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Caroço na axila: 10 principais causas e o que fazer

Revisão médica: Dr.ª Clarisse Bezerra
Médica de Saúde Familiar
outubro 2022

O caroço na axila pode surgir devido a inflamações ou infecções, como no caso da foliculite, furúnculo, hidrosadenite supurativa, ou mononucleose infecciosa, ou ser indicativo de tumor, como o câncer de mama ou linfoma, por exemplo.

Dependendo da sua causa, o caroço na axila pode ser acompanhado de outros sintomas, como aumento da temperatura local, vermelhidão e sensibilidade ao toque, formação de pus, febre, perda de peso ou suor noturno.

Na presença do caroço na axila, é importante consultar o clínico geral ou dermatologista, para que sejam avaliadas as suas características e os sintomas, e, assim, ser possível identificar a causa e iniciado o tratamento mais adequado, que pode ser feito com uso de remédios antibióticos, anti-inflamatórios ou cirurgia, por exemplo.

Imagem ilustrativa número 1

Principais causas de caroço na axila

As principais causas de caroço na axila são:

1. Foliculite

A foliculite é a inflamação no folículo piloso, que é é a estrutura na pele onde fica a raiz dos pêlos, dificultando o pêlo sair na superfície da pele, e levando ao surgimento de sintomas, como uma ou várias pequenas espinhas na axila, que podem ser dolorosas, avermelhadas ou amareladas, devido à presença de pus, e causar coceira.

A foliculite na axila, também conhecida como pêlo encravado, é uma situação relativamente comum, e geralmente é causada pelo atrito da pele ao usar roupas apertadas ou após raspar os pêlos com lâmina ou depilar com cera, mas também pode acontecer devido a uma infecção por bactérias ou fungos.

O que fazer: a foliculite pode ser tratada em casa fazendo a higienização da axila com sabonete anti-séptico, mas também pode ser necessário o uso de medicamentos anti-inflamatórios, cremes, pomadas ou comprimidos de antibióticos para combater a infecção, que devem ser recomendados pelo dermatologista. Também pode ser indicado evitar raspar ou depilar a pele até melhorar a inflamação. Confira os principais tratamentos para foliculite.

2. Furúnculo

O furúnculo também é provocado pela infecção na raiz do folículo piloso, no entanto, é mais profunda e causa a inflamação da área ao redor, provocando um caroço maior, mais avermelhado e com produção de grande quantidade de pus.

Esse caroço com pus que pode crescer ao longo do tempo, causando dor, aumento da temperatura local, vermelhidão e sensibilidade ao toque, e ocorrer na região da axila ou qualquer outra região do corpo que sua muito ou sofre maior fricção.

O que fazer: é necessário procurar ajuda médica para avaliar a região e indicar se o furúnculo deve ser drenado. Também poderá orientar antibióticos em pomada ou comprimido, além de compressas de água morna para acelerar a recuperação.

Durante o tratamento do furúnculo, e para prevenir novas infecções, pode ser indicado usar sabão antisséptico, lavar com água e sabão diariamente e após estourar, além de lavar com água fervente a roupa que estar em contato com a região. Nunca se deve espremer o furúnculo, pois isso pode piorar a inflamação e a infecção, sendo mais difícil de tratar. Veja mais sobre os sintomas e tratamento do furúnculo.

3. Hidrosadenite supurativa

A hidrosadenite supurativa da axila é a inflamação das glândulas que produzem suor nesta região, causando o bloqueio da passagem de suor para fora da glândula e a formação de caroços dolorosos e que deixam cicatrizes na pele.

O que fazer: é necessária a avaliação do dermatologista, que irá indicar tratamentos para diminuir os sintomas da região afetada, como cremes com antibióticos ou injeção de corticoide na axila. Nos casos mais graves, pode ser necessária uma cirurgia para remover a área afetada e substituir por um enxerto.

Manter a região limpa, evitar uso de roupas apertadas e fazer compressas mornas na região também podem ajudar no tratamento. Confira mais sobre o que é e como tratar a hidrosadenite supurativa.

4. Cisto sebáceo

O cisto sebáceo é um caroço que se forma sob a pele, de formato arredondado, que mede poucos centímetros, mas que pode aumentar de tamanho ao longo do tempo, podendo ser duro ou mole, e se mover durante a palpação, podendo surgir na axila ou em qualquer outra região do corpo.

Esse tipo de cisto é benigno, causado por uma obstrução na glândula sebácea, o que faz  com que o sebo se acumule sob a pele, e geralmente não causa sintomas. No entanto, quando fica inflamado ou infectado, pode causar dor, aumento da temperatura na região, sensibilidade ou vermelhidão.

O que fazer: o tratamento deve ser indicado pelo dermatologista, e consiste em realizar compressas de água morna por 15 minutos no local e uso de anti-inflamatórios. No caso de inflamação ou infecção do cisto, o médico pode fazer uma drenagem e indicar o uso de antibióticos. Veja outras opções de tratamento para o cisto sebáceo.

5. Íngua

A íngua é o gânglio linfático aumentado, que pode surgir devido a qualquer inflamação ou infecção da região do braço, tórax ou mama. Isto acontece pois o gânglio linfático faz parte do sistema imune, e pode aumentar de tamanho para produzir mais células de defesa, para atacar qualquer germe que possa trazer problemas ao organismo.

