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O que pode ser a remela no olho e o que fazer

Junho 2020

A remela é uma substância naturalmente produzida pelo corpo, principalmente durante o sono, e é composto por resto de lágrimas, células da pele e muco que vai sendo acumulado e, por isso, não deve ser motivo de preocupação.

No entanto quando há aumento da produção de remela, principalmente durante o dia, com cor e consistência diferente do normal, e aparecimento de outros sintomas como vermelhidão nos olhos, inchaço ou coceira, é importante consultar o oftalmologista, pois pode ser indicativo de doenças como conjuntivite, ceratite ou blefarite, por exemplo.

O que pode ser a remela no olho e o que fazer

As principais causas do aumento da produção de remela no olho são:

1. Conjuntivite

A conjuntivite é uma das principais causas de aumento da produção de remelas durante o dia e corresponde à inflamação da membrana que reveste os olhos e as pálpebra, a conjuntiva, devido a infecção por vírus, fungos ou bactérias, podendo ser facilmente de pessoa para pessoa, principalmente se houver contato direto com as secreções ou objetos contaminados.

A conjuntivite é bastante desconfortável, pois é caracterizada por coceira intensa no olho, além de inchaço e vermelhidão. É importante que a causa da conjuntivite seja identificada, para que seja indicado o tratamento mais eficaz contra o agente responsável pela inflamação.

O que fazer: Em caso de suspeita de conjuntivite é importante que a pessoa consulte o oftalmologista para que seja confirmado o diagnóstico e iniciado o tratamento mais adequado, que normalmente envolve o uso de pomadas ou colírios com antibióticos e anti-histamínicos para aliviar os sintoma e combater a infecção. Além disso, pelo fato da conjuntivite ser contagiosa, é recomendado que a pessoa fique em casa durante o tratamento para evitar a transmissão para outras pessoas.

Veja mais sobre a conjuntivite no vídeo a seguir:

2. Síndrome do olho seco

A síndrome do olho seco é uma situação em que há diminuição da quantidade de lágrimas o que faz com que os olhos fiquem mais vermelhos e irritados, além de também poder ser notado o aumento na quantidade de remela no olho. Isso acontece mais frequentemente em pessoas que costumam ficar muito tempo no computador ou no celular ou que trabalham em ambientes muito secos ou com ar condicionado, já que esses fatores podem deixar os olhos mais secos.

O que fazer: É importante manter a lubrificação do olho, sendo indicado o uso de colírios ou lágrimas artificiais, de acordo com a recomendação do oftalmologista, para evitar que os olhos fiquem muito secos. Além disso, no caso da síndrome do olho seco estar relacionada com o fato de se passar muito tempo no computador, é recomendado que a pessoa tente piscar mais vezes durante o dia, pois isso ajuda a evitar o aparecimento dos sintomas.

3. Gripe ou resfriado

Durante uma gripe ou resfriado é comum que exista lacrimejamento excessivo, o que favorece o aumento da quantidade de remelas. Além disso, é comum também que os olhos fiquem mais inchados e vermelhos, além de também poder haver em alguns casos coceira e aumento da temperatura local.

O que fazer: É recomendado realizar a limpeza adequada dos olhos, utilizando soro fisiológico, além de repousar, beber bastante líquidos e ter uma alimentação saudável, pois assim é possível aliviar os sintomas da gripe ou do resfriado, incluindo os sintomas oculares. Confira no vídeo a seguir algumas dicas para acelerar a recuperação da gripe:

4. Dacriocistite

A dacriocistite é a inflamação do canal lacrimal que pode ser congênito, ou seja, o bebê já nasce com o canal bloqueado, ou ser adquirido ao longo da vida, podendo ser consequência de doenças, fraturas no nariz ou acontecer após rinoplastia, por exemplo.

Na dacriocistite, além da presença de remelas em maior quantidade, é comum também haver vermelhidão e inchaço nos olhos, além de aumento da temperatura local e febre, isso porque a obstrução do canal lacrimal pode favorecer a proliferação de alguns microrganismos, o que pode piorar a inflamação. Entenda o que é a dacriocistite, sintomas e causas.

