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Ataque isquêmico transitório: o que é, principais sintomas e tratamento

Novembro 2019

O ataque isquêmico transitório, também conhecido popularmente como mini-AVC ou AVC transitório, é uma alteração, semelhante ao AVC, que provoca uma interrupção na passagem do sangue para uma área do cérebro, geralmente devido à formação de um coágulo.

No entanto, ao contrário do AVC, neste caso, o problema dura apenas alguns minutos e desaparece sozinho, sem deixar sequelas permanentes.

Embora seja menos grave, este "mini-AVC" pode ser um sinal de que o organismo está produzindo coágulos facilmente e, por isso, muitas vezes surge alguns meses antes de um AVC, sendo recomendado adotar cuidados para evitar que isso aconteça. Alguns dos fatores de risco que podem contribuir para o ataque isquêmico transitório são obesidade, hipertensão arterial, diabetes, uso de cigarro, alcoolismo, sedentarismo ou uso de anticoncepcional, por exemplo.

Ataque isquêmico transitório: o que é, principais sintomas e tratamento

Principais sintomas

Os sintomas do ataque isquêmico transitório são muito semelhantes aos primeiros sinais de um AVC e incluem:

  • Paralisia e formigamento em um lado do rosto;
  • Fraqueza e formigamento no braço e perna de um lado do corpo;
  • Dificuldade para falar com clareza;
  • Visão embaçada ou dupla;
  • Dificuldade para entender indicações simples;
  • Confusão súbita;
  • Dor de cabeça repentina;
  • Tonturas e perda de equilíbrio.

Estes sintomas são mais intensos durante alguns minutos, mas desaparecem completamente até cerca de 1 hora após o início.

De qualquer forma é aconselhado ir imediatamente ao hospital ou chamar uma ambulância, ligando o 192, para identificar o problema, uma vez que estes sintomas também podem indicar um AVC, que precisa ser tratado o mais rápido possível.

Veja outros sintomas de AVC que também podem acontecer durante um mini-AVC.

Pode deixar sequelas?

Na maioria dos casos, o ataque isquêmico transitório não deixa qualquer tipo de sequelas permanentes, como dificuldade para falar, caminhar ou comer, por exemplo, pois a interrupção da passagem do sangue dura pouco tempo e, por isso, raramente se formam lesões cerebrais graves.

No entanto, dependendo da gravidade, do tempo de duração e do local do cérebro afetado, algumas pessoas podem ficar com algumas sequelas menos graves que as de um AVC.

Em que consiste o diagnóstico

O diagnóstico de um ataque isquêmico é realizado pelo médico mediante a avaliação dos sinais e dos sintomas apresentados.

Além disso, podem também ser solicitados exames, como análises de sangue, ultrassom ou tomografia computadorizada, por exemplo, com o objetivo de excluir alterações não vasculares, como tomares ou hipoglicemia, assim como determinar a causa, de forma a evitar um novo episódio, já que o ataque isquêmico é o principal sinal de alarme de um infarto cerebral. Estes exames devem ser realizados nas primeiras 24 horas após o ataque isquêmico

Como é feito o tratamento

Geralmente não é necessário tratar o ataque isquêmico transitório, pois o coágulo é removido naturalmente pelo organismo, no entanto, ainda assim é aconselhado ir ao hospital para confirmar o diagnóstico e descartar a hipótese de ser um AVC.

Após ter este tipo de "mini-AVC" existe maior risco de ter um AVC e, por isso, o médico pode indicar algum tipo de tratamento para evitar que aconteça, incluindo:

  • Remédios anti-plaquetários, como Aspirina: diminuem a capacidade das plaquetas para grudar, evitando o surgimento de coágulos, especialmente quando acontece uma ferida na pele;
  • Remédios anticoagulante, como Varfarina: afetam algumas proteínas do sangue, tornando-o mais fino e com menor chances de formar coágulos que podem levar a um AVC;
  • Cirurgia: é usada quando a artéria carótida é muito estreita e ajuda a dilatar mais o vaso, evitando que o acúmulo de gordura nas suas paredes interrompam a passagem de sangue;

Além disso, é importante que após o ataque isquêmico transitório se adote hábitos saudáveis que ajudem a diminuir o risco de formação de coágulos como não fumar, fazer 30 minutos de exercício físico 3 vezes por semana e ter uma alimentação equilibrada.

Conheça outras dicas que ajudam a reduzir as chances de ter um AVC ou infarto.

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