Ataque isquêmico transitório: o que é, sintomas e tratamento

abril 2022
  1. Sintomas
  2. Sequelas
  3. Diagnóstico
  4. Tratamento

O ataque isquêmico transitório (AIT) é uma condição semelhante ao AVC, que interrompe a passagem do sangue para uma área do cérebro (isquemia), geralmente devido à formação de um coágulo. Esta condição pode também ser chamada de mini-AVC ou AVC transitório.

Ao contrário do AVC, o ataque isquêmico transitório dura apenas alguns minutos e desaparece sozinho, sem deixar sequelas permanentes.

Embora seja menos grave, o AIT pode ser um sinal de que o organismo está produzindo coágulos facilmente e, por isso, muitas vezes surge alguns meses antes de um AVC, sendo recomendado adotar cuidados para evitar que isso aconteça. Alguns dos fatores de risco que podem contribuir para o ataque isquêmico transitório são obesidade, hipertensão arterial, diabetes, uso de cigarro, alcoolismo, sedentarismo ou uso de anticoncepcional, por exemplo.

Principais sintomas

Os principais sintomas do ataque isquêmico transitório são:

  • Paralisia e formigamento em um lado do rosto;
  • Fraqueza e formigamento no braço e perna de um lado do corpo;
  • Dificuldade para falar com clareza;
  • Visão embaçada ou dupla;
  • Dificuldade para entender indicações simples;
  • Confusão súbita;
  • Dor de cabeça repentina;
  • Tonturas e perda de equilíbrio.

Estes sintomas são intensos durante alguns minutos, mas desaparecem completamente até cerca de 1 hora após o início.

De qualquer forma é aconselhado ir imediatamente ao hospital ou chamar uma ambulância, ligando o 192, para identificar o problema, uma vez que estes sintomas também podem indicar um AVC, que precisa ser tratado o mais rápido possível.

Veja outros sintomas de AVC que também podem acontecer durante um mini-AVC.

Pode deixar sequelas?

Na maioria dos casos, o ataque isquêmico transitório não deixa qualquer tipo de sequelas permanentes, como dificuldade para falar, caminhar ou comer, por exemplo, pois a interrupção da passagem do sangue dura pouco tempo e, por isso, raramente se formam lesões cerebrais graves.

No entanto, dependendo da gravidade, do tempo de duração e do local do cérebro afetado, algumas pessoas podem ficar com algumas sequelas menos graves que as de um AVC.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico de um ataque isquêmico é realizado pelo médico mediante a avaliação dos sinais e dos sintomas apresentados.

Além disso, podem também ser solicitados exames, como análises de sangue, ultrassom ou tomografia computadorizada, por exemplo, com o objetivo de excluir alterações não vasculares, como tomares ou hipoglicemia, assim como determinar a causa, de forma a evitar um novo episódio, já que o ataque isquêmico é o principal sinal de alarme de um infarto cerebral. Estes exames devem ser realizados nas primeiras 24 horas após o ataque isquêmico

Como é feito o tratamento

Geralmente não é necessário tratar o ataque isquêmico transitório, pois o coágulo é removido naturalmente pelo organismo, no entanto, ainda assim é aconselhado ir ao hospital para confirmar o diagnóstico e descartar a hipótese de ser um AVC.

Após ter este tipo de "mini-AVC" existe maior risco de ter um AVC e, por isso, o médico pode indicar algum tipo de tratamento para evitar que aconteça, incluindo:

  • Remédios anti-plaquetários, como Aspirina: diminuem a capacidade das plaquetas para grudar, evitando o surgimento de coágulos, especialmente quando acontece uma ferida na pele;
  • Remédios anticoagulante, como Varfarina: afetam algumas proteínas do sangue, tornando-o mais fino e com menor chances de formar coágulos que podem levar a um AVC;
  • Cirurgia: é usada quando a artéria carótida é muito estreita e ajuda a dilatar mais o vaso, evitando que o acúmulo de gordura nas suas paredes interrompam a passagem de sangue;

Além disso, é importante que após o ataque isquêmico transitório se adote hábitos saudáveis que ajudem a diminuir o risco de formação de coágulos como não fumar, fazer 30 minutos de exercício físico 3 vezes por semana e ter uma alimentação equilibrada.

Conheça outras dicas que ajudam a reduzir as chances de ter um AVC ou infarto.

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Atualizado por Manuel Reis - Enfermeiro, em abril de 2022. Revisão médica por Dr. Gonzalo Ramirez - Clínico Geral e Psicólogo, em abril de 2022.
Revisão médica:
Dr. Gonzalo Ramirez
Clínico Geral e Psicólogo
Clínico geral pela UPAEP com cédula profissional nº 12420918 e licenciado em Psicologia Clínica pela UDLAP nº 10101998.