Hemorragia cerebral: sintomas, causas, tratamento e consequências

maio 2022
  1. Sintomas
  2. Diagnóstico
  3. Tipos
  4. Causas
  5. Tratamento
  6. Consequências/sequelas

A hemorragia cerebral é um tipo de acidente vascular cerebral (AVC) em que ocorre sangramento ao redor ou dentro do cérebro, por conta do rompimento de um vaso sanguíneo, geralmente uma artéria.

É um acontecimento grave, geralmente causado por uma pancada na cabeça, que pode levar a pessoa a um estado de inconsciência profunda, além de sensação de náusea, vômito, diminuição da frequência cardíaca e perda do equilíbrio.

Sempre que existir suspeita de uma hemorragia cerebral é muito importante chamar a ajuda médica, para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento o mais rápido possível, de forma a evitar sequelas, como dificuldade para andar, falar ou comer, por exemplo.

Principais sintomas

Os sintomas da hemorragia cerebral dependem do tamanho do sangramento, mas geralmente incluem:

  • Dor de cabeça forte e repentina que pode durar dias;
  • Dormência ou formigamento em alguma parte do corpo;
  • Vômitos;
  • Perda do equilíbrio;
  • Tremor nas mãos;
  • Diminuição da frequência cardíaca;
  • Fraqueza generalizada;
  • Alterações na visão, como enxergar tudo muito escuro, ter diminuição do campo de visão ou cegueira;

Em condições mais graves podem ainda haver crises epilépticas repentinas ou perda de consciência profunda e prolongada em que a pessoa não consegue responder a estímulos.

Como confirmar o diagnóstico

O médico mais indicado para confirmar o diagnóstico de hemorragia cerebral e indicar o tratamento mais adequado é o neurologista, no entanto, como se trata de uma emergência médica, sempre que existir suspeita de hemorragia cerebral é importante ir rapidamente ao pronto-socorro.

O diagnóstico é feito com a realização de exames de imagens, como ressonância magnética, tomografia computadorizada e angiografia, com ou sem contraste, que permitem avaliar a presença de sangramento ou lesões no cérebro. O médico pode ainda solicitar uma punção lombar, em que é retirada uma amostra do líquido cefalorraquidiano (LCR) que será avaliada em laboratório para identificar a presença de sangue.

Tipos de hemorragia cerebral

A hemorragia cerebral pode ser classificada de acordo com o local em que ocorre:

1. Hemorragia intraparenquimatosa ou intracerebral

Esse tipo de hemorragia é mais provável de acontecer em idosos e surge quando o sangramento se dá dentro do cérebro. É o tipo mais grave, mas também o mais comum. Geralmente ocorre por conta de tumores, distúrbios da coagulação e vasos malformados.

2. Hemorragia intraventricular

A hemorragia intraventricular acontece nos ventrículos cerebrais, que são cavidades do cérebro em que ocorre a produção do líquido cefalorraquidiano. Esse tipo de hemorragia normalmente ocorre em recém-nascidos prematuros, logo nas primeiras 48h após o nascimento, ou que tiveram alguma complicação logo ao nascerem, como a síndrome do desconforto respiratório.

3. Hemorragia subaracnóidea

Essa hemorragia normalmente acontece por conta da ruptura de um aneurisma, mas também pode ser resultado de uma pancada, e é caracterizada pelo sangramento no espaço entre duas camadas das meninges, a aracnóide e a pia-máter.

A dura-máter, aracnóide e pia-máter são as camadas constituintes das meninges, que são membranas que revestem e protegem o sistema nervoso central. A hemorragia subaracnóidea geralmente acontece em pessoas entre os 20 e 40 anos.

4. Hemorragia subdural

A hemorragia subdural acontece no espaço entre as camadas dura-máter e aracnóide das meninges e é o resultado mais frequente de um trauma.

5. Hemorragia epidural

Esse sangramento acontece entre a dura-máter e o crânio e é mais comum de acontecer em crianças e adolescentes como consequência de fratura no crânio.

O que causa a hemorragia cerebral

A principal causa da hemorragia cerebral é o traumatismo craniano, provocado por alguma pancada forte na cabeça. No entanto, existem outras condições menos comuns que podem favorecer o sangramento, como:

  • Pressão alta descontrolada;
  • Consumo excessivo e crônico de álcool;
  • Uso de drogas, como cocaína ou anfetaminas;
  • Angiopatia amilóide, que é a inflamação de pequenos vasos do cérebro;
  • Doenças do sangue, como trombocitemia e hemofilia, que dificultam o processo de coagulação;
  • Uso de anticoagulantes, pois dificultam a coagulação, o que pode favorecer os sangramentos;
  • Tumores cerebrais.

Outra causa comum da hemorragia cerebral é o aneurisma cerebral, que é a dilatação em um vaso sanguíneo do cérebro. Essa dilatação faz com que as paredes do vaso se tornem finas e frágeis, podendo romper a qualquer momento, causando a hemorragia. Conheça os sintomas que ajudam a identificar um aneurisma cerebral.

Como é feito o tratamento

O tratamento para a hemorragia cerebral deve ser realizado o mais rapidamente possível no hospital e normalmente é feito com uma cirurgia para retirar o sangue que está se acumulando no interior do crânio, de forma a diminuir a pressão e evitar lesões permanentes no cérebro.

Além da cirurgia pode ainda ser indicado pelo médico o tratamento com medicamentos para controlar a pressão, as crises convulsivas e possíveis infecções. Em casos mais graves pode ainda ser indicada a realização de transfusões sanguíneas.

Para melhorar a qualidade de vida após a hemorragia e evitar lesões é importante ir ao fisioterapeuta ou terapeuta ocupacional. Veja como é a recuperação após um AVC.

Consequências da hemorragia cerebral

Após a hemorragia algumas pessoas podem ter sequelas, como dificuldade para falar, engolir, andar, realizar atividades do dia-a-dia ou podem ficar paralisadas.

Assim que houver o surgimento dos primeiros sintomas da hemorragia cerebral, deve-se ir logo ao médico para que o tratamento possa ser iniciado, pois a gravidade das sequelas depende do grau de sangramento.

A melhor forma de evitar a ocorrência da hemorragia cerebral e, consequentemente, suas sequelas, é realizando atividades físicas e possuindo uma alimentação saudável e balanceada, pobre em gordura e sal.

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Atualizado por Manuel Reis - Enfermeiro, em maio de 2022.
Equipe editorial constituída por médicos e profissionais de saúde de diversas áreas como enfermagem, nutrição, fisioterapia, análises clínicas e farmácia.