  • Acatisia, que se caracteriza por uma inquietação extrema, geralmente provocada por medicamentos psiquiátricos.

4. Síndrome das pernas inquietas

5. Vertigem e distúrbios do equilíbrio: náuseas, vômitos, desmaios, quedas, zumbidos e distúrbios auditivos.

6. Síndrome da boca ardente, que se caracteriza por uma sensação de queimação na parte interna da boca.

Como tomar

A dose de Clonazepam deve ser orientada pelo médico e ajustado para cada paciente, de acordo com a doença a tratar e a idade.

Geralmente, a dose inicial não deve exceder 1,5 mg/dia, dividida em 3 doses iguais, sendo que a dose pode sofrer aumentos de 0,5 mg, de 3 em 3 dias até uma dose máxima de 20 mg, até que o problema a tratar esteja controlado.

Este remédio não deve ser tomado com bebidas alcoólicas ou com remédios que podem deprimir o sistema nervoso central.

Principais efeitos colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns incluem sonolência, dor de cabeça, cansaço, gripe, depressão, vertigem, irritabilidade, insônia, dificuldade para coordenar movimento ou caminhar, perda de equilíbrio, náuseas, e dificuldades de concentração.

Além disso, o Clonazepam pode causar dependência física e psicológica e causar crises epilépticas em sequência rápida, quando usado de forma excessiva e incorreta.

Também foram relatados vários distúrbios com o uso deste medicamento:

  • Sistema imunológico:  reações alérgicas e muito poucos casos de anafilaxia;
  • Sistema endócrino: casos isolados, reversíveis, de puberdade precoce incompleta em crianças;
  • Psiquiátricos: amnésia, alucinações, histeria, alterações do apetite sexual, insônia, psicose, tentativa de suicídio, despersonalização, disforia, instabilidade emocional, desinibição orgânica, lamentações, diminuição da concentração, inquietação, estado confusional e desorientação, excitabilidade, irritabilidade, agressividade, agitação, nervosismo, ansiedade e distúrbios do sono;
  • Sistema nervoso: sonolência, lentificação, hipotonia muscular, tonturas, ataxia, dificuldade para articular a fala, incoordenação de movimentos e da marcha, movimento anormal dos olhos, esquecimento de fatos recentes, alteração de comportamento, aumento das crises convulsivas em determinadas formas de epilepsia, perda da voz, movimentos grosseiros e descoordenados, coma, tremor, perda de força de um lado do corpo, sensação de cabeça leve, falta de energia e formigamento e alteração da sensibilidade nas extremidades.
  • Oculares: visão dupla, aparência de “olho vítreo”;
  • Cardiovasculares: palpitações, dor torácica, insuficiência cardíaca, incluindo parada cardíaca;
  • Sistema respiratório: congestão pulmonar e nasal, hipersecreção, tosse, falta de ar, bronquite, rinite, faringite e depressão respiratória;
  • Gastrintestinais: perda do apetite, língua saburrosa, prisão de ventre, diarreia, boca seca, incontinência fecal, gastrite, aumento do fígado, apetite aumentado, gengivas doloridas, dor abdominal, inflamação gastrintestinal, dor de dente.
  • Pele: urticária, coceira, erupção cutânea, perda de cabelo transitória, crescimento anormal de pelos, inchaço na face e tornozelo;
  • Musculoesqueléticos: fraqueza muscular, frequente e geralmente transitória, dor muscular, dor nas costas, fratura traumática, dor na nuca, deslocamentos e tensões; 
  • Distúrbios urinários: dificuldade para urinar, perda urinária durante o sono, noctúria, retenção urinária, infecção do trato urinário.
  • Sistema reprodutivo: cólicas menstruais, diminuição de interesse sexual;

Podem também ocorrer diminuição dos glóbulos brancos e anemia, alterações dos exames da função do fígado, otite, vertigem, desidratação, deterioração geral, febre, aumento dos gânglios linfáticos, ganho ou perda de peso e infecção viral. 

Quem não deve tomar

O Clonazepam está contraindicado em pacientes com alergia aos benzodiazepínicos ou a qualquer outro componente da fórmula, e em pacientes com doença grave dos pulmões ou fígado, ou glaucoma agudo de ângulo fechado.

Já o uso do Clonazepam em caso de gravidez, amamentação, doenças nos rins, pulmões ou fígado, porfiria, intolerância à galactose ou deficiência de lactase, ataxia cerebelar ou espinhal, uso regular ou intoxicação aguda por álcool ou drogas só deve ser feito sob orientação médica.

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