Hiperpigmentação é uma alteração da pele em que algumas áreas ficam mais escuras devido ao aumento na produção ou distribuição de melanina, o pigmento que dá cor à pele, aos cabelos e aos olhos.
Esse escurecimento pode surgir por exposição ao sol, processos inflamatórios, como acne ou feridas, alterações hormonais ou efeito colateral de alguns medicamentos, mas também pode acontecer devido a predisposição genética.
O tratamento deve ser indicado pelo dermatologista, podendo envolver o uso de medicamentos em forma de cremes e, em alguns casos, comprimidos, além de procedimentos como peelings químicos e terapia com laser.
Como identificar a hiperpigmentação
A identificação da hiperpigmentação pode ser feita pela observação de algumas alterações na pele, que costumam ser:
- Manchas escuras na pele, principalmente em regiões expostas ao sol, como rosto, mãos e pescoço;
- Manchas que podem variar em tamanho, forma e intensidade de cor, como marrons, avermelhadas ou pretas;
- Ausência de dor ou coceira na maioria dos casos;
- Escurecimento progressivo de manchas já existentes.
Além disso, a hiperpigmentação também pode ser mais visível ou intensa dependendo do tipo de pele e da exposição solar.
Hiperpigmentação pós inflamatória
A hiperpigmentação pós-inflamatória é uma alteração da pele que ocorre após algum tipo de inflamação ou lesão, como acne, cortes, queimaduras, picadas de insetos ou procedimentos dermatológicos.
Depois que a pele se recupera, algumas áreas podem ficar mais escuras do que o tom natural, devido ao aumento da produção de melanina na região afetada.
Essas manchas podem persistir por semanas, meses ou até mais tempo, especialmente quando há exposição ao sol ou ausência de cuidados adequados com a pele.
Como confirmar o diagnóstico
O diagnóstico da hiperpigmentação é geralmente confirmado por meio de avaliação clínica feita pelo dermatologista, que observa o aspecto das manchas, sua localização, cor e histórico de surgimento.
Caso deseje avaliar alguma mancha na pele, é possível encontrar um dermatologista próximo de você utilizando a ferramenta abaixo:
O dermatologista pode fazer o exame de dermatoscopia, em que se examina a pele utilizando uma lupa especial, para avaliar as alterações com mais detalhes. Confira como é feita a dermatoscopia.
Em muitos casos, não são necessários exames complementares; porém, quando há dúvida, podem ser utilizados recursos como a lâmpada de Wood, que auxilia na avaliação da profundidade do pigmento na pele.
Leia também: Lâmpada de Wood: o que é, para que serve e como funciona tuasaude.com/lampada-de-woodEm situações raras, a realização de biópsia cutânea para excluir outras condições.
Causas da hiperpigmentação
As principais causas da hiperpigmentação incluem:
- Exposição solar excessiva, que estimula a produção de melanina;
- Hiperpigmentação pós-inflamatória, após acne, feridas, queimaduras ou irritações da pele;
- Alterações hormonais, como as que ocorrem durante a gravidez e na puberdade;
- Efeitos colaterais de medicamentos, como as pílulas anticoncepcionais;
- Envelhecimento da pele, levando ao aparecimento de manchas solares;
- Doenças inflamatórias ou sistêmicas que afetam a produção de melanina, como lúpus eritematoso e doenças hepáticas;
A hiperpigmentação também pode ser causada por procedimentos dermatológicos ou cosméticos que irritam ou inflamam a pele, sobretudo quando há reação inflamatória intensa ou falta de cuidados após o procedimento. Conheça mais outras causas de manchas escuras na pele.
Tratamento para hiperpigmentação
O tratamento para hiperpigmentação deve ser orientado pelo dermatologista e pode envolver:
1. Cremes e loções
O tratamento tópico é uma das primeiras abordagens para a hiperpigmentação e envolve o uso de cremes ou loções aplicados diretamente na pele.
Esses produtos podem conter substâncias despigmentantes, como hidroquinona, ácido azelaico, retinoides, niacinamida ou vitamina C, que ajudam a reduzir a produção de melanina e a clarear gradualmente as manchas. Saiba como usar a vitamina C no rosto.
O uso deve ser orientado pelo dermatologista, já que alguns ativos podem causar irritação se usados de forma inadequada.
2. Uso de protetor solar
O uso de protetor solar é uma etapa essencial do tratamento, pois a exposição solar pode piorar ou manter as manchas escuras. Por isso, o uso diário de protetor com alto fator de proteção ajuda a evitar o estímulo da produção de melanina.
Leia também: Protetor solar: qual o melhor, como usar (e porque usar diariamente) tuasaude.com/saiba-qual-e-o-melhor-protetor-solar-para-cada-peleEm muitos casos, é recomendado o uso de protetores com proteção contra luz visível e reaplicação ao longo do dia.
3. Peeling químico
O peeling químico consiste na aplicação de substâncias que promovem a renovação da pele por meio da descamação controlada das camadas superficiais. Isso ajuda a reduzir manchas e estimular a regeneração cutânea.
Dependendo da profundidade da hiperpigmentação, podem ser utilizados peelings superficiais, como os de ácido glicólico, salicílico e mandélico, peelings médios, como o ácido tricloroacético (TCA), ou peelings mais profundos, como o de fenol. Conheça os tipos de peelings químicos.
4. Terapia com laser
Os tratamentos com laser ou luz intensa pulsada atuam diretamente na melanina, fragmentando os pigmentos escuros para que o organismo os elimine gradualmente.
Leia também: Luz pulsada: o que é, quando é indicada e como é feita tuasaude.com/beneficios-da-luz-pulsadaSão opções eficazes em alguns tipos de hiperpigmentação, especialmente quando outros tratamentos não são suficientes.
No entanto, devem ser utilizados com cautela, pois podem causar efeitos adversos, como irritação ou piora da pigmentação em alguns casos.
5. Tratamento oral
Em situações específicas, podem ser utilizados medicamentos orais, como o ácido tranexâmico, que atua na redução da produção de melanina e na inflamação associada. Veja como usar o ácido tranexâmico.
Esse tipo de tratamento é geralmente indicado em casos mais persistentes ou resistentes, como o melasma, e deve ser sempre prescrito e acompanhado por um médico devido aos possíveis efeitos colaterais.
Como prevenir
Para prevenir a hiperpigmentação é indicado cuidados diários com a pele, como:
- Uso diário de protetor solar com alto fator de proteção, mesmo em dias nublados;
- Evitar exposição solar prolongada, especialmente nos horários de maior intensidade UV, entre as 10h e as 16h;
- Tratar rapidamente lesões de acne, inflamações ou irritações da pele para evitar manchas
- Evitar manipular ou espremer lesões cutâneas;
Além disso, é importante manter uma rotina de cuidados com a pele para reduzir inflamações e irritações, bem como utilizar produtos dermatológicos adequados ao tipo de pele, de forma a preservar a barreira cutânea. Saiba como cuidar do seu tipo de pele.