Hemorragia digestiva alta: o que é, sintomas, causas e tratamento

junho 2022

A hemorragia digestiva alta é quando existe um sangramento na parte superior do tubo digestório, podendo envolver o esôfago, estômago ou o início do intestino delgado. Este tipo de hemorragia normalmente é causado por úlceras gastrointestinais ou varizes gastroesofágicas.

Geralmente, a hemorragia digestiva alta é identificada pela ocorrência de vômitos com sangue, o que é chamado de hematêmese, ou fezes pretas semelhantes à borra de café. No entanto, quando o sangramento é mais intenso, o sangue também pode aparecer vivo nas fezes e causar outros sintomas como fraqueza intensa, palidez, coração acelerado e até sonolência. Confira o que pode ser e o que fazer em caso de vômitos com sangue.

Caso existam sintomas indicativos de hemorragia digestiva alta é importante consultar um gastroenterologista, porém, se o sangramento for intenso, é recomendado procurar a emergência assim que possível para iniciar o tratamento adequado.

Sintomas da hemorragia digestiva alta

Os sintomas mais comuns da hemorragia digestiva alta são:

  • Vômitos com sangue;
  • Fezes pretas ou semelhantes à borra de café;
  • Sangue nas fezes, em caso de sangramento intenso;

Em caso suspeita de hemorragia digestiva alta é importante consultar um gastroenterologista e, quando houver presença de sangramento intenso, é recomendado procurar a emergência assim que possível para uma avaliação.

Sinais de hemorragia digestiva grave

Alguns sinais e sintomas que podem indicar que existe uma hemorragia digestiva mais grave são:

  • Fraqueza intensa;
  • Palidez;
  • Coração acelerado mesmo em repouso;
  • Sonolência ou confusão mental;
  • Respiração rápida;
  • Diminuição da quantidade de urina;

Caso estes sintomas estejam presentes, especialmente após perda de sangue pela boca ou pelas fezes, é importante procurar uma emergência assim que possível para uma avaliação detalhada.

Possíveis causas

As principais causas de hemorragia digestiva alta são:

No entanto, existem outras causas menos comuns como câncer gástrico, esofágico ou duodenal, malformações de vasos e fístulas envolvendo vasos e o tubo digestório, por exemplo.

Dependendo da causa, além do sangramento, outros sintomas como dor abdominal que melhora ou piora com a alimentação, dor para engolir e pele ou olhos amarelados podem estar presentes antes do episódio. Nesses casos, é importante avisar o médico, pois podem ajudar a identificar a causa da hemorragia digestiva alta.

Exames que ajudam no diagnóstico

A endoscopia digestiva alta é o principal exame utilizado para identificar a causa da hemorragia digestiva alta. No entanto, outros exames como a angiotomografia podem ser úteis para ajudar a localizar a fonte do sangramento, principalmente quando ela não é encontrada na endoscopia. Entenda melhor o que é e para que serve a edoscopia digestiva.

Além disso, exames de sangue, como contagem de hemácias, nível de hemoglobina, coagulação e função hepática, também costumam ser realizados. No entanto, o objetivo destes exames geralmente é avaliar a gravidade do sangramento, condições possivelmente relacionadas como cirrose e distúrbios da coagulação, e a necessidade de transfusões de sangue.

Como é feito o tratamento

O tratamento da hemorragia digestiva alta geralmente é realizado por meio da endoscopia digestiva e necessita ser realizado no hospital até que o sangramento esteja controlado. 

No entanto, outras intervenções podem ser necessárias, principalmente quando o tratamento por endoscopia não é suficiente ou se a causa forem varizes esofágicas. Nesses casos, pode ser indicada a angioembolização, cirurgia ou shunt portossistêmico transjugular intra-hepático. O tratamento pode ainda envolver transfusões de sangue, nos casos mais graves, e a administração de medicamentos por via intravenosa como omeprazol.

Além disso, quando a causa da hemorragia digestiva alta é a presença de varizes gastroesofágicas, o médico pode também indicar o uso de alguns medicamentos como octreotide, que ajuda a diminuir o sangramento, e propranolol, que atua prevenindo que novos episódios ocorram. 

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Atualizado por Jonathan Panoeiro - Neuropediatra, em junho de 2022.

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