A UTI é uma área do hospital especializada no monitoramento e no tratamento 24 horas por dia, de pessoas que têm problemas de saúde graves e alto risco de óbito.
Assim, UTI, que significa Unidade de Terapia Intensiva, pode ser indicada em casos como falência ou insuficiência de órgãos, sepse, AVC, traumas ou choque, por exemplo.
Existem diversos tipos de UTI, como a neonatal, a UTI pediátrica, a UTI adulto, a cardíaca e a geral, que se diferenciam principalmente quanto à faixa de idade e as condições médicas atendidas.
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O que significa UTI?
UTI é uma sigla que significa Unidade de Terapia Intensiva. De acordo com o Conselho Federal de Medicina (CFM) do Brasil, a UTI é um ambiente hospitalar estruturado para oferecer um suporte vital de alta complexidade.
Para que serve a UTI
A UTI é uma ala do hospital especializada em monitorar e tratar 24 horas por dia pessoas que possuem condições de saúde graves e com alto risco de óbito.
Este ambiente oferece suporte vital avançado, monitorização e suporte para manter a vida de pessoas em estado crítico, possuindo equipamentos de tecnologia sofisticada e alta proporção de profissionais por leito.
Diferença entre CTI e UTI
O CTI, ou Centro de Terapia Intensiva, é uma unidade hospitalar geral, que reúne, em uma mesma área física, mais de uma Unidade de Terapia Intensiva, sendo mais comum em hospitais de pequeno e médio porte.
O CTI atende a diversas especialidades clínicas e cirúrgicas, sem restrições ou barreiras de exclusividade, funcionando como um setor único e misto.
Já a UTI possui uma ou mais alas especializadas, em áreas físicas diferentes, dentro de um hospital, sendo mais comum em hospitais de grande porte.
Tipos de UTI
Os principais tipos de UTI incluem:
1. UTI neonatal
A UTI neonatal é uma área no hospital especializada no tratamento e suporte de bebês recém-nascidos e prematuros, quando estes possuem alguma doença ou condição grave de saúde logo após o nascimento.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, bebês prematuros nascidos entre 34 e 36 semanas e 6 dias de gravidez, com qualquer doença ou complicação clínica, ou recém-nascidos com sepse ou doenças respiratórias importantes, por exemplo, precisam de tratamento na UTI neonatal.
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A UTI pediátrica é uma ala hospitalar especializada em tratar, oferecer suporte e monitorização constante de crianças com doenças ou condições graves que aumentam o risco de óbito.
Embora os regulamentos não possuam uma regra única com termos rígidos para todas as redes hospitalares, a UTI pediátrica geralmente admite crianças a partir do 29º dia de vida até os 15 anos, 11 meses e 29 dias.
3. UTI adulto
A UTI adulto pode ser indicada para oferecer suporte vital para pessoas a partir de 16 anos de idade e que estão em estado crítico de saúde, com os sinais vitais instáveis e apresentam risco de óbito.
4. UTI cardiológica
A UTI cardiológica é uma unidade no hospital que é dedicada ao tratamento e suporte a pessoas com doenças ou condições cardíacas agudas.
De acordo com a Associação de Medicina Intensiva Brasileira, podem ser classificadas nesta categoria as unidades onde 50% ou mais das admissões do período são de pessoas com diagnósticos clínicos cardiovasculares, cirúrgicos cardíacos ou que fizeram procedimentos cardiovasculares invasivos.
5. UTI geral
A UTI geral é uma ala do hospital onde menos de 50% das admissões correspondem a pessoas com diagnósticos clínicos cardiovasculares, cirúrgicos cardíacos ou submetidos a procedimentos cardiovasculares invasivos.
Esta unidade oferece tratamento e suporte para pessoas com diversos problemas clínicos e cirúrgicos, como sepse, insuficiência respiratória aguda, traumas e acidentes graves, por exemplo.
