Isquemia cerebral: o que é, sintomas, causas e tratamento

Revisão médica: Dr.ª Clarisse Bezerra
Médica de Saúde Familiar
abril 2022
  1. Sintomas 
  2. Sequelas
  3. Causas
  4. Tratamento

A isquemia cerebral é quando existe diminuição ou ausência de fluxo sanguíneo para o cérebro, o que pode resultar em sequelas graves e até morte, caso não seja identificada e tratada logo que surgem os primeiros sintomas.

Existem 2 tipos principais de isquemia cerebral:

  1. Isquemia focal: o coágulo obstrui um vaso cerebral e impede ou diminui a passagem de sangue para uma região do cérebro;
  2. Isquemia global: existe comprometimento de toda a irrigação de sangue para o cérebro, o que pode levar a danos cerebrais permanentes.

A isquemia cerebral, também conhecida como AVC isquêmico, pode acontecer a qualquer momento, durante atividade física ou até mesmo dormindo, mas é mais comum de acontecer em pessoas que tem diabetes, aterosclerose ou anemia falciforme.

Principais sintomas 

Os sintomas da isquemia cerebral incluem:

  • Perda da força nos braços e pernas;
  • Tonturas;
  • Formigamento;
  • Dificuldade em falar;
  • Dor de cabeça;
  • Náusea e vomito;
  • Pressão alta;
  • Falta de coordenação;
  • Inconsciência;
  • Fraqueza em um ou nos dois lados do corpo.

Os sintomas da isquemia cerebral devem ser identificados o mais breve possível para que seja iniciado o tratamento, caso contrário pode ser que ocorra dano cerebral permanente. Na isquemia cerebral transitória os sintomas são passageiros e duram menos de 24 horas, mas também devem ser tratados clinicamente.

O que é a isquemia cerebral transitória

A isquemia cerebral transitória, também chamada de AIT ou mini-AVC, acontece quando há diminuição da circulação sanguínea no cérebro num curto período de tempo, com sintomas de início súbito e geralmente desaparece em cerca de 24h, e exige cuidados imediatos pois pode ser o início de uma isquemia cerebral mais grave.

A isquemia transitória deverá ser tratada de acordo com as orientações médicas e normalmente é feito com o tratamento de comorbidades, como diabetes, hipertensão, colesterol alto, e com mudanças de hábitos alimentares e de vida, como a prática de exercícios físicos e diminuição da ingestão de gorduras e álcool, além de evitar fumar. Saiba como identificar e tratar um mini-AVC.

Sequelas da isquemia cerebral

A isquemia cerebral pode deixar sequelas, como :

  • Enfraquecimento ou paralisia de um braço, perna ou face;
  • Paralisar de todo ou um lado do corpo;
  • Perda da coordenação motora;
  • Dificuldade para engolir;
  • Problemas de raciocínio;
  • Dificuldade de falar;
  • Problemas emocionais, como a depressão;
  • Dificuldades na visão;
  • Dano cerebral permanente.

As sequelas da isquemia cerebral variam muito de um indivíduo para o outro e dependem de onde ocorreu a isquemia e do tempo que foi levado para iniciar o tratamento, sendo muitas vezes necessário o acompanhamento de um fisioterapeuta, fonoaudiólogo ou terapeuta ocupacional para melhorar a qualidade de vida e evitar que as sequelas sejam permanentes. 

Possíveis causas

As causas da isquemia cerebral estão muito relacionadas ao estilo de vida da pessoa. Assim, pessoas que têm aterosclerose, diabetes e pressão alta, que são doenças relacionadas com os hábitos alimentares, têm mais risco de terem uma isquemia cerebral.

Além disso as pessoas que têm anemia falciforme também possuem mais chance de sofrerem com a diminuição da oxigenação do cérebro, pois a forma alterada das hemácias não permite que haja transporte correto de oxigênio.

Os problemas relacionados à coagulação, como empilhamento plaquetário e distúrbios na coagulação, também favorecem a ocorrência de isquemia cerebral, pois há maiores chances de ocorrer obstrução de um vaso cerebral.

Como é feito o tratamento

O tratamento da isquemia cerebral é feito considerando o tamanho do coágulo e das possíveis consequências para a pessoa, podendo ser indicada a utilização de medicamentos que diluam o coágulo, como o Alteplase, ou a realização de cirurgia.

O tratamento deve acontecer no hospital para que possa ser realizado monitoramento da pressão arterial e da pressão intra-craniana, evitando assim possíveis complicações.

Além do uso de medicamentos, é importante buscar ajuda de um fisioterapeuta, fonoaudiólogo ou terapeuta ocupacional para melhorar a qualidade de vida da pessoa e evitar danos permanentes. Veja como é feita a fisioterapia para AVC.

Após a alta hospitalar, deve-se manter bons hábitos para que o risco de ocorrer um novo quadro de isquemia cerebral seja mínimo, ou seja, deve-se ter atenção à alimentação, evitando alimentos gordurosos e com muito sal, realizar atividades físicas, evitar o consumo de bebidas alcoólicas e parar de fumar. Existem alguns remédios caseiros que podem evitar o AVC, pois possuem propriedades que impedem que o sangue fique muito grosso e forme coágulos.

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Atualizado por Manuel Reis - Enfermeiro, em abril de 2022. Revisão médica por Dr.ª Clarisse Bezerra - Médica de Saúde Familiar, em abril de 2020.

Bibliografia

  • LIMA, Marjana Reis. et al. DIAGNÓSTICO POR IMAGEM DO ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO. BVS salud. http://docs.bvsalud.org/biblioref/2018/03/881595/diagnostico-por-imagem-do-acidente-vascular-encefalico.pdf
  • Oliveira, Roberto M. C.; Andrade, Luiz A. F. . Acidente vascular cerebral. Rev Bras Hipertens 8: 280-90, 2001.
Mostrar bibliografia completa
  • FEAPAES-SP. Isquemia cerebral transitória: você sabe o que é?. Disponível em: <http://feapaesp.org.br/material_download/228_Isquemia%20cerebral%20transit%C3%B3ria.pdf>. Acesso em 13 abr 2020
  • Muniz, Luiz Roberto Franklin. et al.. Avaliação metabólica das lesões de isquemia e reperfusão cerebrais após oclusão bilateral das artérias carótidas comuns: estudo experimental em ratos. Acta Cir Bras 2004;19(5).
Revisão médica:
Dr.ª Clarisse Bezerra
Médica de Saúde Familiar
Formada em Medicina pelo Centro Universitário Christus e especialista em Saúde da Família pela Universidade Estácio de Sá. Registro CRM-CE nº 16976.