A Vibrio vulnificus é uma bactéria que pode causar uma infecção e provocar sintomas como diarreia, vômitos, febre, vermelhidão na pele, inchaço, dor ou bolhas cheias de líquido. Em casos graves, esta infecção pode danificar rapidamente os tecidos ou se espalhar para a corrente sanguínea e causar sepse, uma condição potencialmente fatal.
A Vibrio vulnificus pode ser encontrada em águas costeiras e salobras quentes e pode causar infecção após a ingestão de frutos do mar contaminados crus ou mal cozidos, especialmente ostras. Esta infecção também pode acontecer quando uma ferida aberta entra em contato com água do mar contendo a bactéria.
Leia também: 11 doenças causadas por alimentos contaminados tuasaude.com/3-doencas-causadas-por-alimentos-contaminadosComplicações graves são mais comuns em pessoas com doenças no fígado, diabetes, câncer, HIV ou outras condições que enfraquecem o sistema imunológico. As infecções por Vibrio vulnificus devem ser tratadas imediatamente com antibióticos, e infecções graves em feridas podem exigir cirurgia para remover o tecido danificado.
Sintomas de Vibrio vulnificus
As infecções por Vibrio vulnificus podem causar diversos sintomas, dependendo de como a bactéria entra no corpo.
Os sintomas da infecção causada pela ingestão de alimentos contaminados são:
- Diarreia;
- Dor do estômago;
- Náusea;
- Vômito;
- Febre.
Já quando a bactéria entra por meio de uma ferida, os sintomas podem incluir vermelhidão da pele afetada, inchaço na área, dor e bolhas cheias de líquido na pele.
A infecção pode se espalhar rapidamente e levar à fasciite necrosante, uma condição grave que destrói o tecido mole. Conheça melhor o que é e os sintomas da fascite necrosante.
Em casos graves, a bactéria pode entrar na corrente sanguínea, causando sepse, que inclui sintomas como febre, calafrios, pressão arterial baixa e confusão mental. Essa infecção se desenvolve rapidamente e pode ser fatal sem tratamento imediato.
Leia também: Sepse: o que é, sintomas, tipos, causas e tratamento tuasaude.com/sepseComo confirmar o diagnóstico
O diagnóstico da infecção por Vibrio vulnificus geralmente é confirmado pelo infectologista, por meio da análise de amostras de sangue, fluido de feridas ou fezes.
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O médico também pode solicitar a realização de métodos de cultura tradicionais para detectar a bactéria, entretanto, os resultados podem demorar.
Métodos mais recentes, como a PCR e o sequenciamento metagenômico de nova geração (mNGS), podem identificar a bactéria com mais rapidez e precisão, especialmente quando as culturas são negativas. O mNGS demonstrou uma sensibilidade de 100%, em comparação com apenas 39,1% para as culturas padrão.
Alguns testes rápidos utilizando a tecnologia CRISPR também estão sendo desenvolvidos e podem detectar a Vibrio vulnificus em menos de uma hora. No entanto, esses métodos ainda não estão amplamente disponíveis em ambientes clínicos.
Como acontece a transmissão
A transmissão da bactéria Vibrio vulnificus pode acontecer de duas maneiras principais:
- Consumo de frutos do mar contaminados crus ou mal cozidos, especialmente ostras.
- Exposição de feridas abertas à água do mar onde a bactéria está presente.
O risco de infecção é maior durante os meses mais quentes do ano, quando a temperatura da água está acima de 20°C. Águas costeiras e salobras são fontes comuns desta bactéria.
Algumas pessoas têm maior probabilidade de desenvolver quadros graves se infectadas, como pessoas com doenças hepáticas, diabetes, câncer, HIV ou outras condições que enfraquecem o sistema imunológico.
Os homens parecem ter maior risco do que as mulheres, possivelmente devido aos efeitos protetores do hormônio estrogênio.
Opções de tratamento
O tratamento das infecções por Vibrio vulnificus incluem:
- Antibióticos, que são a primeira linha de defesa, incluindo uma combinação de doxiciclina e uma cefalosporina de terceira geração, como a ceftazidima. As fluoroquinolonas também podem ser eficazes;
- Cirurgia, para remover o tecido danificado, em casos de infecção da ferida, especialmente se a infecção causou necrose ou está se espalhando rapidamente;
- Amputação, em alguns casos, o que pode ser a única opção para salvar a vida de uma pessoa;
- Suporte hospitalar, que pode incluir fluidos intravenosos, oxigênio e medicamentos para controlar a pressão arterial.
Pessoas com sintomas graves ou sepse, devem ser tratadas em unidades de terapia intensiva (UTI), quando disponíveis.
Leia também: UTI: o que é, o que significa, tipos (e indicações) tuasaude.com/utiPossíveis complicações
As infecções por Vibrio vulnificus podem evoluir muito rapidamente, especialmente em pessoas com problemas de saúde preexistentes. Infecções da corrente sanguínea causadas por essa bactéria estão associadas a um alto risco de óbito.
Infecções de feridas também podem se tornar graves. Se ocorrer fasciite necrosante, o tecido afetado pode precisar ser removido cirurgicamente. Em alguns casos, a amputação é necessária para evitar que a infecção se espalhe.
Mesmo com tratamento médico, pessoas com sistema imunológico enfraquecido podem não sobreviver à infecção. Por isso, o diagnóstico precoce e o tratamento rápido são cruciais para reduzir o risco de complicações graves ou óbito.
Como prevenir a infecção
As maneiras de reduzir o risco de infecção por Vibrio vulnificus são:
- Evitar frutos do mar crus ou mal cozidos, especialmente ostras, pois cozinhar bem os frutos do mar elimina a bactéria;
- Evitar o contato com a água do mar, se a pessoa tiver cortes feridas abertas, principalmente em áreas costeiras quentes;
- Ter cuidado redobrado durante os meses mais quentes, no caso de pessoas com doenças no fígado, diabetes ou sistema imunológico enfraquecido.
Se a pessoa tiver feridas abertas e o contato com a água do mar for necessário, deve-se usar curativos impermeáveis ou roupas de proteção. Feridas que entraram em contato com a água do mar devem ser lavadas imediatamente com água limpa e sabão.
Além disso, os órgãos de saúde pública também recomendam consultar os avisos locais sobre o risco de Vibrio, principalmente após furacões ou chuvas fortes, que podem aumentar os níveis da bactéria nas águas costeiras.