Blefarite: o que é, sintomas, causas e tratamento

A blefarite é a inflamação nas bordas das pálpebras que provoca o surgimento de remelas, crostas e outros sintomas como vermelhidão, coceira e a sensação de ter um cisco no olho. Esta alteração é comum e pode surgir de um dia para o outro, em pessoas de qualquer idade, e acontece devido a uma alteração nas glândulas de Meibomius, que é responsável por manter o equilíbrio da umidade ocular.

Na blefarite, essas glândulas apresentam dificuldade na saída da gordura (componente da lágrima humana), que fica acumulada na pálpebra, resultando nos sintomas e aumentando o risco de desenvolvimento de bactérias no local, o que torna a inflamação mais complicada.

Na presença de sinais e sintomas de blefarite, é importante que o oftalmologista seja consultado, pois assim é possível iniciar o tratamento adequado, que normalmente envolve o uso de colírios para limpar os olhos e, nos casos em que há sinais de infecção, pode ser indicado também o uso de colírios antibióticos.

 Veja quais são as principais causas de coceira nos olhos.

Blefarite: o que é, sintomas, causas e tratamento

Principais sintomas

Os sintomas de blefarite surgem como consequência do aumento da oleosidade da pálpebra e proliferação de microrganismos, sendo os principais:

  • Vermelhidão e inchaço das pálpebras dos olhos;
  • Presença de crostas e descamação nas pálpebras
  • Coceira e irritação nos olhos;
  • Sensação de que há um cisco no olho;
  • Lacrimejamento constante dos olhos;
  • Fotofobia, que é a dificuldade de manter os olhos abertos no sol.

Além disso, outros sintomas que costumam estar presentes são a perda de cílios e durante o sono as pálpebras podem ficar coladas, sendo difícil abrir os olhos ao acordar.

Causas de blefarite

A principal causa da blefarite é a alteração no funcionamento da glândula de Meibomius, que é uma glândula localizada na pálpebra cuja função é secretar gordura com o objetivo de revestir a superfície dos olhos e evitar que a lágrima evapore, dando origem ao filme lacrimal que é responsável por lubrificar e manter a superfície dos olhos saudáveis.

Assim, quando essa glândula está alterada, há acúmulo/retenção de gordura dentro da glândula, aumentando a oleosidade da superfície dos olhos, o que torna esse local para a proliferação de bactérias, que normalmente estão presentes nos casos de blefarite. Além disso, a inflamação das pálpebras também pode estar relacionada com doenças de pele como rosácea e dermatite ou ser consequência de alergia a colírios, por exemplo.

É importante que o oftalmologista seja consultado para que possa ser identificada a possível causa da blefarite e, assim, ser iniciado o tratamento mais adequado.

Como é feito o tratamento

O tratamento para a blefarite é simples e pode ser feito por meio da limpeza correta dos olhos utilizando um colírio para limpar os olhos e remover as crostas e remelas, de acordo com a recomendação do médico. Pode também ser útil colocar uma compressa morna nos olhos diariamente durante 2 a 3 minutos, cerca de 3 a 4 vezes por dia, até que os sintomas desapareçam completamente.

No caso da blefarite por rosácea, por exemplo, pode ser recomendado o uso de antibióticos em forma de comprimidos. No entanto, o médico também pode indicar o uso de pomadas antibióticas, contendo tetraciclina ou sulfa, que devem ser aplicadas nos olhos antes de dormir, já que podem deixar a visão embaçada.

Como cuidar da pálpebra em casa

No tratamento caseiro para inflamação nas pálpebras deve-se optar pelo consumo de alimentos anti-inflamatórios como salmão, laranja e acerola para acelerar a cura. Além disso as compressas de camomila podem ajudar a acalmar a pele e a irritação, trazendo alívios dos sintomas. Para isso, basta preparar um chá de camomila com 1 colher de sopa de flores de camomila em 1 xícara de água fervente e deixar repousar por 5 minutos. A seguir deve-se coar e a solução está pronta para ser utilizada.

Para limpar corretamente os olhos durante uma blefarite, você deve:

  1. Lavar as mãos;
  2. Colocar algumas gotas de colírio ou chá de camomila logo após seu preparo num cotonete, gaze ou compressa;
  3. Olhar para cima enquanto limpa a pálpebra inferior e fechar o olho enquanto limpa a pálpebra superior;
  4. Lavar novamente as mãos.

Outra opção consiste em lavar a pálpebra com a espuma formada com shampoo infantil neutro e água, pois não é irritante para os olhos.

Não se deve tentar retirar as crostas sem usar o colírio porque a sua remoção pode deixar a região muito, sensível e irritada. 

Enquanto estes sintomas estiverem presentes deve-se evitar ao máximo utilizar maquiagem e lentes de contato para acelerar o processo de cura. O tempo de tratamento pode variar de semanas a até 1 ou 2 meses, sendo que nos casos de maior demora existem doenças associadas, que também devem ser corretamente tratadas para que a blefarite possa ser curada.

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Bibliografia

  • DIAS, Maurílio R.; GUARESCH, Bianca Luiza V.; BORGES, Clainijane R. Blefarite: epidemiologia, etiologia, apresentações clínicas, tratamento e evolução de nossos pacientes. Rev Bras Oftalmol. Vol 78. 5 ed; 300-303, 2019
  • SOCIEDADE BRASILEIRA DE OFTALMOLOGIA PEDIÁTRICA. Disfunção das glândulas meibomius. Disponível em: <https://sbop.com.br/disfuncao-das-glandulas-de-meibomius/>. Acesso em 06 Jul 2021
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