Catarro na garganta: 11 causas e o que fazer

agosto 2022

O catarro na garganta pode surgir devido à baixa ingestão de água durante o dia, ou estar em ambientes em que o ar está mais seco, o que pode deixar a garganta seca e irritada e o muco mais grosso, levando a sensação de catarro preso na garganta ou catarro constante na garganta, que pode ser aliviado mantendo o corpo hidratado e bebendo bastante líquido durante o dia.

Além disso, o catarro na garganta também pode surgir devido a inflamações ou infecções das vias respiratórias, como amigdalite, faringite, sinusite ou até por refluxo gastroesofágico, e ser acompanhadas de outros sintomas, como dor de garganta, tosse, febre ou catarro amarelo ou esverdeado, por exemplo.

É recomendado que seja consultado o otorrinolaringologista ou o clínico geral, sempre que surgir sintoma de catarro na garganta, especialmente se piorar rapidamente ou for acompanhado de outros sintomas, para que seja diagnosticada a sua causa e iniciado o tratamento mais adequado, que pode ser feito com remédios analgésicos, anti-inflamatórios, e em alguns casos, antibióticos. 

As principais causas de catarro na garganta são:

1. Beber pouca água

Beber pouca água durante o dia, pode deixar a garganta mais seca e aumentar viscosidade do muco da garganta, uma vez que a água faz parte da composição do catarro, podendo resultar na sensação de catarro preso na garganta ou catarro constante.

O que fazer: o ideal é manter a garganta hidratada, bebendo pelo menos 2 litros de água por dia em pequenos goles, para ajudar a fluidificar o catarro e aliviar a sensação de catarro preso na garganta. Para pessoas com dificuldade em tomar água, uma boa opção é adicionar o suco de meio limão na água para dar sabor e facilitar a ingestão.

2. Ar seco e ar condicionado

Quando o ar está mais seco, a mucosa do nariz e da garganta tendem a perder umidade, e a garganta tende a ficar mais irritada, e o muco mais grosso, levando a sensação de catarro na garganta constante ou catarro preso na garganta, além de tosse seca, pigarro ou até rouquidão.

Além disso, o uso do ar condicionado também pode deixar o ar do ambiente mais seco, favorecendo a irritação da garganta e o surgimento do catarro constante.

O que fazer: o ideal é evitar o ar condicionado e a exposição a ambientes secos. Além disso, é aconselhado beber muita água e aplicar soluções de hidratação das mucosas, como soro fisiológico no nariz. Outra medida, é usar um umidificador de ambiente, pois aumenta umidade do ar, reduzindo a irritação ou inflamação da garganta, além de abrir as vias respiratórias, ajudar a liberar o catarro. Veja como usar o umidificador corretamente.  

3. Sinusite

A sinusite é uma inflamação dos seios nasais, que são pequenas cavidades que ficam no crânio, em redor do nariz e dos olhos, geralmente provocada por doenças alérgicas ou infecções por vírus, fungos ou bactérias, causando acúmulo de catarro no nariz.

O excesso de catarro no nariz pode levar ao surgimento de gotejamento pós-nasal, que é quando o catarro goteja pela garganta, causando tosse, inchaço, irritação na garganta, e sensação de garganta arranhando e catarro amarelo ou esverdeado na garganta.

O que fazer: o tratamento da sinusite geralmente é feito com remédios indicados pelo otorrinolaringologista como analgésicos, anti-inflamatórios, descongestionantes nasais ou antibióticos. Além disso, para complementar o tratamento médico, pode-se fazer a lavagem nasal com água e sal ou soro fisiológico, ou inalações a vapor para ajudar a fluidificar o catarro, ajudando na sua eliminação e aliviando os sintomas. Veja os principais remédios para sinusite

Assista o vídeo com o enfermeiro Manuel Reis de como fazer a lavagem nasal corretamente:

4. Gripe e resfriado

A gripe e o resfriado são infecções causadas por vírus, que podem entrar pelo nariz, e chegar até a mucosa da garganta, levando ao surgimento de sintomas como inflamação ou irritação na garganta, catarro branco ou cinza, dor de garganta, tosse, febre, espirros, dor de cabeça e no corpo.

O que fazer: deve-se manter o corpo hidratado, bebendo bastante líquido e fazer repouso. Além disso, o otorrinolaringologista pode recomendar o uso de remédios analgésicos, anti-inflamatórios ou descongestionantes, como paracetamol, ibuprofeno ou desloratadina, por exemplo, para ajudar a aliviar os sintomas. Saiba como diferenciar gripe de resfriado.

5. Amigdalite bacteriana

A presença de catarro garganta também pode ser causada por amigdalite bacteriana que é uma inflamação das amígdalas, que são estruturas localizadas na garganta, causada por bactérias, principalmente Streptococcus pyogenes.

Além disso, outros sintomas que podem surgir são catarro com pus, dor de garganta intensa, dificuldade para engolir, febre alta ou presença de pus na garganta.

O que fazer: o tratamento da amigdalite bacteriana deve ser feito com orientação do otorrinolaringologista que pode indicar o uso de antibióticos para combater a infecção, como amoxicilina, azitromicina, clindamicina ou cefalosporina, por exemplo. Confira os principais tratamentos para a amigdalite bacteriana

6. Rinite alérgica

A rinite alérgica é uma inflamação da mucosa do nariz que pode levar ao acúmulo de catarro no nariz, que em excesso pode gotejar para a garganta, causando sensação de catarro constante na garganta, além de nariz entupido ou escorrendo, olhos lacrimejando e espirros constantes.

