Ataque Isquêmico Transitório (AIT): sintomas, causas e tratamento

Atualizado em julho 2023

O ataque isquêmico transitório (AIT) é a interrupção temporária do fluxo sanguíneo e oxigênio para o cérebro, devido a uma obstrução ou entupimento de uma artéria cerebral, causando sintomas semelhantes do AVC, como perda de força, fraqueza ou formigamento em um lado do corpo, boca torta ou fala embolada, por exemplo.

No entanto, ao contrário do AVC, o ataque isquêmico transitório dura apenas alguns minutos e desaparece sozinho, sem deixar sequelas permanentes, porém é uma emergência médica, pois pode ser um sinal de que o organismo está produzindo coágulos facilmente, e, por isso, muitas vezes surge alguns meses antes de um AVC.

O ataque isquêmico transitório, também conhecido como mini-AVC ou AVC transitório, deve ser tratado imediatamente em um hospital pelo clínico geral ou neurologista, de acordo com sua causa. Além disso, é importante que a pessoa fique internada em observação, uma vez que existe um risco aumentado de AVC nas 48 horas após a AIT.

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Sintomas de ataque isquêmico transitório

Os principais sintomas do ataque isquêmico transitório são:

  • Paralisia e formigamento em um lado do rosto;
  • Fraqueza e formigamento no braço e perna de um lado do corpo;
  • Dificuldade para falar com clareza;
  • Visão embaçada ou dupla;
  • Dificuldade para entender indicações simples;
  • Confusão súbita;
  • Dor de cabeça repentina;
  • Tonturas e perda de equilíbrio.

Estes sintomas são intensos durante alguns minutos, mas desaparecem completamente até cerca de 1 hora após o início.

De qualquer forma é aconselhado ir imediatamente ao hospital ou chamar uma ambulância, ligando o 192, para identificar o problema, uma vez que estes sintomas também podem indicar um AVC, que precisa ser tratado o mais rápido possível. Veja outros sintomas de AVC que também podem acontecer durante um mini-AVC

Além disso, após um ataque isquêmico transitório, há um risco aumentado de AVC nas primeiras 48 horas, e, por isso, deve-se procurar atendimento médico no pronto-socorro o mais rápido possível quando surgem os sintomas do AIT para que seja iniciado o tratamento mais adequado, de forma rápida.

O AIT pode deixar sequelas?

Na maioria dos casos, o ataque isquêmico transitório não deixa qualquer tipo de sequelas permanentes, como dificuldade para falar, caminhar ou comer, por exemplo, pois a interrupção da passagem do sangue dura pouco tempo e, por isso, raramente se formam lesões cerebrais graves.

No entanto, dependendo da gravidade, do tempo de duração e do local do cérebro afetado, algumas pessoas podem ficar com algumas sequelas menos graves que as de um AVC.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico do ataque isquêmico é realizado pelo clínico geral ou neurologista no hospital, sendo que normalmente os sintomas já não estão presentes, uma vez que duram poucos minutos. Desta forma, o médico deve avaliar o relato dos sintomas, início e duração dos mesmos.

Além disso, o médico deve avaliar os fatores de risco associados com o ataque isquêmico transitório, como doença arterial coronariana, infarto recente, e histórico familiar de AIT, problemas de coagulação ou AVC.

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Além disso, podem ser solicitados exames, como análises de sangue, ultrassom ou tomografia computadorizada, por exemplo, com o objetivo de excluir alterações não vasculares, como tumores ou hipoglicemia, assim como determinar a causa, de forma a evitar um novo episódio, já que o ataque isquêmico é o principal sinal de alarme de um infarto cerebral. Estes exames devem ser realizados nas primeiras 24 horas após o ataque isquêmico.

Possíveis causas

O ataque isquêmico é causado por entupimento ou obstrução de uma artéria cerebral por coágulos de sangue, levando a uma interrupção temporária do fluxo de sangue e oxigênio para o cérebro, resultando nos sintomas.

Alguns fatores podem contribuir para o desenvolvimento do ataque isquêmico transitório, como:

  • Idade, sendo mais comum após os 55 anos;
  • Histórico pessoal anterior de ataque isquêmico transitório ou AVC;
  • Histórico familiar de AIT, AVC ou problemas de coagulação;
  • Trombose de grandes artérias;
  • Embolia cardíaca;
  • Fibrilação atrial;
  • Vasculite;
  • Pressão alta;
  • Colesterol alto;
  • Obesidade;
  • Diabetes;
  • Hábito de fumar;
  • Consumo excessivo e frequente de bebidas alcoólicas;
  • Sedentarismo;
  • Estresse;
  • Dieta rica em gordura e açúcar;
  • Uso de anticoncepcionais hormonais.

Além disso, o histórico pessoal anterior de ataque isquêmico transitório ou AVC, também aumenta o risco de ter outro AIT ou AVC recorrente.

Como é feito o tratamento

O tratamento do ataque isquêmico transitório deve ser feito com a orientação do clínico geral ou neurologista, no hospital, para diminuir o risco de um AVC após o AIT, ou de ter um outro episódio de ataque isquêmico transitório.

Desta forma, os principais tratamentos que podem ser indicados pelo médico são:

  • Antiagregantes plaquetários, como ácido acetilsalicílico ou clopidogrel, pois evitam o surgimento de coágulos no sangue;
  • Anticoagulantes, como varfarina, heparina, rivaroxabana, dabigatrana ou edoxabana, especialmente se a AIT foi causada por fibrilação atrial ou outros problemas cardíacos;
  • Estatinas, como a rosuvastatina, para reduzir o colesterol;
  • Anti-hipertensivos, para o tratamento da pressão alta;
  • Antidiabéticos, para reduzir a glicose no sangue e tratar a diabetes;
  • Cirurgia de revascularização, especialmente quando a artéria carótida é muito estreita, pois ajuda a dilatar mais o vaso, evitando que o acúmulo de gordura nas suas paredes interrompam a passagem de sangue;
  • Angioplastia com stent, para restaurar o fluxo sanguíneo na artéria carótida.

Além disso, é importante que após o ataque isquêmico transitório se adote hábitos saudáveis que ajudem a diminuir o risco de formação de coágulos como não fumar, fazer 30 minutos de exercício físico 3 vezes por semana e ter uma alimentação equilibrada. Veja outras dicas que ajudam a reduzir as chances de ter um AVC ou infarto.