Vertigem: o que é, sintomas, causas e tratamento

Atualizado em setembro 2023

A vertigem é a perda de equilíbrio, geralmente acompanhada por sensação de que o ambiente ou próprio corpo estão rodando, náuseas, vômitos ou zumbido no ouvido, que pode surgir por distúrbios no ouvido interno, como a labirintite ou vertigem posicional paroxística benigna (VPPB), ou ser causada por alterações neurológicas, como AVC, enxaqueca ou tumor cerebral.

A vertigem é mais comum em pessoas com mais de 65 anos, podendo afetar tanto mulheres como homens, no entanto é mais frequente em mulheres, podendo surgir também durante a gravidez, devido às alterações hormonais normais da gestação.

O tratamento da vertigem deve ser feito pelo clínico geral, otorrinolaringologista ou neurologista, de acordo com a causa da vertigem, podendo ser indicados remédios anti-histamínicos, corticoides ou antibióticos, ou manobras de fisioterapia, por exemplo.

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Sintomas de vertigem

Os principais sintomas de vertigem são:

  • Sensação de que o ambiente está girando em torno de si próprio;
  • Sensação de que o próprio corpo está rodando;
  • Perda do equilíbrio;
  • Náuseas ou vômitos;
  • Zumbido no ouvido;
  • Surdez ou perda da audição temporária;
  • Nistagmo, que é o movimento involuntário, repetitivo e incontrolado dos olhos;  
  • Dor de cabeça;
  • Suor excessivo;
  • Palidez;
  • Dificuldade para focar objetos.

Os sintomas de vertigem na maioria das vezes são mais intensos quando a pessoa fica em pé, move a cabeça ou anda, e pode durar por alguns segundos até vários dias, dependendo da sua causa.

É importante consultar o clínico geral sempre que surgirem sintomas de vertigem, para que seja diagnosticado, identificada sua causa e, assim, iniciar o tratamento mais adequado.

Além disso, deve-se procurar o pronto socorro mais próximo se surgirem sintomas de vertigem acompanhados de visão dupla, formigamento ou dormência nos braços ou pernas, em apenas um lado do corpo, dificuldade para falar ou sorrir, boca torta e rosto assimétrico, ou desmaio, pois pode indicar um AVC. Veja outros sintomas que podem indicar um AVC

Qual a diferença entre vertigem e tontura?

A tontura não vertiginosa costuma causar sensações como "fraqueza súbita", "flutuação", "iminência de desmaio", "visão escurecida" ou "visão com pontos brilhantes", já que é comum ser causada por falta de oxigenação do cérebro devido a situações como queda de pressão, anemia ou alterações cardíacas, ou até gravidez, por exemplo.

Já na vertigem, há a sensação de que o ambiente ou próprio corpo estão "rodando" ou "balançando", associada a perda do equilíbrio, náuseas e vômitos. Apesar dessas diferenças, pode ser difícil compreender qual tipo de tontura se trata, por isso é importante passar pela avaliação médica, para que seja feito o diagnóstico correto.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da vertigem é feito pelo clínico geral, otorrinolaringologista ou neurologista, através da avaliação dos sintomas, histórico de saúde e familiar, e uso de medicamentos.

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O médico também deve fazer um exame físico, ao realizar a manobra de Dix-Hallpike no consultório, que provoca a tontura e o nistagmo, sendo possível confirmar o diagnóstico de vertigem posicional paroxística benigna.

Além disso, no caso do médico suspeitar de lesões no cérebro, podem ser solicitados exames de imagem, como ressonância magnética, angiografia por ressonância magnética ou tomografia computadorizada, de forma a diagnosticar a causa e o tipo de vertigem.

Tipos de vertigem

A vertigem pode ser classificada de acordo de acordo com sua origem, sendo os principais:

  • Vertigem periférica: é o tipo mais comum de vertigem causada por alterações no ouvido interno, ou nervo vestibular, responsável por controlar o equilíbrio corporal;
  • Vertigem central: esse tipo de vertigem é causado por alterações no cérebro, com infecções, traumas ou AVC.

O tipo de vertigem é identificada pelo médico durante a consulta e exames de diagnóstico, permitindo iniciar o tratamento específico para a causa.

Possíveis causas

A vertigem é causada por distúrbios no ouvido interno ou lesões no cérebro, que incluem:

A vertigem também pode ser causada pelo uso de remédios, como anticonvulsivantes, salicilatos, antibióticos, anti-inflamatórios, diuréticos, antimaláricos ou quimioterápicos, por exemplo. Veja outros remédios que podem provocar vertigem ou tontura.  

Além disso, em algumas pessoas, substâncias como álcool, cafeína e nicotina podem desencadear ou piorar as crises de vertigem.

Como é feito o tratamento

O tratamento da vertigem deve ser feito com orientação do clínico geral, otorrinolaringologista ou neurologista, de acordo com o tipo e a causa da vertigem.

No caso da vertigem ter sido causada por distúrbios vestibulares, o tratamento geralmente indicado é o uso de remédios que funcionam como supressores vestibulares, como anti-histamínicos, antieméticos e sedativos. Confira os principais remédios para labirintite.  

Além disso, no caso da vertigem paroxística posicional benigna (VPPB), o médico também pode recomendar manobras fisioterapêuticas de reposicionamento dos cristais de cálcio no ouvido interno, através de movimentos que utilizam a gravidade, como a manobra de Epley. Saiba como é feita a manobra de Epley.

Quando a vertigem tem causa neurológica, o tratamento deve ser orientado pelo neurologista, de acordo com o tipo de doença e as necessidades de cada pessoa. Já no caso de infecções bacterianas ou virais do ouvido interno, o otorrinolaringologista pode recomendar o tratamento com corticoides e antibióticos, podendo ser necessária uma drenagem cirúrgica da secreção acumulada.