Fibrilação ventricular: o que é, sintomas, causas e tratamento

outubro 2022

A fibrilação ventricular é um tipo de arritmia cardíaca grave que surge devido a uma alteração dos impulsos elétricos no coração, que fazem com que os ventrículos se contraiam inutilmente e o coração bata rapidamente, em vez de bombear sangue para o resto do corpo, resultando em sintomas como dor no peito, aumento dos batimentos cardíacos, ou mesmo perda de consciência.

A fibrilação ventricular é a causa principal de morte súbita cardíaca e é considerada uma emergência médica, devendo por isso ser assistida rapidamente, podendo ser necessário recorrer à ressuscitação cardíaca e a um desfibrilador.

Por isso, no caso de surgimento de sintomas de fibrilação ventricular, deve-se procurar o pronto-socorro mais próximo para que seja identificada e o tratamento realizado o mais rápido possível.

Sintomas de fibrilação ventricular

Os principais sintomas de fibrilação ventricular são:

  • Dor no peito;
  • Falta de ar;
  • Náuseas e vômitos;
  • Batimentos do coração muito rápidos;
  • Fraqueza;
  • Convulsão.

Além disso, em pessoas com diagnóstico de insuficiência cardíaca congestiva ou doença arterial coronariana, a fibrilação ventricular pode causar piora dos sintomas crônicos como dificuldade para respirar, especialmente na posição deitada, angina, dispneia paroxística noturna ou inchaço das pernas ou dos pés.

Na maior parte dos casos, a pessoa com fibrilação ventricular perde a consciência e não é possível identificar estes sintomas, sendo apenas possível medir o pulso. Caso a pessoa não tenha pulsação, é sinal de parada cardiorrespiratória, sendo muito importante chamar a emergência médica e iniciar a reanimação cardíaca. Saiba como salvar a vida de uma vítima de parada cardiorrespiratória.

Como é feito o diagnóstico

Não é possível fazer um diagnóstico devidamente antecipado da fibrilação ventricular, por ser uma situação de emergência, sendo que o médico apenas pode medir a pulsação, monitorar o coração e confirmar o diagnóstico através do eletrocardiograma (ECG).

Porém, depois da pessoa estar estável, podem-se fazer exames de sangue como gasometria, hemograma, enzimas cardíacas, peptídeo natriurético cerebral e painel toxicológico, além de outros exames como raio X de tórax, angiografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética, para avaliar o que pode ter causado a fibrilação ventricular.

Possíveis causas

A fibrilação ventricular é causada por um problema nos impulsos elétricos do coração devido a um ataque cardíaco ou lesões no coração que tenham resultado de um ataque cardíaco no passado.

Alguns fatores podem aumentar o risco de sofrer de fibrilação ventricular, como:

  • Doença arterial coronariana;
  • Infarto;
  • Insuficiência cardíaca congestiva;
  • Histórico de ataque cardíaco ou de fibrilação ventricular;
  • Defeito congênito no coração;
  • Cardiomiopatia;
  • Tomar um choque;
  • Afogamento;
  • Uso de drogas de abuso, como cocaína ou metanfetamina.

Além disso, ter um desequilíbrio de eletrólitos, como potássio e magnésio, por exemplo, pode aumentar o risco de desenvolvimento da fibrilação ventricular. Conheça os alimentos que contribuem para um coração saudável.

Como é feito o tratamento

O tratamento de emergência da fibrilação ventricular consiste na reanimação cardíaca e na utilização de um desfibrilador, que geralmente regula novamente o ritmo cardíaco. Depois disso, o médico pode receitar remédios antiarrítmicos para serem usados diariamente e/ou em situações de emergência, e recomendar a utilização de um cardioversor desfibrilador implantável, que é um dispositivo médico que se implanta no interior do corpo. 

Além disso, caso a pessoa sofra de doença coronariana, o médico pode recomendar uma angioplastia ou a inserção de um marcapasso. Saiba mais sobre doença coronariana e como é feito o tratamento.

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Atualizado por Flávia Costa - Farmacêutica, em outubro de 2022.

Bibliografia

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Equipe editorial constituída por médicos e profissionais de saúde de diversas áreas como enfermagem, nutrição, fisioterapia, análises clínicas e farmácia.