Indicações da UTI
As principais indicações da UTI são:
- Falência ou insuficiência de órgãos vitais, como coração, rins, fígado ou pulmões;
- Infecções sistêmicas graves, como sepse, infecção generalizada e infecções respiratórias graves;
- Eventos cardíacos e neurológicos agudos, como infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC) ou ruptura de aneurisma cerebral;
- Choque, onde o organismo sofre com a falta de fluxo sanguíneo e oxigenação adequados;
- Traumas ou acidentes de grande porte, como lesões físicas graves devido a acidentes automobilísticos, quedas graves, traumatismo craniano, queimaduras severas ou ferimentos por armas de fogo;
- Pós-operatórios de alta complexidade, como recuperação de cirurgias de grande porte, eletivas ou de emergência, ou assistência imediata em caso de complicações cirúrgicas graves;
- Cuidados oncológicos graves, como suporte para gerenciar complicações graves e agudas associadas ao câncer ou ao seu tratamento.
A UTI pode ser indicada em situações que necessitam de terapias intensivas e monitorização avançada para manter a vida da pessoa, como ventilação mecânica, infusão intravenosa contínua de medicamentos, procedimentos de diálise e monitoramento da pressão intracraniana, por exemplo.
Como fica uma pessoa entubada na UTI?
Na UTI, uma pessoa entubada fica sob monitoramento constante e, geralmente sob efeito de remédios analgésicos e anestésicos, garantindo o seu conforto e a segurança.
A pessoa entubada pode ter um tubo de respiração inserido pela boca, pelo nariz ou por meio de uma pequena abertura cirúrgica na traqueia. Esse tubo é conectado ao respirador, que assume a função dos pulmões para garantir que o corpo receba oxigênio.
Além disso, é comum que a pessoa tenha outros dispositivos conectados, como acessos venosos para receber medicamentos e hidratação, sondas alimentares, cateter urinário e sensores de monitorização, por exemplo.
Entretanto, a presença da família é fundamental, sendo encorajados a tocar, confortar e conversar com a pessoa. Isso porque ouvir vozes conhecidas e receber carinho ajuda a tranquilizar a pessoa e auxilia na sua recuperação, mesmo que ela pareça não demonstre reação ou resposta no momento.
Quanto tempo um paciente pode ficar intubado na UTI?
Não existe um limite de tempo máximo que a pessoa pode ficar intubada na UTI. Isso porque essa decisão médica varia de acordo com a gravidade e a recuperação de cada pessoa.
Entretanto, as diretrizes médicas enfatizam que a intubação e o uso de ventilação mecânica devem ser mantidos pelo menor tempo possível.
Isso acontece, porque a intubação prolongada aumenta o risco de condições como pneumonia e fraqueza muscular do diafragma e dos membros.
Perguntas frequentes
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O bebê de 34 semanas não necessariamente precisa de UTI. Embora seja um bebê prematuro, este recém-nascido pode ficar no Alojamento Conjunto ao lado da mãe se estiver estável e saudável.
Entretanto, a internação na UTI é necessária se o bebê evoluir com qualquer complicação clínica ou doença.
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De um modo geral, o bebê de 36 semanas não precisa de UTI. Isso porque a internação na UTI neonatal é recomendada apenas para recém-nascidos com alguma doença ou complicação.
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De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, o bebê de 37 semanas saudável não precisa de UTI. Isso porque esse bebê não é prematuro.
O bebê de 37 semanas saudável geralmente tem maturidade funcional adequada para permanecer no Alojamento Conjunto ao lado da mãe, sem a necessidade de monitoramento intensivo.
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Geralmente, depois do cateterismo a pessoa não vai para UTI. Isso porque a recuperação após este procedimento exige apenas repouso, reabilitação e mudanças no estilo de vida.
Entretanto, em casos de complicações durante ou após o cateterismo, como infarto, AVC, insuficiência renal aguda, por exemplo, a pessoa pode precisar ser encaminhada para a UTI, para receber o suporte e o tratamento adequados.
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O bebê com 35 semanas saudável não precisa de UTI, podendo ficar ao ado da mãe e com supervisão médica constante da equipe de saúde para detectar precocemente possíveis problemas.
Já quando o bebê evolui com complicações ou doenças, como icterícia neonatal, dificuldades para mamar ou hipoglicemia, por exemplo, a UTI neonatal é indicada.