Síndrome respiratória aguda grave (SARG): o que é, sintomas, causas e tratamento

Revisão médica: Dr.ª Clarisse Bezerra
Médica de Saúde Familiar
junho 2022
  1. Sintomas
  2. Diagnóstico
  3. Causas
  4. Transmissão
  5. Tratamento
  6. Prevenção

A síndrome respiratória aguda grave, também conhecida pelas siglas SRAG ou SARS, é uma doença respiratória contagiosa, que afeta os pulmões, levando ao surgimento de pneumonia grave e sintomas como febre, dificuldade para respirar, dor de cabeça e mal estar geral.

A SRAG pode ser causada por vírus, como coronavírus (Sars-CoV) ou Influenza H1N1, ou bactérias, como Streptococcus pneumoniae ou Legionella, por exemplo, e deve ser tratada rapidamente com ajuda médica, pois pode evoluir rapidamente para uma insuficiência respiratória grave, que pode colocar a vida em risco.

Por isso, é importante procurar o pronto-socorro mais próximo sempre que surgirem os sintomas da SRAG, para que seja identificada e iniciado o tratamento mais adequado imediatamente para evitar o agravamento da pneumonia e complicações respiratórias. Veja que sintomas podem indicar outros tipos de pneumonia.  

Principais sintomas da SRAG

Os principais sintomas da SARS são:

  • Febre acima de 38ºC;
  • Calafrio;
  • Dor no corpo;
  • Tosse seca e persistente;
  • Falta de ar;
  • Dor de garganta;
  • Nariz escorrendo;
  • Chiado no peito;
  • Perda de apetite;
  • Suor noturno;
  • Diarreia;
  • Cansaço excessivo;
  • Mal estar geral;
  • Desidratação.

Os sintomas iniciais da SRAG são parecidos aos da gripe comum, porém pioram muito rapidamente, sendo que cerca de 10 dias após os primeiros sintomas podem surgir sintomas graves, como dificuldade intensa para respirar, aumento da frequência respiratória ou dedos e boca azulados ou arroxeados, devido à baixa oxigenação do sangue.

Por isso, é importante consultar rapidamente o clínico geral ou procurar atendimento no pronto-socorro, para que seja feito o diagnóstico e iniciado o tratamento mais adequado, que muitas vezes é feito com internamento hospitalar ou UTI, para receber a oxigênio pelo cateter nasal ou utilizar máquinas para respirar, como ECMO, por exemplo, nos casos mais graves. Veja como funciona o ECMO.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da SRAG é feito pelo clínico geral ou pneumologista, através da avaliação dos sintomas, histórico de saúde, história de contato com pessoas doentes, e exames de imagem de raio X do tórax ou tomografia computadorizada.

Além disso, o médico pode solicitar exames de sangue, como hemograma completo e níveis de lactato desidrogenase (LDH) e alanina aminotransferase (ALT), que podem estar com os valores elevados. 

Outros exames que o médico pode solicitar são oximetria de pulso, em que se mede a quantidade de oxigênio no sangue, hemoculturas, cultura de escarro, e teste de antígeno pneumocócico, por exemplo.

No caso de suspeita de infecção pelo SARS-Cov, o médico deve solicitar também, o exame de RT-PCR, para identificação do coronavírus. 

Possíveis causas

A SRAG pode ser causada por infecções por vírus ou bactérias, e incluem:

O contato com esses microorganismos podem levar a uma resposta exagerada e descontrolada do sistema imunológico, com liberação de substâncias inflamatórias, como as citocinas, causando lesões graves nos pulmões, o que leva ao surgimento dos sintomas.

Como acontece a transmissão

A SARG é transmitida da mesma forma que a gripe comum, através do contato direto com a saliva ou secreções nasais liberadas de pessoas doentes, quando tossem ou espirram, principalmente no período em que há manifestação dos sintomas.