Na maioria das vezes a íngua não é preocupante, e pode surgir por diversas causas, como um pêlo encravado, foliculite, furúnculo, linfadenite, mas também pode indicar uma doença sistêmica, como lúpus, artrite reumatoide, dermatomiosite ou sarcoidose ou câncer, principalmente quando crescem muito ou são localizadas em várias partes do corpo. Confira também outras causas de gânglios linfáticos aumentados pelo corpo.

O que fazer: o tratamento deve ser feito com orientação do clínico geral, de acordo com a causa da inflamação no linfonodo, podendo ser indicado o uso de remédios anti-inflamatórios, antibióticos, antivirais, corticoides ou terapia biológica, por exemplo. Já no caso de ter sido causada por câncer pode ser recomendado a remoção cirúrgica do gânglio ou do tumor que está causando o seu inchaço, além da realização de sessões de quimioterapia ou radioterapia.

6. Alergias

A alergia é uma reação inflamatória que surge devido a uma resposta exagerada do sistema imunológico a substâncias como desodorantes, cremes, ou até o tecido da roupa, por exemplo, levando ao surgimento de caroço na axila, irritação, coceira intensa, bolinhas ou manchas avermelhadas na pele.

O que fazer: deve-se tentar identificar a causa da alergia, e assim, evitar a exposição às substâncias que as desencadeiam. No caso de não ocorrer melhora dos sintomas, deve-se consultar o dermatologista que pode fazer um teste de alergia para identificar o tipo de substância que está causando os sintomas, e se necessário, indicar o tratamento com antialérgicos ou corticóides. Veja os principais remédios que podem ser indicados para alergia na pele.

7. Infecções

Algumas infecções, como a infecção pelo HIV, herpes simples ou mononucleose, podem causar aumento dos linfonodos, e surgimento de caroço na axila ou em outras regiões do corpo, como pescoço e nuca.

O que fazer: deve-se consultar o clínico geral ou o infectologista para que sejam feitos exames de diagnóstico para identificar o tipo de infecção e assim iniciar o tratamento mais adequado, que pode incluir o uso de antirretrovirais, no caso do HIV, antivirais, como aciclovir ou valaciclovir, no caso da herpes simples, ou o uso de analgésicos ou anti-inflamatórios para reduzir as ínguas e a febre, no caso da mononucleose, por exemplo. 

8. Lipoma

O lipoma é um caroço redondo e macio, que se forma sob a pele e é composto por células de gordura, podendo surgir na axila, pescoço, costas, ombros ou qualquer local do corpo onde as células de gordura estão presentes.

Geralmente, o lipoma não causa dor, no entanto, em alguns casos pode crescer e pressionar os nervos em volta e causar dor e até inflamação com sintomas de vermelhidão ou aumento da temperatura no local.

O que fazer: geralmente, não é necessário nenhum tratamento para o lipoma, no entanto, quando o lipoma é muito grande ou causa desconforto, o dermatologista pode realizar uma cirurgia para retirada. 

9. Câncer de mama

O câncer de mama é um dos principais tipos de câncer que afetam a mulher, mas também pode afetar homens, e apesar de nas fases iniciais o câncer de mama não causar sintomas, o principal sinal que pode indicar a presença do tumor é a palpação de um nódulo endurecido na mama.  

Além disso, outros sintomas podem estar presentes, como inchaço, formação de caroço na axila ou dor que pode irradiar para o braço, vermelhidão, saída secreção pelos mamilos ou seios doloridos, por exemplo. Veja os principais sintomas de câncer na mama.

O que fazer: na presença de qualquer alteração na mama, deve-se consultar o mastologista, para que sejam feitos exames para diagnosticar o câncer de mama, e iniciar o tratamento mais adequado que pode ser feito com cirurgia, quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia ou terapia biológica, por exemplo.

Além disso, o câncer de mama pode ter cura, dependendo do tipo e do estágio em que se encontra, por isso, é muito importante a prevenção, através da realização do auto-exame da mama e da mamografia. Entenda o passo-a-passo de como fazer o autoexame da mama de forma correta.

10. Linfoma

O caroço na axila pode surgir devido ao linfoma, que é um tipo de câncer dos linfonodos, levando ao surgimento de caroço duro na axila, que não some após 1 ou 2 meses e não para de crescer.

Geralmente, neste tipo de câncer outros sintomas podem estar presentes além do caroço na axila, como febre, suor noturno, cansaço excessivo e emagrecimento sem motivo aparente.

O que fazer: deve-se consultar o clínico geral, o hematologista ou o oncologista para que sejam feitos exames de sangue, tomografia ou PET-CT, por exemplo, para identificar o tipo de linfoma, e iniciar o tratamento mais adequado, que geralmente é feito com quimioterapia ou radioterapia. Confira todas as opções de tratamento para o linfoma.  

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Atualizado por Flávia Costa - Farmacêutica, em outubro de 2022. Revisão médica por Dr.ª Clarisse Bezerra - Médica de Saúde Familiar, em fevereiro de 2020.

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Revisão médica:
Dr.ª Clarisse Bezerra
Médica de Saúde Familiar
Formada em Medicina pelo Centro Universitário Christus e especialista em Saúde da Família pela Universidade Estácio de Sá. Registro CRM-CE nº 16976.

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