O que fazer: A dacriocistite no recém-nascido normalmente melhora até 1 ano de idade, não sendo normalmente indicado tratamento específico. Nesse caso é apenas indicada a limpeza dos olhos com soro fisiológico, para manter a lubrificação do olho e evitar ressecamento, e fazer uma pequena massagem pressionando o canto interno dos olhos com o dedo, já que é nesse local que está presente o canal lacrimal.

No caso da dacriocistite que acontece como consequência de doenças, fraturas ou procedimentos cirúrgicos, é importante que o oftalmologista seja consultado para que possa ser indicado o tratamento mais adequado como uso de colírios anti-inflamatórios ou antibióticos, ou, em casos mais graves, ser recomendada a realização de um pequeno procedimento cirúrgico para desobstruir o canal lacrimal.

5. Blefarite

A blefarite é também uma situação em que aumento da formação de remelas e surgimento de crostas em volta do olho e corresponde à inflamação da pálpebra devido à alteração nas glândulas de Meibomius, que são glândulas presentes nas pálpebras e que são responsáveis por manter a umidade do olho.

Além da remela e das crostas, é comum também surgirem outros sintomas como coceira, vermelhidão no olho, inchaço das pálpebras e lacrimejamento dos olhos, podendo esses sintomas surgirem de um dia para o outro.

O que fazer: O tratamento para a blefarite pode ser feito em casa através de cuidados com a limpeza dos olhos, pois assim é possível restaurar a umidade ocular e estimular a função normal das glândulas. Assim é recomendado que a limpeza dos olhos e remoção da remela e das crostas seja feita utilizando um colírio próprio, além de também poder ser feita compressa morna no olho por cerca de 3 minutos 3 vezes ao dia para aliviar os sintomas.

No entanto, quando a inflamação das pálpebras é recorrente, é importante que o oftalmologista seja consultado para que seja investigada a causa da blefarite e possa ser iniciado mais específico. Veja como é o tratamento para blefarite.

O que pode ser a remela no olho e o que fazer

6. Uveíte

A uveíte é a inflamação da úvea, que corresponde à parte do olho que é formada pela íris, corpo ciliar e coroide, e que pode acontecer devido a doenças infecciosas ou ser consequência de doenças autoimunes.

No caso da uveíte, além da presença de remela em maiores quantidades, que podem estar presentes ao redor do olho, é comum também haver aumento da sensibilidade à luz, olhos vermelhos, visão turva e aparecimento de moscas volantes, que são manchas que surgem no campo de visão de acordo com a movimentação dos olhos e intensidade da luz no local. Saiba reconhecer os sintomas de uveíte.

O que fazer: A recomendação é a de que o oftalmologista seja consultado assim que surgirem os primeiros sinais e sintomas de uveíte, pois assim é possível evitar complicações e aliviar os sintomas, podendo ser indicado pelo médico o uso de colírios anti-inflamatórios, corticoides ou antibióticos.

7. Ceratite

A ceratite é uma infecção e inflamação da parte mais externa do olho, a córnea, que pode ser causada por fungos, bactérias, fungos ou parasitas, estando na maioria das vezes relacionada com ouso incorreto das lentes de contato, e também pode levar ao aumento da produção de remela, que nesse caso pode ser mais aquosa ou mais espessa e de cor diferente do normal.

Além do aumento da produção de remela, normalmente surgem outros sinais e sintomas como vermelhidão no olho, visão embaçada, dificuldade para abrir os olhos e sensação de queimação.

O que fazer: É importante ir ao oftalmologista para que seja identificada a causa da ceratite e ser indicado o tratamento mais adequado, que pode envolver o uso de colírios antibióticos ou pomadas oftalmológicas com o objetivo de eliminar o excesso de microrganismos e aliviar os sintomas. Nos casos mais graves, em que há comprometimento da visão, pode ser necessário realizar cirurgia de transplante de córnea para restabelecer a capacidade visual. Conheça mais sobre a ceratite.

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