Além disso, a SARG também se transmite através de beijos e, por isso, deve-se evitar o contato muito próximo com outras pessoas doentes, especialmente caso exista troca de saliva.

Como é feito o tratamento

O tratamento da SARG deve ser orientado pelo clínico geral ou pneumologista e depende da gravidade dos sintomas. Por isso, caso sejam leves, a pessoa pode ficar em casa, mantendo o repouso, alimentação balanceada e bebendo água para fortalecer o corpo e combater o agente infeccioso responsável pela doença e evitar contato com pessoas que não estejam doentes ou que não receberam a vacina da gripe H1N1.

Além disso, o médico pode indicar o uso de remédios analgésicos e antipiréticos, como o paracetamol ou a dipirona, para aliviar o desconforto e facilitar a recuperação, e uso de antivirais, como o oseltamivir (Tamiflu) ou zanamivir (Relenza), para reduzir a carga viral e tentar controlar a infecção. 

Já no casos da SRAG ter sido causada infecção bacteriana, o médico pode indicar o uso de antibióticos, que variam de acordo com o tipo de bactéria.

Nos casos mais graves, em que a respiração está muito afetada, pode ser preciso internamento hospitalar para fazer os remédios diretamente na veia e receber ajuda de aparelhos para respirar melhor.

Confira ainda alguns remédios caseiros para aliviar os sintomas durante a recuperação

Como prevenir

Para prevenir a SRAG, é recomendado:

  • Evitar permanecer em ambientes fechados ou com muitas pessoas e com pouca circulação de ar por muito tempo, como shoppings ou academias;
  • Evitar o contato com pessoas que estejam com doentes;
  • Lavar bem as mãos, ao ter contato com pessoas doentes ou locais onde essas pessoas estiveram;
  • Passar álcool gel nas mãos frequentemente;
  • Usar máscaras de proteção para evitar a transmissão pela saliva;
  • Evitar tocar em superfícies e levar as mãos nos olhos, boca ou nariz; 
  • Não tocar na boca ou olhos caso se tenha as mãos sujas;
  • Evitar compartilhar objetos pessoais que possam estar em contato com gotículas de saliva ou secreções respiratórias, como talheres, copos e escovas de dentes;
  • Cobrir sempre o nariz e a boca ao tossir ou espirrar, utilizando um lenço descartável ou a roupa;
  • Receber a vacina da gripe anualmente.  

Além disso, deve-se lavar as mãos regularmente, utilizando água e sabonete neutro, por pelo menos 20 segundos antes de enxaguar, de forma a prevenir a infecção e evitar a transmissão da doença.

Assista o vídeo a seguir sobre como lavar a mão corretamente para prevenir a SRAG:

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Atualizado por Equipe Editorial do Tua Saúde, em junho de 2022. Revisão médica por Dr.ª Clarisse Bezerra - Médica de Saúde Familiar, em janeiro de 2020.

Bibliografia

  • HUI, D. S. C.; ZUMLA, A. Severe Acute Respiratory Syndrome: Historical, Epidemiologic, and Clinical Features. Infect Dis Clin North Am. 33. 4; 869-889, 2019
  • HODGENS, A.; GUPTA, V. IN: STATPEARLS [INTERNET]. TREASURE ISLAND (FL): STATPEARLS PUBLISHING. Severe Acute Respiratory Syndrome. 2021. Disponível em: <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK558977/>. Acesso em 31 mai 2022
Mostrar bibliografia completa
  • PEIRIS, J. S. Severe Acute Respiratory Syndrome (SARS). J Clin Virol. 28. 3; 245-7, 2003
  • VIJAYANAND, P.; et al. Severe acute respiratory syndrome (SARS): a review. Clin Med (Lond). 4. 2; 152-60, 2004
Revisão médica:
Dr.ª Clarisse Bezerra
Médica de Saúde Familiar
Formada em Medicina pelo Centro Universitário Christus e especialista em Saúde da Família pela Universidade Estácio de Sá. Registro CRM-CE nº 16976.

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