Dor no maxilar: 8 possíveis causas (e que fazer)

novembro 2022

A dor no maxilar normalmente surge devido a problemas dentários, bruxismo ou disfunção temporomandibular, mas também pode indicar sinusite, cefaleia em salvas, osteomielite ou lesão nos nervos.

Dependendo da causa, além da dor no maxilar, podem surgir outros sintomas como febre, dificuldade para mastigar, alteração na sensibilidade dos dentes, vermelhidão ou inchaço no local. 

Em caso de dor no maxilar, especialmente se surgirem outros sintomas, é importante consultar um clínico geral. O tratamento depende da causa e pode envolver medicamentos como analgésicos ou antibióticos e, em alguns casos, cirurgia.

Possíveis causas de dor no maxilar

As principais causas de dor no maxilar são:

1. Disfunção temporomandibular

A disfunção temporomandibular é uma alteração que afeta os músculos da mastigação ou a articulação que une a mandíbula ao crânio, podendo causar dor no maxilar. Entenda melhor o que é disfunção temporomandibular.

Além disso, também podem surgir outros sintomas como, dor de cabeça frequente, dor perto do ouvido, estalos ao abrir a boca ou sensação de vertigem e zumbidos.  

O que fazer: é recomendado consultar um clínico geral para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento adequado, que pode envolver psicoterapia, fisioterapia, medicamentos analgésicos e até injeção de corticoide. Veja mais opções de tratamento para disfunção temporomandibular.

Além disso, medidas como a aplicação de compressas mornas, adoção de uma dieta com alimentos menos duros e evitando o uso excessivo da mandíbula, como falar muito ou mascando chicletes, também podem aliviar a dor causada pela disfunção temporomandibular. 

2. Cefaleia em salvas

A cefaleia em salvas é um tipo de dor de cabeça muito forte, que normalmente afeta um lado do rosto, podendo causar dor no maxilar. Pode também ser acompanhada de outros sintomas como vermelhidão na face, lacrimejamento e dor no olho. Entenda melhor o que é a cefaleia em salvas.

O que fazer: é indicado procurar uma emergência se existir suspeita de cefaleia em salvas. Normalmente, a dor no maxilar causada pela cefaleia em salvas é aliviada com o uso de uma máscara de oxigênio a 100% nos momentos de crise.

Além disso, é importante consultar um neurologista para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento adequado, de maneira a evitar novas crises.

3. Sinusite

A sinusite é uma inflamação dos seios da face que pode causar sintomas como febre, dor de cabeça que também pode afetar o maxilar, catarro na garganta e sensação de pressão ou aperto no rosto, especialmente na testa e nas maçãs do rosto. Saiba como identificar os sintomas de sinusite.

O que fazer: em caso de suspeita de sinusite é importante consultar o clínico geral ou otorrinolaringologista para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento, que pode envolver o uso de antibióticos.

4. Problemas dentários

Problemas dentários como cáries, má oclusão e abscessos podem causar dor no maxilar, além de outros sintomas como febre, dor de dente, dificuldade para mastigar e maior sensibilidade a alimentos quentes ou frios.

O que fazer: é recomendado consultar um dentista em caso de suspeita de problemas dentários para uma avaliação e identificar a causa da dor. Dependendo do problema dentário, pode ser indicada a restauração ou mesmo remoção dos dentes afetados, por exemplo. 

Além disso, em caso de suspeita de abscesso dentário, é recomendado procurar uma emergência. Quando confirmado o diagnóstico, o tratamento pode envolver a drenagem do abscesso por meio de cirurgia e medicamentos como antibióticos e analgésicos. Confira como é feito o tratamento do abscesso.

5. Neuralgia do trigêmeo

A neuralgia do trigêmeo é uma dor facial forte que pode afetar a região do maxilar e normalmente é causada pela compressão do nervo do trigêmeo. A dor causa a sensação de choque, surge ao tocar a região afetada da face e ocorre em apenas um dos lados do rosto. Entenda melhor o que é a neuralgia do trigêmeo e como identificar.

O que fazer: é importante consultar um neurologista em caso de suspeita de neuralgia do trigêmeo. Quando confirmado o diagnóstico, a dor no maxilar tende a melhorar com o tratamento, que pode envolver medicamentos, como carbamazepina e oxcarbazepina, injeção de toxina botulínica e até cirurgia.

6. Bruxismo

O bruxismo é o ato inconsciente de apertar ou ranger os dentes constantemente, que pode ocorrer durante o dia ou à noite, causando dor no maxilar. Além disso, também pode provocar desgaste dos dentes, dor ao mastigar ou abrir a boca e dor de cabeça ao acordar. 

O que fazer: a dor no maxilar causada pelo bruxismo pode ser aliviada com o uso de analgésicos como dipirona ou paracetamol. No entanto, é indicado consultar um clínico geral ou dentista para que a causa do bruxismo seja identificada e iniciar o tratamento adequado, que normalmente é feito com o uso de placas dentárias para bruxismo. Veja como é feito o tratamento do bruxismo.

7. Dor neuropática

A dor neuropática normalmente é causada pelo funcionamento anormal de alguns nervos, alterando a sensibilidade e causando sensações como queimação, choque ou pontadas em partes do corpo. Dependendo do nervo afetado, pode causar dor no maxilar. Entenda melhor o que é a dor neuropática e porque acontece.

O que fazer: é importante consultar um neurologista em caso de suspeita de dor neuropática para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento adequado, que normalmente envolve medicamentos como anticonvulsivantes e antidepressivos.

8. Osteomielite

A osteomielite é uma infecção do osso que normalmente é causada por bactérias devido a ferimentos profundos na pele, fraturas ou colocação de próteses, por exemplo. 

Caso a infecção ocorra em ossos na região maxilar, pode causar dor intensa e outros sintomas como febre, vermelhidão e inchaço no local. Saiba como identificar a osteomielite.

O que fazer: é recomendado procurar uma emergência para iniciar o tratamento, que normalmente é feito com o uso de antibióticos. Em casos mais graves, pode ser necessário cirurgia para remover tecidos mortos e facilitar a recuperação.

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Atualizado por Jonathan Panoeiro - Neuropediatra, em novembro de 2022. Revisão clínica por Marcelle Pinheiro - Fisioterapeuta, em novembro de 2022.

Bibliografia

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  • SILVA, Pedro M. C. C. Patologia da articulação temporomandibular e sintomatologia otorrinolaringológica. Tese de Mestrado, 2017. Faculdade de Medicina de Lisboa - Universidade de Lisboa.
  • SECRETARIA DE SAÚDE DE BRASÍLIA. Disfunção Temporomandibular e dor orofacial. 2017. Disponível em: <http://www.saude.df.gov.br/wp-conteudo/uploads/2018/04/4.-Disfuncao_Temporo-Mandibular_e_Dor_orofacial.pdf>. Acesso em 04 nov 2020
Revisão clínica:
Marcelle Pinheiro
Fisioterapeuta
Formada em Fisioterapia pela UNESA em 2006 com registro profissional no CREFITO- 2 nº. 170751 - F e especialista em dermatofuncional.