Venlafaxina: para que serve, como tomar e efeitos colaterais

Revisão clínica: Flávia Costa
Farmacêutica
setembro 2022
  1. Para que serve
  2. Como tomar
  3. Efeitos colaterais
  4. Contra-indicações

A venlafaxina é um antidepressivo indicado para o tratamento de transtornos psicológicos, como depressão, ansiedade ou síndrome do pânico, pois age inibindo a recaptação da serotonina e noradrenalina, que são substâncias responsáveis pela comunicação entre os neurônios e regulação do humor, do sono, do apetite, atenção e memória.

Este remédio pode ser encontrado em farmácias ou drogarias, na forma de cápsulas, com o nome comercial Efexor XR, na forma de genérico com o nome "cloridrato de venlafaxina", ou com os nomes similares Venlift OD, Alenthus XR, Vensate LP ou Venlaxin, por exemplo.

A venlafaxina deve ser usada com orientação médica, sendo vendida somente com apresentação de prescrição médica e retenção de receita pela farmácia.

Para que serve

A venlafaxina é indicada para o tratamento de: 

A venlafaxina pertence à classe dos antidepressivos inibidores da recaptação da serotonina e noradrenalina, que são neurotransmissores que atuam na comunicação entre os neurônios, sendo responsáveis pela regulação do humor, sono, apetite, atenção e memória. 

Esse remédio deve ser sempre usado com indicação do médico, que deve orientar a dose e o tempo de tratamento, avaliando as condições de saúde de forma individualizada.

Como tomar

A cápsula de venlafaxina deve ser tomada por via oral, junto com uma refeição, sempre no horário orientado pelo médico. No entanto, se esquecer de tomar uma dose na hora certa, tomar assim que lembrar, mas deve-se pular a dose esquecida se estiver quase na hora de tomar a próxima dose. Não dobrar a dose para compensar a dose esquecida.

A forma de uso da venlafaxina para adultos com mais de 18 anos varia de acordo com acordo com a indicação e inclui:

  • Depressão, transtorno de ansiedade generalizada, transtorno de ansiedade social ou fobia social: a dose inicial recomendada é de 75 mg por dia, podendo ser aumentada pelo médico para até 225 mg por dia;
  • Síndrome do pânico: a dose inicial recomendada é de 37,5 mg por dia durante 7 dias, e após esse período pode ser aumentada pelo médico para 75 mg por dia ou até no máximo 225 mg por dia.  

O início da ação da venlafaxina leva cerca de 3 dias após o início do tratamento, no entanto, pode demorar até 4 semanas para o tratamento ter o efeito desejado.

O aumento das doses da venlafaxina devem ser feitos de acordo com a avaliação e orientação do médico. Além disso, não se deve parar o tratamento por conta própria e sem a orientação do médico, pois a dose da venlafaxina deve ser reduzida lentamente para não causar sintomas de abstinência como ansiedade, agitação, nervosismo, tontura, convulsão ou aumento da pressão arterial, por exemplo.

Possíveis efeitos colaterais

Alguns dos efeitos colaterais mais comuns que podem ocorrer durante o tratamento com venlafaxina são dor de cabeça, tontura, cansaço, fraqueza, tremores, palpitação, sensação de ansiedade ou nervosismo, perda ou aumento de peso, náuseas, vômitos, boca seca, suor noturno, ondas de calor, visão turva, retenção de urina, diminuição do desejo sexual ou impotência.

É aconselhado interromper o uso e procurar ajuda médica imediatamente ou o pronto-socorro mais próximo se surgirem sintomas de alergia à venlafaxina como dificuldade para respirar, sensação de garganta fechada, inchaço na boca, língua ou rosto, urticária ou formação de bolhas na pele. Saiba identificar os sintomas de reação alérgica.

Além disso, deve-se comunicar ao médico caso a pessoa apresente alterações de humor ou comportamento, ansiedade, ataques de pânico, dificuldade para dormir ou impulsividade, irritação, agitação, agressividade, depressão ou pensamentos sobre suicídio.

A venlafaxina dá sono?

A sonolência não é um efeito colateral comum da venlafaxina. No entanto, esse remédio pode causar sono quando utilizado em doses maiores do que as recomendadas, sendo que nesse caso, outros sintomas também podem surgir como batimentos cardíacos acelerados, alterações dos níveis de consciência, convulsões, vômitos ou até coma.

Além disso, a venlafaxina também pode causar sono quando o tratamento é interrompido de forma repentina, sem orientação do médico. Nesse caso ainda podem surgir ansiedade, agitação, nervosismo, tontura, convulsão ou aumento da pressão arterial, por exemplo.

Por isso é importante que o uso ou a interrupção do tratamento com a venlafaxina seja feito com orientação médica.

Quem não deve usar

A venlafaxina não deve ser usada por crianças ou adolescentes com menos de 18 anos, mulheres grávidas ou em amamentação, por pessoas que têm glaucoma não controlado ou que tenham alergia à venlafaxina ou desvenlafaxina.

Além disso, a venlafaxina não deve ser usada por pessoas que utilizam medicamentos inibidores da monoamina oxidase (IMAO), como isocarboxazida (Marplan), fenelzina (Nardil) ou tranilcipromina (Parnate), devendo-se esperar pelo menos 14 dias após o término do tratamento com os inibidores da monoaminoxidase para iniciar o tratamento com venlafaxina.

É importante informar ao médico e ao farmacêutico todos os medicamentos ou produtos naturais que são utilizados para evitar aumento do efeito da venlafaxina e aparecimento de efeitos colaterais.

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Atualizado e revisto clinicamente por Flávia Costa - Farmacêutica, em setembro de 2022.

Bibliografia

  • FURUKAWA, T. A.; et al. Optimal dose of selective serotonin reuptake inhibitors, venlafaxine, and mirtazapine in major depression: a systematic review and dose-response meta-analysis. Lancet Psychiatry. 6. 7; 601-609, 2019
  • SINGH, D.; SAADABADI, A. IN: STATPEARLS [INTERNET]. TREASURE ISLAND (FL): STATPEARLS PUBLISHING. Venlafaxine. 2021. Disponível em: <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK535363/>. Acesso em 03 ago 2021
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  • PFIZER. Efexor XR (cloridrato de venlafaxina) 37,5 mg, 75 mg ou 150 mg cápsulas de liberação controlada. 2020. Disponível em: <https://www.pfizer.com.br/sites/default/files/inline-files/Efexor_XR_Profissional_de_Saude_24.pdf>. Acesso em 03 ago 2021
  • SUWALA, J.; MACHOWSKA, M; WIELA-HOJENSKA, A. Venlafaxine pharmacogenetics: a comprehensive review. Pharmacogenomics. 20. 11; 829-845, 2019
Revisão clínica:
Flávia Costa
Farmacêutica
Formada em Farmácia pelo Centro Universitário Newton Paiva em 2003. Mestre em Ciências Biomédicas pela UBI, Portugal.

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