A rinite alérgica é causada pelo contato com substâncias alergênicas, como poeira, pólen, pêlo de animais ou algumas plantas, por exemplo, e pode ser mais frequente durante a primavera ou no outono.

O que fazer: o tratamento da rinite alérgica deve ser orientado pelo alergologista ou clínico geral, de acordo com a intensidade e frequência dos sintomas, podendo ser indicado o uso de remédios antialérgicos, como desloratadina ou cetirizina, por exemplo, além de ser fundamental evitar o contato com a substância que causou alergia. Veja os principais antialérgicos que podem ser indicados pelo médico.   

7. Faringite

A faringite é uma inflamação na faringe, localizada na parte de trás da garganta, que pode ser provocada por vírus, como o adenovírus, rinovírus ou influenza, ou bactérias, como Streptococcus pyogenes, por exemplo, causando dor de garganta, dificuldade para engolir e sensação de garganta arranhando ou coçando, e catarro verde ou amarelo na garganta.

Além disso, em alguns casos pode surgir febre, dor de cabeça, mal estar geral e rouquidão.

O que fazer: o tratamento da faringite varia de acordo com os sintomas e a causa, podendo ser indicado pelo otorrinolaringologista o uso de remédios analgésicos, anti-inflamatórios, ou antibióticos. Além disso, é importante fazer repouso e beber bastante líquidos durante o tratamento. Confira os principais tratamentos para a faringite.  

8. Refluxo gastroesofágico

O refluxo gastroesofágico é o retorno do conteúdo do estômago em direção à boca, causando dor, sabor desagradável e, em alguns casos, coceira na garganta e sensação de catarro constante na garganta, devido à irritação provocada pelo conteúdo ácido do estômago.

O que fazer: deve-se fazer o tratamento do refluxo gastroesofágico indicado pelo gastroenterologista com o uso de antiácidos, protetores gástricos ou aceleradores do esvaziamento gástrico, para evitar o retorno do ácido do estômago para a boca, aliviando os sintomas. Confira os principais remédios para o refluxo gastroesofágico

9. Exposição a substâncias irritantes

A exposição a substâncias irritantes, como a fumaça do cigarro ou poluição, podem provocar irritação na garganta e inflamação crônica, o que leva ao aumento da produção e acúmulo de catarro na garganta. 

Além disso, outros sintomas que podem surgir são garganta arranhando, coceira ou até dor de garganta.

O que fazer: evitar a exposição a substâncias que provoquem irritação na garganta é a medida mais eficaz. Caso isso não seja possível, pode-se recorrer a pastilhas calmantes que tenham mel, limão ou gengibre na sua composição, ou fazer gargarejos com soluções à base de água e sal. 

No caso do hábito de fumar, deve-se consultar o clínico geral que pode indicar medidas para parar de fumar ou remédios, como bupropiona ou vareniclina. Veja os principais remédios para parar de fumar

10. Problemas pulmonares

Alguns problemas pulmonares, como bronquite, asma ou pneumonia, podem causar aumento da produção de muco pelos pulmões, congestão nasal e tosse com catarro claro, branco, cinza-amarelado ou verde, podendo também haver sangue. 

Além disso, esses problemas respiratórios podem causar dor ou irritação na garganta, sensação de catarro constante na garganta, além de outros sintomas como dificuldade para respirar ou falta de ar, chiado no peito ao respirar, febre ou cansaço excessivo.

O que fazer: deve-se consultar o pneumologista que pode indicar o tratamento mais adequado que varia de acordo com o problema pulmonar, podendo ser indicado o uso de medicamentos como corticóides ou broncodilatadores inalatórios, na forma de bombinhas, analgésicos, anti-inflamatórios, xaropes expectorantes ou mucolíticos, e, em alguns casos, antibióticos. Veja como é feito o tratamento da bronquite, asma e pneumonia.

11. Uso de descongestionantes nasais

O uso de descongestionantes nasais, na forma de soluções ou spray nasal contendo substâncias que causam um estreitamento  dos vasos sanguíneos na mucosa nasal, como a nafazolina ou a pseudoefedrina, pode levar ao aumento da produção de muco no nariz, que pode gotejar para a garganta e causar a sensação de catarro na garganta.

Isto porque ao usar os descongestionantes nasais excessivamente ou por tempo prolongado, pode surgir uma congestão nasal rebote, que é quando o organismo passa a produzir substâncias para causar dilatação dos vasos sanguíneos da mucosa nasal, por perceber que houve uma diminuição do fluxo sanguíneo nessa região e, assim, o desconforto da congestão nasal pode piorar. 

O que fazer: deve-se utilizar os descongestionantes nasais somente se recomendado pelo médico e pelo menor tempo possível de tratamento, que geralmente varia de 3 a 7 dias, dependendo da substância presente no descongestionante.  

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Atualizado por Flávia Costa - Farmacêutica, em agosto de 2022.

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Equipe editorial constituída por médicos e profissionais de saúde de diversas áreas como enfermagem, nutrição, fisioterapia, análises clínicas e farmácia.

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