Cortisol (hormônio do estresse): o que é e para que serve

Revisão clínica: Dr.ª Olivia Faria
Endocrinologista
setembro 2022

O cortisol é um hormônio vital produzido pelas glândulas suprarrenais (adrenais), que estão localizadas acima dos rins. É conhecido como "hormônio do estresse", pois possui diversas ações na resposta a situações estressantes, mas também tem outras funções importantes como regular o metabolismo, reduzir a inflamação e contribuir para o funcionamento do sistema imune.

Os níveis de cortisol no sangue variam durante o dia, começando a elevar-se por volta das 3 a 4 horas da madrugada e atingindo seus níveis mais altos por volta das 9 horas da manhã. A partir daí, o nível de cortisol vai diminuindo, até atingir seus níveis mais baixos por volta das 23 horas.

Quando o cortisol está alto, seja por produção do próprio corpo, devido a tumores ou doenças, ou pelo uso prolongado de corticoides, origina uma condição conhecida como síndrome de Cushing. Já quando o cortisol está baixo, pode ser chamado de insuficiência adrenal e geralmente é causado por doenças na adrenal, na hipófise ou no hipotálamo.

Glândula suprarrenal (adrenal)
Glândula suprarrenal (adrenal)

Sintomas de cortisol alto

O cortisol alto pode causar sinais e sintomas como:

  • Ganho de peso;
  • Fraqueza;
  • Pressão alta;
  • Estrias arroxeadas com mais de 1 cm;
  • Rosto arredondado;
  • Aparecimento fácil de manchas roxas e hematomas;
  • Depressão ou instabilidade emocional;
  • Espinhas e aumento da quantidade de pêlos;
  • Alterações na menstruação;
  • Enfraquecimento dos ossos.

Estes sintomas e os níveis aumentados de cortisol caracterizam a síndrome de Cushing, que é mais comum em pessoas que fazem uso prolongado e em doses elevadas de corticoides, como acontece no tratamento de doenças como lúpus, artrite reumatoide ou asma, por exemplo. Saiba mais sobre a síndrome de Cushing e porque acontece.

Como tratar o cortisol alto

O tratamento para cortisol alto deve ser sempre orientado por um endocrinologista, já que varia de acordo com a causa. No entanto, na maior parte dos casos é feito com cirurgia. Veja as principais causas do cortisol alto e como é feito o tratamento.

Sintomas de cortisol baixo

Os principais sintomas de cortisol baixo são:

  • Mal estar;
  • Fraqueza
  • Náuseas e vômitos;
  • Dor abdominal;
  • Pressão baixa;
  • Diminuição dos níveis de açúcar no sangue;
  • Perda de peso.

Os níveis diminuídos de cortisol no organismo caracterizam uma condição conhecida como insuficiência adrenal, que pode surgir quando existem doenças ou alterações na adrenal, na hipófise ou no hipotálamo, por exemplo. 

Como tratar o cortisol baixo

O tratamento para cortisol baixo deve ser orientado por um endocrinologista, mas normalmente é feito com a reposição de glicocorticoides e, em alguns casos, mineralocorticoides.

Como avaliar os níveis de cortisol

O exame para avaliar os níveis de cortisol é feito através da coleta de uma amostra de sangue, de urina ou de saliva e está indicado quando existe suspeita de síndrome de Cushing ou insuficiência adrenal.

No caso de suspeita de insuficiência adrenal (cortisol baixo) geralmente é feita a coleta de manhã, entre as 8 e as 9 horas. Valores inferiores a 5 µg/dL são indicativos de insuficiência adrenal e valores acima de 18 µg/dL excluem esse diagnóstico.

Já no caso de suspeita de síndrome de Cushing (cortisol alto), a coleta deve ser feita após a ingestão de 1 mg de dexametasona na noite anterior, ou através da dosagem na saliva ou urina.

Saiba mais sobre o exame de cortisol.

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Atualizado por Manuel Reis - Enfermeiro, em setembro de 2022. Revisão clínica por Dr.ª Olivia Faria - Endocrinologista, em fevereiro de 2016.

Bibliografia

  • ROSA, Thais G. Influência dos agentes estressores no aumento dos níveis de cortisol plasmático. Trabalho de Conclusão de Curso, 2016. Universidade de Rio Verde (UniRV) .
  • Seção 2 - Distúrbios Endócrinos e Metabólicos Capítulo 9 - Distúrbios Adrenais. Disponível em: <http://www.msdlatinamerica.com/profissionais_da_saude/manual_merck/secao_02/secao_02_009.html>. Acesso em 10 abr 2020
Revisão clínica:
Dr.ª Olivia Faria
Endocrinologista
Médica formada pela Universidade Estácio de Sá, com CRM-RJ 52-980528. É mestre em endocrinologia pela UFRJ e membro titular da SBEM.